segunda-feira, 29 de junho de 2009

EMMA WATSON DÁ ADEUS À IMAGEM DE HERMIONE



A belíssima Emma Watson só entrou na maioridade etária no ano passado. Mas já mostra sua formosura (que formosura!) e discreta sensualidade. Quem acha que gostar de Emma Watson é ato privativo de fanáticos pelos filmes da série Harry Potter está completamente enganado.

Emma Watson é para ser admirada por todos aqueles que gostam de apreciar mulheres bonitas.

Ela merece. Ela é maravilhosa.

COM TANTO FAZENDEIRO POR AÍ...



Ainda para as mulheres solteiras que curtem "sertanejo". É um aviso sério.

Que grande perda de tempo elas insistirem em procurar namorado no Orkut, quando tem tanto fazendeiro rico, tanto empresário de agronegócio a fim de se casar com elas.

Por que será? Por que essas meninas são proibidas pelo papai e pela mamãe de irem para as feiras de agronegócio, vaquejadas e rodeios para pegar um rapagão da pesada?

Mas peraí, várias dessas moças chegam a ter 25, 27 anos de idade. Será que algum pai ou mãe irá proibir marmanjonas de irem a festas à procura de um namorado ou, quiçá, um marido?

Quem elas pensam que são para ficarem plantadas no Orkut esperando alguém, ou se contentando com algum nerd que, muito provavelmente, colocaria toda a coleção de CDs breganejos a pretê numa lata de lixo mais próxima?

Será que essas retardadas acham que tem direito a escolher namorado, a pretexto de serem (supostamente) sem preconceitos?

Puxa vida. Sobre o papo dos "sem preconceitos", mais tarde vou recorrer ao Millôr Fernandes.

Quanto a essas moças, fica aqui um conselho:

DEIXEM DE PREGUIÇA. LARGUEM O ORKUT!! VÃO PROCURAR FAZENDEIROS, EMPRESÁRIOS DE AGRO-NEGÓCIOS, MÚSICOS "SERTANEJOS", E PAREM DE NOS TORRAR A PACIÊNCIA!!

SOUL MUSIC, SEGUNDO A MÍDIA GORDA

Para os ricos, RAY CHARLES.



Para a classe média, MICHAEL JACKSON.



Para a classe pobre, MC CRÉU (urgh!)

JOSÉ SARNEY DESBANCOU MICHAEL JACKSON DAS RÁDIOS FM


As emissoras FM contemporâneas de nosso país estão, em maioria, de luto. Não por causa do ídolo pop Michael Jackson, mas por causa de José Sarney, um dos padrinhos dessas rádios, que sofre uma grave crise desde que se revelou que o senador usava o dinheiro do Senado para ninharias pessoais e favores para parentes e amigos.

As FMs com roupagem de AM, sobretudo, pouco iriam se lembrar de Michael Jackson até porque não tocavam música, pelo menos em certos horários, não é mesmo? Tinham que se lembrar mesmo de Sarney, por causa dos assuntos políticos.

Mas Sarney deveria ser querido, muito querido por essas FMs, porque foi ele e o baiano Antônio Carlos Magalhães que presentearam empresários e políticos amigos com emissoras de rádio, sobretudo FM. Essa politicagem deve fazer os tecnocratas do rádio holandês sentirem inveja, uma vez que eles não contaram com um ACM ou Sarney para assassinarem o rádio AM.

Foi através da "dupla sertaneja" ACM & Sarney que as FMs com roupagem de AM cresceram, às custas de muito beija-mão dos políticos conservadores e muito lobby com os tecnocratas.

Foi com essa dupla que as redes de rádio cresceram, dizimando programações radiofônicas regionais.

Foi com essa dupla que a Música de Cabresto Brasileira (a dita "música popular" que rola hoje na maioria das rádios e na TV aberta) tornou-se dominante, a ponto de ameaçar a verdadeira Música Popular Brasileira, que sofre de fato a discriminação erroneamente atribuída aos astros bregas e neo-bregas.

Foi com a dupla ACM & Sarney que seitas religiosas duvidosas aumentaram seu poder e seu "rebanho" em pouquíssimo tempo.

Foi com essa dupla, finalmente, que o showrnalismo esportivo, ao mergulhar adoidado nas ondas de FM, fez uma ligação direta entre a corrupção dos dirigentes esportivos e o jabaculê das FMs, sob o silêncio absoluto dos crédulos "líderes de opinião".

Enfim, Sarney, assim como ACM, tornaram-se os MAIORES SUCESSOS DO RÁDIO FM DESDE OS ANOS 90.

domingo, 28 de junho de 2009

ELES NÃO QUISERAM SABER DE FERRIS BUELLER

O DRAMA DE CINQUENTÕES QUE NÃO SABEM ENVELHECER COM JOVIALIDADE


Da esquerda para a direita, o ginecologista Malcolm Montgomery, o publicitário Roberto Justus e o empresário Eduardo Menga aparecem com suas jovens esposas. A sisudez desses cinquentões se contrasta...

Há uma geração de empresários e profissionais liberais, nascidos nos anos 50, que precisam de uma verdadeira repaginada visual e uma grande atualização de referenciais.

Eles se encontram numa situação complicada pois, mesmo tendo esposas bem mais jovens, eles padecem de uma obsessão doentia para aquilo que eles entendem como "maturidade".

Eles são conhecidos do colunismo social. São o oftalmologista carioca Almir Ghiaroni, o ginecologista Malcolm Montgomery, o publicitário e empresário Roberto Justus e o empresário e hoje diretor de elenco da Rede Record Eduardo Menga, pai da tenista Vanessa Menga.

Todos eles nasceram entre 1953 e 1954, anos turbulentos aqueles onde o Brasil agrário ameaçava ser superado pela industrialização e o american way of life da forma que os EUA pregavam desde os anos 40, temperados pela fúria macartista, foram ridicularizados pela onda do rock'n'roll. No Brasil, foi o período do surgimento da Petrobras e o auge da crise política que resultou no primeiro suicídio de um presidente da República, Getúlio Vargas. A música brasileira era tomada pelo samba-canção e pela popularização local dos boleros e baladas românticas dos standards de Hollywood.

Esses empresários e profissionais liberais, no entanto, são casados com mulheres nascidas entre 1970 e 1976> respectivamente (conforme dois parágrafos atrás) a ex-modelo e hoje fotógrafa Geórgia Worthman, a atriz Carla Regina, a atriz e apresentadora Ticiane Pinheiro e a atriz Bianca Rinaldi.

O que chama atenção nos maridos delas não é o envelhecimento deles, o guarda-roupa antiquado sobretudo no que diz ao uso dos sapatos (há uma resistência deles em usar com mais frequência os tennis shoes para eventos sociais mais informais), ou os referenciais que não passam dos valores "adultos" dos anos 40/50 reciclados nos anos 70. Dão preferência a festas de gala, a eventos musicais que envolvem música romântica e/ou orquestrada de muito black tie, e são formais até nos passeios a shopping centers e caminhadas na praia (se for com camisa de colarinho, calça preta e sapatos de verniz, para eles, melhor) e usam terno preto até quando vão lançar livrinho (como Almir Ghiaroni quando apareceu no Programa do Jô).

O que chama atenção é que eles são de uma geração que nada tem a ver com esse estilo supostamente "clássico" que eles defendem, que não é mais do que uma forma mal-reciclada do estilo granfino da primeira metade dos anos 70. Só que eles são da mesma geração de pessoas que valorizaram o ideal de liberdade e mantiveram a jovialidade até hoje, como o ator e cantor Evandro Mesquita, o cantor e guitarrista Lulu Santos e o apresentador Serginho Groisman.


...com a jovialidade de seus CONTEMPORÂNEOS Serginho Groisman (E), Lulu Santos e Evandro Mesquita.

Aliás, é algo até para colocar os cinquentões do alto desta página em grande preocupação. Como é que Almir Ghiaroni, por exemplo, nascido em 1954, pode ter um comportamento mais envelhecido que o de Serginho Groisman, nascido em 1950?

Esses empresários e profissionais liberais, aliás, não vivenciaram os referenciais que hoje defendem, quando o gosto musical deles está mais próximo de coisas relacionadas aos anos 40, não por uma opção natural - como eu, que, nascido em 1971, me identifico mais com a música dos anos 60 - , mas como uma obsessão em parecer "maduro" diante dos colegas de profissão mais velhos.

Esses cinquentões "refinados", num belo dia do início dos anos 70, quando tinham por volta de 18, 20 anos, eram apenas garotões traçando suas mudanças do curso de segundo grau (atual ensino médio) à faculdade, sob a trilha de muito rock'n'roll e MPB. Sim, porque os senhores que hoje defendem a orquestra de Glenn Miller com um certo pedantismo (como se o maestro-aviador que popularizou o swing, desaparecido em 1944, fosse tio de qualquer um deles), quando tinham 18 anos, ouviam muito Mutantes, Caetano Veloso e Led Zeppelin. Nada a ver com os eventos do Copacabana Palace que hoje os "divertem" (afinal, o que é diversão para a geração Justus-Ghiaroni & cia.?).

O que estragou eles foi certamente uma submissão exagerada à autoridade dos patrões, à rotina de estudos, à rotina de trabalho. Nota-se uma certa ojeriza (olha o trocadilho) de Roberto Justus, Almir Ghiaroni, Malcolm Montgomery e Eduardo Menga com os anos 80. Ironicamente, é a década da adolescência de suas jovens esposas. O desprezo pelos anos 80 se dá como se eles tratassem nomes diferentes como Leoni, Trem da Alegria e Titãs com igual indiferença de paizões quadrados que acham que toda música jovem é música infantil.

O mais grave disso tudo é que, no Reino Unido e nos EUA, a mesma geração que revelou Roberto Justus e similares foi responsável pela rebelião do punk rock. Pesquise as datas de nascimento dos integrantes dos Ramones, do Clash, dos Buzzcocks, dos Sex Pistols, e verão que nasceram na mesma época que nossos conhecidos "refinados" cinquentões.

Mas o pior de tudo é que existem também homens bem mais velhos que a geração Justus-Ghiaroni que, no entanto, são muito mais joviais. O que dizer de Ezequiel Neves e Zé Celso Martinez Correa, até hoje influenciados pela Contracultura? E os próprios Jô Soares, que recebeu o dr. Ghiaroni e Justus em seu programa, e Millôr Fernandes, que prefaciou os livros de Ghiaroni (*)? E o próprio fato de que, entre 1953 e 1955, muitos dos valores "clássicos" absorvidos pela geração Justus-Ghiaroni começaram a ser derrubados pela rebeldia (ainda que sem causa) dos roqueiros da época?

Esse desprezo com os anos 80, a despeito de que o primeiro time do Rock Brasil contemporâneo seja feito por sua própria geração (sim, Evandro Mesquita, Lobão e Roger Rocha Moreira são, para o bem e para o mal, colegas de geração de Roberto Justus, Almir Ghiaroni e outros, colegas do tipo de jogar bola, trocar figurinhas, brincar de bolas de gude, passar a tarde um na casa do outro para bater papo e ler gibis), se deve pelo fato de que a geração Justus-Ghiaroni passou a década de 80 praticamente isolada em seus escritórios e consultórios, a ponto de sacrificarem até seus primeiros casamentos. Roberto Justus escreveu isso em Construindo uma Vida, sua primeira autobiografia profissional.

Com isso, viram a vida passar longe deles. Ao lado deles, sua turma não eram os roqueiros brazucas, os agitadores culturais, os atores teatrais (apesar de Eduardo Menga ter arriscado trabalhar no teatro), mas os empresários, publicitários, oftalmologistas, ginecologistas que, geralmente, eram dez ou vinte anos mais velhos que eles. Almir Ghiaroni já chegou a levar sua Geórgia para o Hollywood Rock de 1993 (o mesmo que teve Nirvana e Red Hot Chili Peppers), mas, depois que ele passou dos 45 anos, passou a adotar um perfil forçosamente refinado, com referenciais antiquados, para se igualar aos colegas de profissão mais velhos já conquistados pelas façanhas profissionais do oftalmologista (há de se reconhecer que a geração Justus-Ghiaroni tem méritos profissionais; no lazer é que eles deixam a desejar no comportamento e conduta).



A LIÇÃO DE FERRIS BUELLER

Certamente Roberto Justus, Almir Ghiaroni, Eduardo Menga, Malcolm Montgomery e outros nunca se interessaram no filme Curtindo a Vida Adoidado. Quando muito, devem considerar o filme uma "crônica simpática" de uma adolescência à qual fingem sorrir, mas parecem querer se livrarem de tudo que significa "juventude", provavelmente dando um leve constrangimento às suas jovens esposas, que, a troco de uma viagem a Roma (cidade-símbolo da sisudez dos cinquentões "refinados", pelos patrimônios bem antigos e história mais antiga ainda), aceitam que seus maridos sejam "coroas autênticos".

Mas o filme, originalmente intitulado Ferris Bueller Day's Off e protagonizado por Matthew Broderick (que os leigos hoje só conhecem vagamente como o marido de Sarah Jessica Parker), fala do plano de um estudante secundarista em filar um dia inteiro de aula para curtir um passeio com sua namorada e com o melhor amigo.

Apesar da aparente molecagem e do filme ser uma comédia hilária, ele traz lições sérias. Como o próprio Millôr é capaz de falar coisas sérias com suas piadas. Curtindo a Vida Adoidado fala da necessidade da busca de prazer na vida. Prazer esse que não se acha em festas de gala, normas de etiqueta, trajes granfinos ou festas com black tie. Estes valores "clássicos" correspondem à submissão do lazer à lógica do ideal técnico, do raciocínio por demais metódico, da racionalidade exagerada. Não por acaso, os homens que aderem a esses ideais se "divertem" nas festas falando sobre trabalho e negócios com os amigos. Tudo isso parece lindo, para muitos, mas não é mais do que uma ilusão.

A lição do filme é que, como a vida aqui é limitada, é preciso que não adie a busca do prazer de viver a vida e se alegrar, simplesmente. Buscar a jovialidade, o verdadeiro caminho para o amadurecimento. É deixar a "racionalidade" do trabalho um pouco de lado, e doar a alma para a diversão, não a diversão compulsiva dos clubbers e outros viciados em agitos noturnos (porque eles não conseguem encontrar o prazer que eles sempre tentam procurar), mas a busca de uma alegria interior e própria.

Os cinquentões de hoje precisam se reinventar. A geração Justus-Ghiaroni se casou com moças jovens e belas (que, como trintonas, estão a anos-luz distantes do perfil trintão de Balzac e daquela música do Luiz Antônio cantada por Miltinho), sem ter se preparado para encarar o estilo de vida delas.

Agora eles terão que se adaptar ao estilo de vida de suas esposas, eles terão que se rejuvenescerem urgentemente, ao invés de evitarem, envergonhados, as colunas sociais, para não "derem de caras" com Thiago Lacerda, Márcio Garcia e outros rapagões de bermudão e tênis, que contrastariam certamente com um Almir Ghiaroni com o "mesmo smoking de sempre".

Parece incômodo fazer mudanças bruscas aos 50, 55 anos. Mas as pressões da vida não determinam idade para acontecer. Principalmente quando se casa com uma mulher mais jovem, as responsabilidades se tornam maiores. Não as responsabilidades de assumir um estilo de vida simbolicamente "maduro" mas lamentavelmente sisudo e constrangedor.

A geração Justus-Ghiaroni precisa rejuvenescer urgentemente. Terão até que guardar os sapatos de verniz (outrora) de toda hora, porque eles estão muitos gastos de uso não somente material, mas também simbólico (são os calçados da sisudez masculina, que mais constrangem do que cativam as pessoas comuns).

Devem eles calçar tênis para ir ao shopping e outros passeios, ou a eventos sociais entre amigos, almoços no Iate Clube ou nas associações profissionais. Ouvir coisas mais jovens, o Rock Brasil de seus contemporâneos, andar com os amigos da idade de suas esposas para trocarem idéias e risadas, sentir o sabor dos sucos de frutas, não repreender demais os filhos mais novos e ouvi-los como um pai convertido em filho de seu próprio filho ouve um filho já adulto convertido em pai do seu próprio pai.

É inútil a geração Justus-Ghiaroni carregar demais na "maturidade". Até porque o garotão Serginho Groisman chegará à esperada maturidade etária, bem antes deles.

(*) Millôr Fernandes também traduziu a letra de "Feedback song for a dying friend" da Legião Urbana, um ícone dos mesmos anos 80 desprezados pela geração de empresários e profissionais liberais hoje na casa dos 50 anos.

PET SHOP BOYS x BON JOVI


Posso garantir, com a maior segurança, que os Pet Shop Boys tem mais atitude rock do que o Bon Jovi.

Os Pet Shop Boys contam com as bênçãos de Bernard Sumner (ex-New Order, ex-Joy Division e atual Bad Lieutenant) e de Johnny Marr, que formaram a dupla Electronic (que contou com o PSB em algumas colaborações).

Só o aval de Johnny Marr é muita coisa, pois Marr é um dos maiores guitarristas da história do rock, e dos anos 80 em particular. Ninguém me disse isso, não vi comentário algum a respeito, mas soube dessa façanha de Johnny Marr através das canções dos Smiths que ouço até hoje.

Quanto ao Bon Jovi, pelo amor de Deus...

Aquilo que certos roqueirinhos aloprados chama de "rockão pesado dos bons" (isso mais de 25 anos depois de Bon Jovi ser sinônimo de "roquinho de maricas") não passa de um metalnejo que só serve para inspirar futuras composições do Zezé Di Camargo.

BAND NEWS FLUMINENSE FM DESESPERADA



Como a Band News Fluminense FM está com audiência miserável (como dissemos, comparável ao da fase pindaíba da Flu FM de 1991-1994), da mesma forma que a CBN FM carioca e, surpresaaaaa, a Infra Rádio Tupi (alcunha da clone da Super Rádio Tupi em FM), sua cúpula está apelando. E olha que se esgota o prazo do primeiro contrato da rede Band News FM com o Grupo Fluminense de Comunicação, a vencer em 2010. E com o empresário Alexandre Torres Amora priorizando mais a Fluminense AM 540.

Recentemente, um telejornal da TV Bandeirantes carioca fez propaganda de um programa da Band News Fluminense FM, com direito ao nome da emissora pronunciado todinho, com a frequência "FM" arranhando os ouvidos (dá para perceber que a sigla FM passou a ser um palavrão para os radiófilos holandeses - não os "radiófilos" chapa-branca, é claro) e a sintonia 94,9 mhz, que era sinônimo de cultura alternativa em outros tempos, pronunciada.

Com uma programação maçante onde longas entrevistas soam como meros serviços telefônicos - quem não entende português pode levar isso como uma ligação de telemarketing - , telejornais sem imagem repetidos ad nauseam e comentários onde se permite até o supérfluo (tipo comentar o penteado de um jogador de futebol europeu ou anunciar a compra, pela Brothers & Cousins, da mega-corporação de entortadores de bananas Banana Torture, com direito a dados das ações da empresa em Cingapura).



Isso quando não há transmissão de corrida de Fórmula 1 pela Band News FM, com direito ao filho do "camisa 12" Galvão Bueno no posto de comentarista.



Não seria melhor alternar notícias mais importantes com algum clássico do rock discriminado pelas rádios? Certamente os 94,9 mhz teriam um índice de audiência realmente mais digno.

OBITUÁRIO DA SEMANA



Farrah Fawcett, atriz. Vítima de câncer.

Michael Jackson, cantor. Vítima de parada cárdio-respiratória.

A reputação, há muito agonizante, do presidente do Congresso Nacional, José Sarney. Vítima da cara-de-pau de um político carreirista.

MC LEONARDO É "LARANJA" DA REDE GLOBO


Foto de uma edição mais antiga do jornal Brasil de Fato

Eu sou de esquerda, mas tenho que admitir, com a frieza de um médico dando seu diagnóstico: A ESQUERDA BRASILEIRA É BURRA E INGÊNUA. Infelizmente é essa a realidade que vemos na mídia de esquerda, que não enxerga as mais sutis armadilhas que a direita arma para caçar esquerdistas deslumbrados e crédulos.

Na Bahia, já explicamos a ingenuidade de marmanjos crescidos como Emiliano José e Oldack Miranda, que acreditavam na "integridade" da Rádio Metrópole FM, enquanto seu proprietário Mário Kertész, direitista até os glóbulos, primeiro enganou a esquerda baiana para depois trai-la de forma violenta. Comendo o pão que o diabo amassou, Oldack e Emiliano "não entendem" por que a citada emissora soteropolitana está agindo assim, com seu dono atacando eles e qualquer esquerdista que esteja na frente do caminho.

No plano nacional, a ingenuidade constrangedora parte não só da revista Caros Amigos, mas agora da revista Brasil de Fato. Na edição recente, lançada em 25 de junho último, a publicação publicou uma notícia de que o "funk é vítima de perseguição", fazendo coro ao marketing da rejeição que faz o ritmo, como modismo, durar mais do que uns três verões. Como entrevistado, vemos a conhecida figura do MC Leonardo, que vende uma pretensa imagem de "militante de esquerda", quando vemos que sua aparição na mídia deve muito, mas muito mesmo, à mídia gorda que essa mídia de esquerda afirma combater com garra.

MC LEONARDO "EXPORTA" RETÓRICA DA MÍDIA GORDA PARA A MÍDIA DE ESQUERDA

Para quem não sabe, MC Leonardo, ao lado de MC Júnior, são responsáveis pelo patético sucesso "Rap das Armas", do tempo em que o "funk carioca" não tinha o "tamborzão", mas a batida do "pum", e "rap" era um rótulo para paródias de cantiga de roda feitas em karaokês dos chamados "bailes funk". Só depois de Gabriel O Pensador - apesar de Thaíde & DJ Hum já defenderem o verdadeiro rap desde os anos 80 - , o rap deixou de ser erroneamente ligado a essa "ciranda-cirandinha" funkeira.

Ainda para quem não sabe e nem quer saber, MC Leonardo foi relançado na mídia através de um filme produzido pelas Organizações Globo, e "Rap das Armas", se não foi apresentado no Domingão do Faustão, apareceu em outros programas da Rede Globo, inclusive o Fantástico, símbolo maior do showrnalismo da mídia gorda, obesa e popozuda.

Na prática, MC Leonardo tornou-se, mesmo indiretamente, um colaborador decisivo para a hegemonia da Rede Globo no Brasil, já que defendem, o funkeiro e a rede de televisão, o mesmo ritmo, a mesma causa "social", as mesmas apologias da mediocridade musical brasileira sob os mesmos pretextos.

Depois que ativistas como MV Bill passaram a ter voz na mídia, além da atuação das rádios comunitárias das favelas, MC Leonardo pegou caronana onda e criou até uma "associação de funkeiros", como se o lamentável ritmo carioca, menina dos olhos da mídia gorda, tivesse alguma "relevância social". Essa obsessão socializante do "funk" faz até a ridícula Valesca Popozuda posar de militante, transformando os movimentos sociais numa grande piada. Piada totalmente sem graça, que ofende os verdadeiros militantes sociais, que não têm a ver com balanços de popozões.

MC Leonardo, assim como os políticos do PSOL que querem transformar o "funk" em "patrimônio cultural", na verdade estão a serviço de empresários de equipes de som que se enriqueceram com esse discurso hipócrita e pseudo-militante. Eles é que inventaram o "funk" e esse mito todo de que o "funk" é "voz das periferias" é pura mentira, pois surgiu a partir de karaokês e de ídolos fabricados do ritmo, tutelados, a preço de ouro, por esses mesmos empresários (que em boa parte são também DJs).

Além disso, o discurso de MC Leonardo é RIGOROSAMENTE O MESMO discurso que os próprios cadernos culturais da Folha de São Paulo e O Globo faziam sobre o "funk". Exatamente o mesmo, sem tirar nem pôr.

É um discurso vago, que não deixa claro se o favelado quer segurança ou não. Um discurso que a juventude burguesa pseudo-esquerdista adora, porque assim pode comprar sua "merenda" livremente nos "postos de vendas" dos subúrbios. MC Leonardo tenta comover as massas dizendo que o "funk" sofre "perseguição" e que a repressão aos "bailes funk" atinge "qualquer um".

Na nota publicada em Brasil de Fato, MC Leonardo alega que a polícia invade até a casa de quem toca "funk" ou multa quem coloca um CD de "funk" para tocar no carro. Essa choradeira é para permitir, no entanto, que clubes e boates suburbanas façam poluição sonora para garantir assim o faturamento desses empresários que controlam o gênero e seus "artistas". Esses empresários querem o rótulo de "patrimônio cultural" para o "funk" para que possam arrancar verbas públicas do Estado e assim enriquecerem cada vez mais.

MÍDIA DE ESQUERDA NÃO ENTENDE SITUAÇÃO DA MÚSICA NO BRASIL

Infelizmente o perfil dominante do jornalista de esquerda não entende de música. Segue os mesmos clichês ditados pelos "líderes de opinião" (ou seja, jornalistas "dissidentes" ou blogueiros badalados que, embora critiquem a mídia reacionária, quase nada fazem para mudar o establishment midiático e cultural do país), embora se encorajem, num momento ou em outro, de denunciarem a opressão reacionária dos capitalistas mais intransigentes. Mas que, na Bahia, se ajoelham defronte à demagogia midiática da Rádio Metrópole, a troco de uma visibilidade fácil, ignorando o perfil direitista da dita cuja.

O jornalista de esquerda entende de campesinato, sindicalismo, movimento estudantil, história política. Mas mal sabe ler Karl Marx. E mal consegue se lembrar dos Centros Populares de Cultura da UNE, movimento esquerdista, hoje injustiçado, que queria renovar a cultura popular de raiz no Brasil. Os CPC's foram acusados, injustamente, de diluir a cultura popular sob um prisma etnocentrista, acusação que, na verdade, procede mesmo nos latifundiários e empresários de diversos setores que investiram em toda uma música brega e neo-brega feita nos últimos 50 anos, de Waldick Soriano ao MC Créu, sem excluir Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Banda Calypso e Fábio Jr.

Mal sabe, no entanto, esse jornalista tão "engajado", que o ideal cepecista foi herdado por ONG's que ensinam música brasileira de verdade para as crianças das favelas, com o intuito de, aos poucos, desviá-las das armadilhas sedutoras do "funk". As ONG's não dizem para as crianças "não ouçam 'funk'", como também não dizem "não ouçam Exaltasamba e Alexandre Pires" ou "não ouçam Bruno & Marrone e Calcinha Preta", mas a criança que aprendeu a música de Villa-Lobos, Jacob do Bandolin, Jackson do Pandeiro, Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga vai ver a diferença entre um Ataulfo Alves e um Alexandre Pires e vai rejeitar este último, por ser brega e sem qualidade artística alguma. Assim como vai descartar o "funk carioca" por achá-lo ridículo e metido demais.

Mas isso a mídia de esquerda não fala.

Lendo os textos sobre "funk" do Brasil de Fato e Caros Amigos, muito provavelmente o colunista de Veja, Reinaldo Azevedo, se divertiria dando muitas gargalhadas. "Essa galera deve ver o mexer de glúteos como dança folclórica etnográfica", talvez comente a um colega.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BAIANOS HOMENAGEIAM MICHAEL JACKSON



Michael esteve no Brasil em 1995, para gravar o vídeo "They don't care about us", e parte do clipe foi gravada no Pelourinho, em Salvador.

Evidentemente, muitos baianos ficaram chocados e muito tristes com a perda do popstar, mas o "Setépis", ou melhor, o SETPS - Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador - há um bom tempo fez a sua "singela" homenagem ao astro de pele esbranquiçada, através das empresas de ônibus soteropolitanas e seu visual vitiligo nas suas frotas.

MICHAEL JACKSON



Há muito tempo não curtia Michael Jackson. Só curti as músicas dele na infância, cheguei a ter o Thriller em K7 em 1983, mas depois enjoei do cantor, logo começou a adolescência. Me distanciei do pop, do hit-parade, na medida em que eu crescia, e descobri o rock inglês, o rock alternativo e outras tendências mais sofisticadas ou arrojadas.

Mas não deixa de ser chocante e até inacreditável saber que o aclamado rei do pop, um dos cantores mais populares do mundo e referência para muitos jovens de hoje, faleceu ontem à noite.

A tragédia, no entanto, era esperada. Michael Jackson, que surgiu como um cantor mirim de grande talento, considerado sangue novo para a música soul - ritmo que, de forma ingrata, anda perdendo seus intérpretes um a um com muita rapidez - , personificou, no entanto, a ilusão da riqueza e do desejo de se embranquecer.

Michael tinha até boa aparência como negro. Mas, ele preferiu embranquecer sua pele e manter sua "eterna juventude" através de remédios. Vale comentar que perseguir a "eterna juventude", aos 50 anos, é tão triste e deprimente quanto perseguir, nos mesmos 50 anos, a "velhice antecipada", como fazem profissionais liberais e empresários de cerca de 55 anos que, mesmo se casando com mulheres 15 ou 20 anos mais novas, se isolam, eles, num ideal de "velhice" que envolve festas de gala, uso excessivo de paletós e sapatos de verniz e gosto musical limitado a canções orquestradas e baladas de preferência dos anos 40 e 50. O drama de Michael Jackson foi um. O de Roberto Justus, Almir Ghiarone e companhia, outro. Mas são dramas igualmente lamentáveis.

Michael também cometeu o erro de perseguir o rock. Ele nunca foi roqueiro. Foi um soulman, de encher de orgulho aqueles que conheceram James Brown, Wilson Pickett, Otis Redding e Marvin Gaye, para citar os veteranos que hoje tem Michael junto a eles.

Foi a imprensa norte-americana que inventou essa ninharia de que Michael Jackson era roqueiro. Não vou aqui julgar o mérito de Michael ter gravado "Beat it" com Eddie Van Halen, mas o rótulo iludiu o cantor, que pela sua obsessão em ser o que não é tentou se vestir como Elvis Presley em fim de carreira e, depois, a andar no palco como Mick Jagger.

Aqui vale citar que Luiz Antônio Mello em A Onda Maldita, fez um capítulo intitulado "Aqui você não ouve Michael Jackson", referente à programação da Rádio Fluminense FM, uma rádio de rock. Aliás, para isso, havia outras rádios, como a Rádio Cidade FM, emissora carioca que, para o bem e para o mal, era uma rádio de pop, e Michael Jackson, não o Iron Maiden, era o símbolo maior dos 102,9 mhz cariocas. Noutra passagem do livro, LAM afirmou que nem gravando cover de Led Zeppelin Michael Jackson seria admitido na programação da Flu FM, porque se tratava de Michael Jackson, cantor de soul, de funk autêntico, espécie de padrinho do pop dançante contemporâneo.

Michael Jackson teve sua melhor fase na carreira entre o começo do Jackson Five - banda que o lançou que, acrescida de outro irmão e contratada por outra gravadora (saíram da Motown para irem à Epic Records, gravadora que teve MJ até o fim da vida), virou The Jacksons (um bom nome de funk autêntico, pouco lembrado pelo público) - e o Thriller. Mas Bad, de 1987, ainda pode ser considerado um título a ser prezado pelo pessoal do hip hop, ainda que não seja um álbum muito inspirado do cantor. Aliás, os modernos ídolos pop, como Beyoncé, Britney Spears, Justin Timberlake, Rihanna, entre outros, praticamente ouviram Bad na infância, e o disco foi referência até aos chamados boys bands (bandos de garotos, e não "bandas"), como Backstreet Boys e o próprio N'Sync que lançou Timberlake.

Michael foi um entertainer, acima de tudo. Nos últimos anos, quem esperava sofisticação musical no rei do pop estava perdendo tempo. Da mesma forma que ninguém espera que IS, uma célebre cantora brasileira explicitamente influenciada pelo cantor norte-americano, seria de fato uma artista de MPB autêntica.

Numa época em que os mais jovens - digo aqueles que nasceram de 1978 para cá - não entendem a diferença entre música comercial e não-comercial, entre entretenimento e cultura, falar que fulano é comercial e fulano não é comercial gera problemas. Sobretudo para esses pseudo-esquerdistas que vestem camisetas com foto de Che Guevara e se associam a comunidades socialistas no Orkut, mas que defendem explicitamente valores neo-liberais, tanto quanto os imperialistas que dizem odiar.

Mas a verdade é que Michael simbolizou esse pop comercial, esse hit-parade cujo ciclo parece se fechar, na medida em que nomes como Demi Lovato, Jonas Brothers e Taylor Swift oferecem informação musical e melodiosa que nem os "endeusados" posers e nem pós-grunges como Nine Inch Nails e White Zombie conseguem oferecer. Na medida em que nomes como Beyoncé, Britney Spears e até Black Eyed Peas passam a fazer um pop dançante chato, mais preocupado com batidas, efeitos de vocoder, sampler, jogadas de rap etc., jovens cantores surgidos há pelo menos dois anos voltam a procurar melodias através de instrumentos eletrônicos mais simples ou acústicos. Não é preciso detalhar, por exemplo, o fenômeno Aimée Duffy, pois a cantora inglesa foi fazer soul inglês à moda dos anos 60, com direito a seção de cordas, o que soa estranho para um público como o jovem brasileiro, acostumado com samplers e sintetizadores de última geração.

Michael também simbolizou a ilusão da fama. Negro, preferiu se embranquecer. Se valeu da riqueza para tomar remédios para embranquecer a pele e retardar a velhice. Viveu recluso. Parecia gostar de meninos, e talvez sentir desejo sexual por eles. Tentou se casar duas vezes com mulheres mas terminou sozinho. Sua pele ficou mais frágil, a ponto dele não poder mais se expor ao sol (sempre usava uma sombrinha). Seu organismo ficou mais frágil, por causa dos remédios. Talvez ele tenha tomado remédios para emagrecer, também, para evitar a ameaça comum dos cinquentões ficarem barrigudos.

Mas, querendo ser branco, deixou de ter a pele forte de negro que tinha. E, querendo ser jovem, envelheceu seu organismo, a ponto de sucumbir à tragédia que se consumou ontem. Foi um choque, ver que um garoto promissor que, a despeito de todo drama familiar, renovaria a soul music, terminar como terminou, somando mais um drama entre tantos outros envolvendo celebridades.

O DESENHO ANIMADO COM O JACKSON FIVE



Uma das coisas bacanas envolvendo Michael Jackson que eu vi foi o desenho que a Vídeocraft, produtora famosa por desenhos como Tales of Wizard of OZ, Cachorro Vira-Lata, Rocky & Bullwinkle e pela animação de bonecos Thunderbirds (todos da década de 60), fez a partir do fenômeno Jackson Five.

A série foi produzida em 1973, se chamava apenas The Jackson Five e transmitida no Brasil várias vezes. Eu vi a série em 1983, e eram histórias fictícias e cômicas com os cinco irmãos Jackson, e em dado momento era tocada uma canção do grupo, com um clipe próprio no desenho animado. Foi uma série divertida, que vale a pena ver.

A ÚLTIMA PIADA DO CASSETA SOBRE MICHAEL JACKSON

A obsessão de Michael Jackson por se tornar branco, sua personalidade reclusa e suas polêmicas não deixaram de render piadas, como todo acontecimento estranho. As plásticas fizeram Michael ter um visual andrógino. No Casseta & Planeta, isso não era exceção e Michael não ficou imune de ser parodiado pelo comediante Hélio de La Peña que, apesar de negro, teve que usar pó-de-arroz para fazer o papel do rei do pop.

Mas a última piada do Casseta quando Michael era vivo não teve essa paródia - Hélio estava ocupado com outros personagens - foi feita há algumas semanas, quando, entre a lista de celebridades femininas, quase todas mulheres, que o personagem Guerreiro, O Bombeiro (interpretado por Marcelo Madureira), "pegou", estava Michael Jackson. Foi feita uma foto montagem com o "bombeiro-garanhão" posando ao lado do cantor, junto a outras foto-montagens com Guerreiro e outras famosas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

FARRAH FAWCETT



Ela bem que tentou, mas foi derrotada pelo tumor no intestino. A partir de hoje, a atriz de Charlie's Angels faz parte das musas do além, junto a nomes como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Leila Diniz, Natalie Wood e outras.

Escolhi uma das melhores fotos dela para homenagem. Deixa saudades.

GUNS N'MICOS



Sabemos que o Guns N'Roses no fundo foi uma xerox amarelada do Led Zeppelin, porque O Kylocyclo lembrou aqui dessa constatação nem sempre bem vista por todos. O Guns evocou várias referências-xerox de outros grupos - os jogos cênicos do Aerosmith, o vocal "chupado" do Brian Johnson do AC/DC, a bermudinha do Bruce Dickinson do Iron Maiden (Axl apenas mudou a bandeira, conforme o país de origem), a cover do Bob Dylan que virou clichê no rock e outro grupo farofa menos famoso também gravou. Dos Rolling Stones ao Damned, nada escapou à máquina xerox de terceira categoria dos Guns N'Roses. Nem os neo-bregas Chitãozinho & Xororó e Alexandre Pires apelam tanto quando usurpam a MPB!

Bom, mas o assunto agora são dois episódios, um que vivenciei e outro que a imprensa mundial vivenciou.

UNIVERSITÁRIO ENTRA EM ESTADO DE CHOQUE

Em 2000, quando eu lancei um zine com o nome deste blog, escrevi um texto sobre o Guns N'Roses cujo título contesta o status de "classic rock" que a mídia recentemente atribuiu à banda.

Tentava vender o zine na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia - a essas alturas já era jornalista formado - e, de repente, um rapagão com cabelo de reco e cerca de 23 anos chegou para folhear a revista. Observei o rapaz e, quando ele viu a página do texto sobre o Guns, fez uma cara de quem recebeu a notícia do falecimento de seu melhor amigo.

Isso numa faculdade onde o senso crítico deveria ser valorizado até fora da sala de aula, numa área como as Ciências Humanas, que deveria contestar os vícios da sociedade. Mas o carinha, que pode não ser um playboy, no entanto se sentiu chocado com a dolorosa constatação. Certamente ele não reagiu, mas eu vi sua cara de susto e tensão. "Meu Deus, Guns não é classic rock... Ferrou, galera", deve ter pensado o rapaz na ocasião.

CRÍTICA EXALTAVA UM ÁLBUM CLÁSSICO QUE NUNCA EXISTIU

Outro momento constangedor é o da maior parte dos críticos mundiais, que diante de tanto tempo esperando o novo álbum dos Guns N'Roses, iludia a garotada dando a impressão de que o novo disco, que Axl demorou tantos anos para concluir, era um "clássico absoluto". Tinha até título pomposo, Chinese Democracy.

Quando o disco foi lançado, a decepção foi inegável. Sem os demais músicos da formação "clássica" dos Guns - que pelo menos eram um tantinho mais corretos e, com Scott Weiland no grupo Velvet Revolver, cometeram o milagre de transformar a fusão grunge-poser numa coisa legal e bem menos posuda - , Axl piorou o que estava ruim, e fez um disco abaixo das expectativas.

A reação foi a mesma que o recente disco da Britney Spears (outra "endeusada" pela crítica), Circus. "Meu Deus, por que será que esse disco não é maravilhoso?', indagava, perplexa, a crítica, praticamente em uníssono. Criaram uma expectativa de algo que não haveria mesmo, e por isso se decepcionaram redondamente por motivos banais. O Guns N'Roses nunca seria grande coisa, principalmente num álbum que sem qualquer justificativa relevante demorou para ser concluído.

POSER METAL


Francamente, nos meus tempos de adolescência, lá nos anos 80, o poser metal era ridicularizado pelos entendidos de rock. Era considerado música de maricas, de patricinha alucinada, era quase que um Menudo convertido para o rock pesado. Coisa ridícula, com seus integrantes cheios de tatuagens, maquiagens, entre a rebeldia sem causa e a pieguice, cheios de pose, com suas boazudas no currículo amoroso e suas encrencas que só serviam para vender a imprensa sensacionalista.

De repente, dos anos 90 para cá, o poser metal, conhecido aqui como "metal farofa", passou a ser visto como "respeitável". De repente, veio aquele papo furado de "rock de verdade", semelhante ao papo furado do "samba de verdade" de gente como Alexandre Pires, Exaltasamba e Belo, ou de "cidadania de verdade" do pessoal corrompido do Senado Federal.

Hoje as revistas dedicadas ao heavy metal e os programas de TV e rádio dedicados ao rock pesado são obrigados a atender a criançada malcriada e sempre colocam algum poser no cardápio. Mesmo o podado Bon Jovi, que na verdade é uma das matrizes sonoras de Zezé Di Camargo & Luciano (a outra matriz da dupla goiana, sabemos, é Waldick Soriano), hoje soando como um grupo de "metalnejo". Mas a mídia gorda musical está tranquila, qualquer pecado que Jon Bon Jovi e companhia cometerem fica na conta do Bryan Adams e, se bobear, do Ryan Adams (com o risco da Mandy Moore também arcar com as contas "penduradas" dos posers).

A culpa dessa respeitabilidade são a intromissão das rádios comerciais no rock e na atitude chapa-branca que os críticos musicais passaram a ter com o irrit-pareide, talvez visando alguma posição mais nobre na imprensa musical brasileira, nem que seja para editar programa de TV, ter blog patrocinado por um grande jornal, fundar uma revista etc..

Por isso é que estranhamente vemos os ridículos posers sendo vistos como "gente de qualidade" e até um site, enumerando alguns discos de rock conforme um critério, disse que o Mötley Crüe fazia discos "de qualidade". Fala sério!!

GUNS N'ROSES NÃO PASSA DE XEROX DO LED ZEPPELIN

Mas o maior símbolo desta postura toda é o Guns N'Roses. Ficou mais chato do que discurso prolixo tratar a banda do Axl Rose como se fosse "clássico do rock", parecendo que o grupo que mal tem uns 25 anos de estrada é mais antigo que o Led Zeppelin.

Aliás o Guns N'Roses nunca foi mais do que o xerox do Led Zeppelin. Ninguém percebeu isso. O "boyzinho" via o grupo lançando álbuns quádruplos e ficava babando. Via o grupo demorando para lançar novo disco, ficava babando. E os críticos chapa-branca nem aí. Eles bajulam Axl Rose em tudo, escrevendo mil maravilhas sobre a banda, afinal eles têm que vender o peixe e, na vida íntima deles, não é o GN'R que eles ouvem no seu personal CD player, mas aquelas bandas desconhecidas que ninguém, exceto os críticos, conhece.

No tópico acima tem duas coisas risíveis de tão constrangedoras sobre o Guns N'Roses.

CRISE DO RADIALISMO ROCK - III


Sabemos que, no início da década de 90, o radialismo rock passou por um sério período de diluição. Rádios que tocavam pop ou brega aderiram ao segmento rock sem se adequarem completamente ao gênero, contratando, quando muito, apenas uns três produtores especializados em rock. Muitas vezes, a figura do programador não passava de um reprodutor de playlists produzidos pela indústria fonográfica.

Por outro lado, as rádios originais de rock tiveram que encarar não só essa realidade como também a do surgimento da MTV. A MTV é uma boa emissora de TV, mas o mercado radiofônico, tanto nos EUA quanto no Brasil, superestimou a atuação da Music Television no rock - na verdade, é uma emissora eclética de pop - e nos dois países a classificação errônea da emissora televisiva como "rede do rock" derrubou praticamente o radialismo rock. Nos EUA, isso ocorreu logo nos anos 80, e a maior queixa dos críticos de lá era que as rádios deixavam de ter amor à música, e coisas tolas como o poser metal passaram a ser prioridades no cardápio musical dessas rádios.

As rádios originais de rock eram quatro: Fluminense FM, de Niterói (RJ), 97 FM, de Santo André (SP), Estação Primeira, de Curitiba (PR) e Ipanema FM, de Porto Alegre (RS). Eram rádios que surpreendiam pela locução sóbria e inteligente, pelo repertório abrangente que não repetia as músicas, não se limitava aos hits e "músicas de trabalho" e tocava até fitas demo caseiras, canções longas, bandas obscuras e música instrumental, tudo até na programação normal. E os locutores não costumavam falar em cima das músicas.

Mas, nos anos 90, as quatro rádios, para sobreviver, começaram a embarcar no modismo grunge e na ênfase exagerada no funk metal de Faith No More ou no poser metal podado do Guns N'Roses. Mesmo as bandas alternativas não saíram do feijão com arroz do noise, já de bandas que vieram depois da safra do Sonic Youth e Pixies. As quatro rádios não conseguiram acompanhar a verdadeira revolução do rock, das bandas inglesas tipo Ride, LA's e House Of Love, que a crítica embriagada pelo grunge classificou erroneamente como clones de Stone Roses & companhia.

Alguns programas passaram a ser feitos por locutores tresloucados, algo como o padrão do locutor pop alterado pela paranóia. Em outras palavras, é como se um locutor da Transamérica sofresse os efeitos da cocaína.

A Flu FM tornou-se um dos símbolos dessa crise das rádios originais de rock. Luiz Antônio Mello escreveu, no seu livro A Onda Maldita, na edição reescrita de 1999, que a Fluminense FM foi estuprada "moral, intelectual, ideologicamente". A indignação de LAM em ver como a rádio virou no início dos anos 90 era evidente, como todo trabalho que, inicialmente bem-feito, foi desvirtuado pelos sucessores.

Um dos motivos da decadência das rádios de rock originais é que quase todas as emissoras do gênero - houve também outras seguidoras - não eram ligadas a grupos empresariais fortes (a Ipanema era exceção, da filial gaúcha do Grupo Bandeirantes de Comunicação) e, por isso, sofriam sérios problemas financeiros.

Em contrapartida, as diluidoras do perfil rock tinham situação financeira saudável, a partir da própria 89 FM de São Paulo, a primeira a diluir o perfil rock, já empregando, no final dos anos 80, imitações baratas do Fernando Mansur que pareciam fazer locução para empregadas domésticas mas anunciavam nomes como Killing Joke e Violeta de Outono, praticamente arranhando com os ouvidos dos roqueiros exigentes.

Dizem rumores que a 89 FM foi favorecida politicamente no governo Fernando Collor. Era protegida, sem dúvida alguma, pela Editora Abril e pela Folha de São Paulo, e havia um esforço da crítica em evitar que fossem publicadas muitas críticas negativas à emissora. Afinal, as poucas críticas que se publicava contra a 89 FM (que já começou a desprezar o rock das Baratos Afins logo em 1987) repercutiam mal na emissora, que no entanto passou a assumir uma postura intransigente e arrogante, como se quisesse ser "rádio rock na marra", mesmo com seus sérios pecados.

A 89 FM lançou uma campanha de muito mau gosto, intitulada "Ouça a 89 FM ou morra", em 1993. Depois promoveu o locutor Fábio Massari - também VJ da MTV - em coordenador da emissora, com a missão de transformá-la num arremedo de college radio à maneira do modismo grunge. Embora até eu tenha ficado indignado com a figura de Massari, depois eu reconheci que o maior problema dele foi estar na rádio errada e ao lado de colegas errados (como Tatola, do grupo Não Religião, que hoje soaria como uma espécie de proto-emo, tal qual os Stooges são considerados proto-punks, e Carlos Eduardo Miranda, espécie de antecessor cult do Rick Bonadio). Se Massari estivesse, à essa época, na 97 Rock, junto a Leopoldo Rey, Kid Vinil, Valdir Montanari, a história do radialismo rock seria completamente outra.

A fase 1993-1994 da 89 FM não deu certo, e a rádio mudou de coordenador, passando a adotar um perfil que misturasse claramente a linguagem da Jovem Pan 2 com o repertório roqueiro do padrão MTV, da mesma forma que a 89 FM de 1987-1993 misturava o mesmo padrão de repertório com a linguagem da Rádio Cidade carioca de 1977.

Por uma coincidência completamente estranha, assim que a 89 FM assumiu seu fracasso como "rádio alternativa" (o que irritou profundamente os locutores da emissora), as rádios originais de rock foram extintas uma a uma. Dizem rumores que alguém da 89 entrou em contato com emissoras paulistas como Jovem Pan Sat e CBN e indicou rádios como a Fluminense FM e a Estação Primeira para serem arrendadas.

Até meados de 1995, a situação do radialismo rock só piorou de vez, quando duas rádios comerciais passaram a ser, à força da imposição empresarial, os paradigmas "oficiais" do radialismo rock, tornando o segmento roqueiro escravo do hit-parade e dos locutores engraçadinhos. A cultura rock no rádio, no entanto, ao invés de dar seu canto de cisne para bater as botas aos poucos, preferiu dar seu berro de urubu.

CRISE DO RADIALISMO ROCK - III


No início dos anos 90, o radialismo rock sofreu um sério processo de diluição. Rádios comerciais que tocavam pop ou brega, como sabemos, aderiram ao perfil rock sem se adequarem completamente ao gênero, contratando, qu

Brega-Popularesco e seus padrinhos anti-populares da mídia gorda



Calcinha Preta, Alexandre Pires, Chitãozinho & Xororó, Exaltasamba, Bruno & Marrone, Chiclete Com Banana, DJ Marlboro. Todos eles são a "verdadeira MPB", não é mesmo?

ERRADO. Eles são justamente o que há de falso, de ilegítimo, de alienador na música brasileira. Não podem ser considerados verdadeira música popular porque são produtos de mídia, são apadrinhados pelos grupos econômicos anti-populares e suas músicas são muito artificiais, superficiais até mesmo para os parâmetros da verdadeira canção popular.

Ora, cair de um Donga, de um Ataulfo Alves para uma breguice como o Exaltasamba, que não sabe a diferença entre maxixe e gafieira, isso é "evolução da música popular"? E cair de um Cornélio Pires para toda uma linhagem irritante que vai do Chitãozinho & Xororó ao Victor & Leo, isso é "evolução da música popular"? E um país que já teve Agostinho dos Santos e Wilson Simonal, vai ter que se contentar com um Alexandre Pires?

Essa "música popular" que domina hoje as rádios não tem o menor valor artístico - podem chorar os relativistas e apologistas, porque a constatação aqui é mais realista - , não tem relevância cultural, pois não transmite conhecimento (até hoje um Alexandre Pires ou Daniel da vida age como se ainda estivesse pela primeira vez numa escola de música), e nem sequer é prazerosa de se ouvir. Nada de positivo se produz dessas músicas e mesmo as covers de MPB que tais intérpretes tocam chega a ser uma grande vergonha.

Mas a mídia tutela esses ídolos e quer que todos nós aturemos eles por no mínimo 40 anos, e está na cara que os grandes barões dos meios de comunicação estão por trás dessa música dita "despretensiosa" e "espontânea". Por isso mesmo é balela que esses ídolos que estão no establishment do establishment são "excluídos" ou "discriminados" pela mídia, como falam alguns intelectuais de butique. Vejamos a base de apoio de cada tendência popularesca. Não vamos citar as FMs popularescas, porque é o óbvio do óbvio. Vejamos então os casos:

AXÉ-MUSIC - No plano nacional, sua principal base de apoio, por incrível que pareça, está na Editora Abril, que publica a reacionária revista Veja, e a Folha de São Paulo, que inventou o termo "ditabranda", aqui já comentado. A Rede Globo também apoia o estilo.

BREGANEJO - O SBT, a Record e a Bandeirantes são suas bases de apoio desde o início, mas a Rede Globo também passou a apoiar decisivamente o estilo.

SAMBREGA - Sua base de apoio é a mesma do breganejo.

FORRÓ-BREGA - O SBT foi a principal rede divulgadora do ritmo, mas com a entrada da Rede Globo a partir do fenômeno Banda Calypso, a coisa tomou rumo diferente.

"FUNK CARIOCA" - Preciso dizer que o ritmo é a menina dos olhos dos filhos do Roberto Marinho? A Rede Globo normalmente corre atrás de outros veículos da mídia quando o assunto é brega-popularesco, mas aqui ocorre o contrário.

Por isso mesmo, quem disser que esses ritmos são discriminados pela mídia, deveria lavar sua boca com sabão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

É INVERNO



Bate o sino, pequenino...

Ah, deixa pra lá.

SIMPATIA INFALÍVEL PARA AS NORDESTINAS ARRUMAREM MARIDO



Esta simpatia não falha jamais!!!!

Só precisa de uma boa vontade das solteiras nordestinas que gostam de um "bom" (sic) breganejo, sambrega, pagodão ou forró-brega e que reclamam da (suposta) falta de homens para namorar.

INGREDIENTES

- Dinheiro para passagem de ônibus de ida e volta.
- Dinheiro para sustento durante estadia em outra cidade.
- Capacidade de passar dias sem usar computador.
- Coragem
- Prudência

A primeira coisa que a solteira nordestina típica (a que curte brega-popularesco) tem que fazer é esquecer a Internet e deixar de procurar namorados no Orkut.

Segunda coisa, ela deve esquecer esse negócio de procurar homens nerds ou excêntricos porque estes, apesar de não estarem no padrão masculino dominante, não se interessam por moças desse tipo. É muito mais prudente ela escolher um sósia de um Zezé Di Camargo, por exemplo, apesar de parecer por demais sonhador.

A solteira nordestina deverá, de preferência, procurar cidades onde a população masculina seja assumidamente predominante. Desta forma, ela dificilmente voltará para casa "encalhada", porque o "mercado" está cheio de pretendentes.

Nos eventos juninos, a moça deverá dotar-se de coragem. Sim, ela deve equilibrar prudência com coragem. Prudência, para não ousar na escolha de homens. Coragem, para não se acanhar a um homem que se dirigir a ela.

A moça deve evitar comer com exagero, assim como não deve se limitar a dançar com sua amiga. Se insistir em somente dançar com uma amiga, fingindo que não existe homem disponível na área, a atitude pode espantar os pretendentes, por isso ela não deve dançar mais de uma música com sua amiga. Isso é admissível somente no começo da festa, para efeito de aquecimento.

Ela deve reservar uns momentos para ficar sozinha e esperar seu pretendente. Não haverá problema. É só marcar um lugar de encontro com a amiga - que também deve estar à procura do pretendente - para ambas não se perderem. O mesmo caso quando mais de uma amiga acompanha a solteira em questão.

A moça deve evitar os sujeitos mais rebeldes, que podem ser encrenqueiros, e os mais esquisitos, que devem ser menos receptivos. Não tem que inventar amor, não, manter aquele mesmo clima "arrojado" do Orkut é inútil. Completamente inútil.

Se essa moça gosta de "música sertaneja" e "forró" (ou seja, breganejo e forró-brega), coisas convencionais que rolam na grande mídia, então na vida amorosa não pode sair dessa rota. Os homens galânticos, com jeitão de vaqueiros, quase caubóis, são os ideais, assim como os homens que seguem o estilo estético de cantores do sambrega ou do pagodão, como Alexandre Pires, Belo, Xanddy e Márcio Vítor (Psirico). Eles, assim como Fábio Jr., Zezé Di Camargo, Frank Aguiar e até MC Leozinho, já oferecem o perfil estético que essas moças devem pegar. Nada de pensar num Morrissey aqui, num John Lydon ali, num Mark Mothersbaugh (Devo) acolá.

Chegando um pretendente que, para exemplificar, tem o tipo estético do Fábio Jr., a moça tem que se manter calma e controlar a timidez. E se preparar para mudar de rotina bruscamente. Afinal, por que moças assim estão tão preparadas para viver com esquisitões que elas vêem no Orkut, sem medir qualquer hipótese de afinidade pessoal e sem saber que a realidade virtual esconde mil armadilhas, se elas têm medo do contato pessoal com gente do jeito que elas, no fundo, mais gostam?

Por isso mesmo é que, quando o sósia de Fábio Jr. se dirigir a essa moça para pedi-la em namoro, ela simplesmente terá que responder sim. Se houver algum problema com ele, diz apenas que vai pensar e procure outro similar, ou um sósia de Alexandre Pires, por exemplo.

O risco de algum desses homens esconder alguma personalidade suspeita não é desculpa para a solteira "inventar" outro pretendente. Tem que ser do universo popularesco, mesmo. Nada de excentricidades.

Ver a afinidade acima de tudo. É isso que fará a moça arrumar um marido. Afinidade acima de qualquer aventura amorosa e acima até mesmo de pretextos teoricamente bonitinhos como "ruptura de preconceitos", "superação das diferenças". Isso é bonito na teoria, mas na prática revela uma realidade incômoda, inútil, sem qualquer benefício e pode inclusive gerar danos.

A afinidade pessoal, que não deve ser confundida com algumas banalidades em comum - se o nerd ou excêntrico gosta da mesma marca de biscoito da solteira brega-nordestina, isso nada tem a ver com afinidade - , é a verdadeira SIMPATIA INFALÍVEL das solteiras nordestinas que adoram uma festa junina.

Elas têm que dar vazão aos seus sonhos, não à retórica politicamente correta nem a pretextos "arrojados". Elas tem que ser elas mesmas, dentro daquilo que elas acreditam e vivem. Se elas sonham com Fábio Jr., Alexandre Pires, Bruno & Marrone, Péricles (Exaltasamba), Leonardo e Daniel, por que não aceitar homens iguais a eles que aparecem nas festas? Eles estão aos montes procurando moças assim como a solteira de nosso exemplo.

A MESMA CRIANCICE

NA INFÂNCIA, AS BONECAS DE PILHA...



...E NA VIDA ADULTA, A EMISSORA FM NOS RADINHOS DE PILHA.


A MESMA CRIANCICE, A MESMA INOCÊNCIA. SANTA INOCÊNCIA...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

MARKETING POPULARESCO BRASILEIRO



Axé-music, assim como o breganejo e o "funk carioca", precisam de rostos bonitos e famosos para fazer sua propaganda. Samara Felippo que disse uma vez, foi contratada por uma micareta, entregou toda sua classe.

Pois vemos a linda Nathália Dill, sua colega Sophie Charlotte e o namorado de Nathália, um jovem músico, esperando a apresentação do Chicletão. Mas o compromisso tem algo de "especial", afinal Nathália é uma atriz em ascensão e protagoniza uma novela pela primeira vez. Por isso, se ela se recusar a ver o horrendo grupo Chiclete Com Banana - cujas músicas são monotemáticas, pois falam do próprio umbigo (do Bell Marques, a "cara" do Chiclete, é claro), poderá perder até espaço em novelas surreais da Rede Record.

Bom, mas, tudo por um bom cachê, não é mesmo? Não sou eu quem digo, o negócio é com a Samara.

MELEÇÃO BRASILEIRA GANHA FÁCIL DA ITÁLIA



A meleção brasileira teve um dia emocionante na África do Sul, na Copa das Confederações. Enfrentando a Itália, uma seleção de futebol que não é moleza, a seleção-amarelão ganhou da rival por 3 a 0, sobretudo graças às jogadas exclusivas do grande craque, Ricardo Teixeira, que é um grande especialista em bolada.

Foi de Ricardo Teixeira os lances mais arriscados do jogo Brasil X Inglaterra na Copa do Mundo de 2002, fazendo com que David Beckham, o metro-craque inglês, não botasse uma bola no gol. Sim, porque só mesmo Ricardinho, num jogo em que os canarinhos estavam mais tensos do que papagaio em crise nervosa, para fazer a meleção ganhar naquele jogo onde parecia ter tudo a perder.

Pois agora Ricardinho Teixeirinha fez a alegria da Nike, da Rede Globo, dos cartolas esportivos, das FMs com roupagem de AM, dos bicheiros e outros integrantes da fauna elitista e oligárquica para a qual a alienação popular é o motor da História. História com S maiúsculo. Ou melhor, Hi$tória com $ de cifrão.

sábado, 20 de junho de 2009

ALEXIS BLEDEL


Vemos aqui uma das fotos encantadoras da lindíssima Alexis Bledel, que fez a personagem adolescente do seriado Gilmore Girls. Ela sempre cativou com sua beleza e doçura, mas nos últimos anos ela caprichou mais ainda na sua beleza impactuante. Sem falar que ela tem um corpão, ela não é a magrinha que as roupas que ela usava no seriado davam a falsa impressão de ser.

Nesta foto que vemos, Alexis parece uma princesa de filme épico, tão refinados e surpreendentemente belos são seus traços faciais.

CRISE NO RÁDIO: TRIBUTO AO RÁDIO DO RJ DÁ O RECADO



O nosso amigo Marcelo Delfino, do Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro, escreveu este texto no referido site, um texto que merece ser divulgado para mais pessoas lerem. Segue o texto dele logo abaixo:

Como vemos, o rádio digital caminha a passos largos no Primeiro Mundo. Aqui neste país de tolos, o ministro Hélio Costa prefere fazer turnê nacional de inauguração de canais de TV digital, ao invés de trabalhar pela implantação do rádio digital.

Durante os últimos anos, Hélio Costa trabalhou lado a lado com o lobby em favor do sistema de rádio digital IBOC americano, que é inferior ao DAB europeu e é mais caro, inviabilizando a sua implantação em rádios pequenas e rádios comunitárias. Várias rádios gastaram dinheiro para testar o sistema IBOC, como as rádios dos sistemas Globo e Associados. Se deram mal: todas elas tiveram uma considerável queda do nível de sinal, como a poderosa Tupi AM carioca. Em São Paulo, aconteceu o mesmo com várias AMs. Só escaparam as rádios cujas cúpulas previram o fracasso do IBOC no Brasil. Tutinha, o homem do grupo Jovem Pan, disse claramente que não confiava no IBOC, e não implantou o sistema nas rádios do seu grupo. Agora colhe os louros da boa visão.

Foi preciso que uma boa alma alertasse o ministro Hélio, para ele desistir de implantar o IBOC e abrir outra consulta pública. O resultado é que várias AMs que caíram no conto do ministro estão adotando a solução mais porca para solucionar o problema da piora de sinal: estão colocando seus sinais simultaneamente em FM. Como é o caso vergonhoso da Tupi AM, da CBN, da Bandeirantes AM de São Paulo...

A Tupi AM e seus comunicadores espalham aos quatro ventos que o FM é tecnologia de ponta, só porque mais novo que o AM e está presente em todos os aparelhos de MP3 e telefones móveis. "Tupi em todos os rádios", é o lema da campanha da Tupi a respeito de seu imoral sistema de transmissão AM+FM.

Na Holanda, os tecnocratas do rádio ordenaram o fim de todas as transmissões em AM. Quem não virou "AM em FM" saiu do ar. A segmentação do rádio se deu mal, enquanto o DAB não chega por lá.

A verdade é que tanto o AM analógico como o FM analógico são tecnologias ultrapassadas, e o rádio tem que caminhar rumo à digitalização. É isso que tem que ser colocado na cabeça do Ministro das Comunicações e dos tecnocratas do rádio, do Governo e das emissoras.

O rádio digital permite uma quantidade e uma variedade maior de emissoras. E, se for adotado um sistema de banda distinto do AM e do FM, como o DAB, poderão ser abrigadas todas as atuais AMs e FMs de todas as localidades, mesmo as rádios do saturado dial paulistano, e ainda poderiam abrir espaço para mais rádios diferentes. Adotando-se uma banda abrangendo todas as atuais AMs e FMs, acabariam os discursos imorais pró-AM em FM e pró AM+FM.

Deve-se tomar cuidado para não entregarem os canais digitais aos mesmos membros do atual Mercadão das Drogas de Rádio. Senão, o dial digital ficará como o dial analógico: tomado pela jabazaria, pela politicagem ideológica e partidária, pela politicagem futebolística e pelos picaretas de Cristo.

Continuemos brigando por um rádio decente e democrático, tanto analógico como digital.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

JORNALISMO SEM DIPLOMA PODE AQUECER O MERCADO



O Supremo Tribunal Federal determinou que pessoas sem diploma de jornalismo podem trabalhar na imprensa, e o pessoal está todo animado. Gente sem o menor preparo já começa a afiar a língua para falar o que não sabe e o pessoal que não sabe escrever irá finalmente escrever aquilo que não entende direito. Santa engüinorança (só para usar um jargão desses "valiosos jornalistas")!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A segunda morte de Vladimir Herzog



Tantos anos de luta por uma imprensa responsável e a serviço da cidadania - não confundir com a idéia da "mídia gordinha" de colocar o jornalismo acima da cidadania - foram postos por água abaixo por uma decisão do Supremo Tribunal Federal.

Agora, qualquer um pode ser jornalista, sem ter diploma. É mais gente que vai escrever aquilo que não sabe, será mais prepotência sobre o mais fraco e submissão sob o mais forte.

A mídia será tomada de mais sensacionalismo, denuncismo, opinionismo, showrnalismo acima de tudo. E os "líderes de opinião" baterão palmas, afinal serão seus futuros coleguinhas de escrevinhação, endeusando os donos do poder, os barões da mídia gorda, os viscondes da mídia fofa, e toda a corte de celebridades fúteis, músicos da Música de Cabresto Brasileira, valores morais duvidosos, impunidade, "cidadania de resultados".

O Supremo Tribunal Federal, na pessoa do sr. Gilmar Mendes, determinou: jornalista de verdade se equipara a um cozinheiro. Certo. Tenho diploma de jornalismo e registro no Ministério do Trabalho e na Fenaj e minha habilitação serve apenas para fazer churrasco em restaurante de praia.

Há 34 anos, Vladimir Herzog foi enforcado pelos militares da repressão porque lutou por pelo menos um pouco de cidadania naqueles tempos em que as Forças Armadas comandavam o país. Ele queria um pouco mais de democracia, nenhuma subversão, mas foi morto assim mesmo, covardemente, assim como covardemente foi tido como suicida pelos seus assassinos.

Agora, o ofício de Herzog será entregue a filhinhos de papai, políticos corruptos, dondocas, integrantes do BBB*, funkeiros, e outros ícones da fauna incompetente que será glorificada pela mídia gorda e até pela mídia gordinha. Herzog não lutou para essa "liberdade".

A liberdade que Vlado defendeu era a verdadeira liberdade, responsável, competente, inteligente, digna. A ele, nossa solidariedade à sua luta e à sua lição de vida.

* Notável exceção se faz ao Jean Willys, meu ex-colega da UFBA, que de fato é jornalista formado e com experiência bem anterior à sua aparição no Big Brother Brasil.