quarta-feira, 27 de maio de 2009

Determinada cantora de axé-music faz aniversário


Como, a exemplo do pessoal do Toma Lá, Dá Cá, não se pode dizer o nome da dita cuja porque senão ela aparece, então vocês já devem saber de quem falo. Além disso, se eu citar o nome, cairá nos sites de busca e os fanáticos dessa cantora lotarão o espaço dos comentários só para me espinafrar e me fritar em rede mundial.

Infelizmente essa cantora teve até uma chance de entrar na MPB. Isso foi até 1992, 1993, quando não se vendeu para a axé-music, entrando numa viagem popularesca sem volta. Ela era uma semi-desconhecida que só a imprensa baiana conhecia muito bem. Mas hoje ela se agigantou demais, virou um mito, muito maior do que poderia ser, símbolo da megalomania máxima da axé-music que, hipócrita, barra o acesso a todos os outros estilos musicais (a não ser que tais estilos sejam cooptados pelo establishment axézeiro), mas quer entrar até em mercados que lhes são hostis, como no Sul do Brasil.

Ela tornou-se uma versão burra do Caetano Veloso, no sentido de querer se apropriar de tudo que for gênero musical, na esperança de associar tudo isso à sua imagem e promoção pessoal. Caetano, pelo menos, tem informação musical, faz músicas de qualidade e, em que pese o apoio a estilos popularescos, possui coerência e personalidade artística inegáveis. Já essa cantora, infelizmente, só tem o oportunismo, investindo em dueto com cantor de ópera, tributo de música breganeja, tributo de cantoras ao Clube da Esquina, participação em DVD de banda do Rock Brasil etc., etc., etc.. A onipresença dela é de torrar o saco.

Dizem que ela é rainha da MPB. Com uma trajetória chinfrim, alternando canções fajutas da mais enjoada axé-music com alguns covers de MPB, nem para boba da corte da Música Popular Brasileira ela está habilitada.

Por outro lado, temos cantoras bem melhores do que ela, como Marisa Monte, Maria Rita Mariano e Roberta Sá, fora uma geração de cantoras novas que mostram um talento muito, muito superior, que não precisa das arenas móveis dos trios elétricos para se promoverem. São cantoras cuja arte fala por si só, não precisam de Rede Globo para dizer que "elas são o máximo", não precisam do pistolão da mídia gorda para virarem (pretensas) unanimidades nacionais.

Nenhum comentário: