quarta-feira, 11 de março de 2009

Os "líderes de opinião" ainda querem comandar a massa


Eles são suberbadalados, seus textos aparecem em primeiro lugar na Internet, eles aparecem até na mídia escrita e conduzem o agenda setting (algo como o hit-parade da informação) do grande público.

Eles estão no plano ideológico intermediário entre a revista Veja e a Caros Amigos. Juram que são gente de "esquerda" (ver texto sobre pseudo-esquerdistas no começo deste blog), mas na hora do aperto é da direita que eles gostam mais. Eles podem ser gente com pistolão que fazem blogs ou comunidades do Orkut, ou então são jornalistas profissionais da mídia gordinha (aquela mídia de direita que não é raivosa e trata a esquerda como se fosse cachorrinho doméstico).

Eles são os "líderes de opinião". Gente que está mais preocupada em defender idéias porque elas são suas do que em defendê-las pelo sentido mais coerente.

Consumidores de notícias, eles no entanto são desnorteados quanto à formação opinativa que recebem. Submissos à grande mídia, preferem apenas evitar aquela mídia abertamente reacionária, tipo Rede Globo e Veja. Preferem a parte da grande mídia que rivaliza com os veículos mais reacionários. Se odeiam a Rede Globo, apóiam a TV Bandeirantes. Se odeiam Veja, vão para Isto É (embora leiam também Carta Capital). Só ficou complicado antepor o Estadão com a Folha de São Paulo, porque o jornal da família Frias mergulhou no reacionarismo cada vez mais explícito.

Na Bahia, eles são a platéia animada de Mário Kertèsz, a claque abobalhada que antepõe a Rádio Metrópole à TV Bahia. Acham que a Rádio Metrópole vai atender todos seus desejos, seja trazer de volta a Salvador os anos dourados, instalar o socialismo na Bahia (apesar da Metrópole ser de direita e estar às vésperas de um surto reaça tipo a FSP), difundir o bom jornalismo (apesar de MK ser PÉSSIMO radiojornalista) e outras utopias. Sinceramente, prefiro crianças que acreditam em Papai Noel e no Coelho da Páscoa, são menos ingênuas...

Os "líderes de opinião" não querem a justiça social. Querem apenas que o Brasil seja "menos feudal". Dizem que querem substituir a Idade Média pela Revolução Socialista, mas no fundo apenas querem substituir o pior da era medieval com o neoliberalismo. São submissos com o establishment da grande mídia e até se esforçam em refletir criticamente alguma coisa, mas sua abordagem é dotada de muitas falhas.

Um exemplo. Um blog desses critica a mídia gorda e elogia o "funk carioca", apadrinhado explicitamente pela Rede Globo, símbolo típico da mídia gorda. Dá para acreditar numa abordagem dessas?

Com esses "líderes", a opinião pública precisa de uma UTI...

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