terça-feira, 10 de março de 2009

Cuidado com os pseudo-esquerdistas


País estranho, o Brasil.

Se depender das pessoas que se dizem "de esquerda", o Brasil seria uma das maiores potências comunistas do mundo e a maior da América Latina.

Neste caso, juntos, Venezuela, Equador, Bolívia e Cuba não conseguiriam chegar sequer à metade do Brasil, nem mesmo com o reforço da centro-esquerdista Argentina. E, além disso, a julgar pela oposição sócio-política dos quatro países radical-esquerdistas, o poder de fogo deles seria reduzido drasticamente.

Só que essa vocação esquerdista do Brasil é só aparência. Lamentavelmente, uma maioria relativa de esquerdistas declarados, na verdade, não passam de uma bem enrustida patota de centro-direita.

Em primeiro lugar, porque existe um "protocolo" entre as pessoas mais jovens que os obriga a ser "de esquerda". Só poucos se recusam a esse teatro. Segundo, porque ser "esquerdista" soa mais simpático.

E, por mais que um típico jovem de centro-direita (que ouve Transamérica, Jovem Pan 2 e similares, frequenta o Carnaval baiano e os bailes "funk" e gosta de presentear quem não concorda com o que eles pensam com "vírus" por e-mail) tenha um Olavo de Carvalho dentro de seu coração, pega muito mal para a "galera" ele assumir logo de vez seu reacionarismo. Por isso, ele geralmente deixa para os 45 anos a missão de vestir a camisa da direita.

O pseudo-esquerdista, jovem ou adulto, é muito mais perigoso que o direitista assumido. Isso porque o falso esquerdista pode apunhalar a esquerda pelas costas. É ele que dilui qualquer ideal socialista com concessões mais "conservadoras", alegando ser mais vantajoso, e muitos falsos esquerdistas, donos de um bom papo, destroem instituições de esquerda pela corrupção e pela perda dos ideais originais.

Os pseudo-esquerdistas jovens são muito mais perigosos porque vestem o verniz da rebeldia. Disfarçam o reacionarismo e as idéias conservadoras com muito palavrão, comportamento grosseiro e roupas "arrojadas".

Mas, como diz Renato Russo, "é só questão de idade, passando dessa fase, tanto fez, tanto faz".

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