domingo, 26 de abril de 2009

A INGENUIDADE DE KATE LYRA


Ela é bonita, inteligente, admirável. Norte-americana naturalizada brasileira, ela foi até comediante, marcada pelo bordão "Brasileiro é tão bonzinho". Foi casada com o cantor e compositor Carlinhos Lyra e os dois são pais da bela cantora Kay Lyra.

Mas como nem todo mundo é perfeito, Kate afirmou, certa vez, que as funkeiras são "feministas". Ela não é a única a fazer esse discurso, mas embarcou nesse "etnocentrismo do bem" que, sob a influência da mídia gorda, tenta mascarar a mediocridade musical dominante com uma falsa imagem de "inteligência intuitiva".

As funkeiras - tal qual as similares que curtem o pagodão de Psirico, Guig Guetto, Parangolé e similares em Salvador, Bahia, tidas como "emancipadas" pelo antropólogo Roberto Albergaria - não podem sequer de longe serem consideradas feministas, e isso não é uma questão de preconceito.

Ser feminista não significa uma mulher falar mal de homens ou ir e voltar sozinha dos agitos noturnos. Além disso, essas jovens que curtem brega-popularesco são tão grosseiras quanto os machistas. Isso não é preconceito contra pobre. E há grosseiras de classe média, também, vide as jovens patricinhas que aparecem no Orkut colocando o "funk carioca" e outras barbaridades no seu gosto musical.

O feminismo se baseia na verdadeira consciência da mulher sobre sua realidade. É muito mais do que rejeitar a opressão masculina, é lutar também pela reafirmação feminina, pela decência, pela dignidade. As "feministas" do "funk" e do pagodão não querem dignidade, afinal desde quando balançar o popozao é dignidade? E, para elas, tanto faz namorarem caras grosseirões, porque há uma verdadeira competição de gritos na hora das brigas conjugais. Por outro lado, se essas moças grosseiras "paqueram" nerds, elas estão geralmente à procura de trouxas para fazerem tudo que elas mandam, e elas imaginam que os nerds iriam pagar pau para ter glúteos enormes nos seus colos. Ou seja, essas mulheres são puramente machistas. O que elas fazem é machismo de saias. E os nerds, jovens "tolos" por fora e inteligentíssimos por dentro, nunca dariam mole para mulheres vulgares e grosseiras assim.

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