quarta-feira, 22 de abril de 2009

ATORES PODEM ESTAR MENTINDO QUANDO DIZEM QUE GOSTAM DE RITMOS POPULARESCOS


A atriz da Rede Globo, Samara Felippo, falou de um escândalo e revelou logo outro.

Sabe-se que ela se queixou do fato de que a Câmara dos Deputados usou dinheiro público para pagar viagens para celebridades, e o deputado Fábio Faria chegou até a pagar passagem até para a apresentadora Adriane Galisteu, então sua namorada.

Mas o que chama a atenção na declaração da Samara Felippo é a expressão "contratada", revelando uma suspeita que muitas pessoas, que entendem de cultura popular e rejeitam a farsa do brega-popularesco, sentem: a de que o suposto gosto musical de atores de televisão a ritmos popularescos não passa de uma jogada de marketing, de um mero compromisso contratual.

Observando os atores que, aparentemente, aparecem a eventos de axé-music (como micaretas), de "funk carioca" e de breganejo, entre outros ritmos bregas e neo-bregas, eles se encontram numa posição de "emergentes", pois muitos deles variam entre atores do seriado juvenil "Malhação" e o início da carreira em novelas da Rede Globo.

Aí, é aquela ladainha: ator que grava sua primeira novela aparece no trio elétrico do Chiclete Com Banana. Atriz fala que não abre mão do "funk carioca" no seu i-Pod, e outra corre "entusiasmada" para dançar ao som do DJ Marlboro. Outra atriz aparece abraçada ao cantor Zezé Di Camargo, e por aí vai.

Mal sabem muitos dos mortais que esse "gosto musical" não passa de uma mera obrigação contratual, e que esses atores e atrizes, na verdade, não gostam coisa alguma daquilo que eles são obrigados a "adorar" diante dos repórteres de revistas e sites de celebridades.

Como os ídolos do brega-popularesco, como os acima citados, possuem uma posição de poder e influência dentro da nossa conhecida "mídia gorda", eles conseguem fazer com que atores e atrizes jovens e uns adultos mas sem posição confortável no star system, por motivos meramente contratuais, apareçam em micaretas, vaquejadas, eventos "sociais" que incluam o "funk carioca", se quiserem ter um papel importante na próxima novela da Rede Globo. Caso contrário, não terão papel algum, e não farão sequer comerciais de TV.

Atriz que se recusa a ir ao "baile funk", ou a dizer para a imprensa que "adora 'funk' e axé", além de perder o papel numa novela, perde também a chance de fazer comerciais de qualquer tipo, seja de cerveja ou de produtos de beleza.

Ator que cria caso para não ir ao evento de "pagodão" em Salvador, além de perder o papel estreante mas promissor no núcleo cômico da novela das sete, estará proibido de fazer comerciais de calçados, refrigerante, curso de inglês, qualquer coisa.

Atores são atores, e até quando dizem que "adoram 'funk', 'sertanejo' e axé-music", eles estão apenas interpretando personagens. Na intimidade, o gosto musical médio dos atores da Rede Globo não ultrapassa os parâmetros da MPB FM.

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