terça-feira, 12 de maio de 2009

Retórica nem sempre diz a realidade


Certa vez, a atriz inglesa Keira Knightley disse em uma entrevista que se achava inculta por não ter nível universitário e que precisava ler muitos livros e pesquisar muito, tanto para obter conhecimentos quanto para se preparar para uma nova personagem. Ela acrescentou que se esforça em ler bastante, apesar das dificuldades eventuais de concentração.

Enquanto isso, a Mulher Melancia, ícone da imbecilização cultural inerente ao "funk carioca", disse ser uma mulher "inteligente", em resposta ao fato de que sua similar de quinze anos atrás, a ex- dançarina do É O Tchan (outro ícone da imbecilização), Carla Perez, ter dito, anos depois de deixar seu grupo e num programa de TV, que escola começa com "i".

Sabemos que os imbecis e os burros se acham inteligentes porque sua ignorância é tanta que não conhecem o que é a verdadeira inteligência, logo atribuindo sua burrice como se fosse "sua inteligência", porque é a "inteligência" que eles se limitam a conhecer.

Louvamos, portanto, a humildade da srta. Knightley, que reconhece seus limites e se esforça para superá-los, sem medo nem arrogância. E só temos que lamentar a arrogância da Mulher Melancia, uma das várias mulheres-objeto que infestam a mídia gorda, ou melhor, a mídia popozuda, que ainda por cima se acha "inteligente" por nada. Se perguntá-la por que, ela deve provavelmente dizer "porque sim", a resposta preferida de quem nada tem a dizer.

Como se vê, nem sempre a retórica corresponde à realidade.

Um comentário:

Lucas Rocha disse...

Se Andressa Soares, tão conhecida como a "Mulher Melancia", fosse nativamente potiguar (mesma naturalidade de Larissa Costa, a vencedora do concurso Miss Brasil 2009 - há trinta anos atrás, em 1979, o Rio Grande do Norte coroou sua primeira rainha da beleza tupiniquim: Marta Jussara da Costa, que completou a trilogia construída pelas Martas Rocha e Vasconcelos, respectivas Misses Brasil 1954 e 1968), nem aos pés da demodíssima Tati Quebra-Barraco (que se disse "feia" numa música de sucesso) ela conseguiria chegar.