domingo, 29 de março de 2009

CORPORATIVISMO



Vejam o que são os interesses corporativos da grande imprensa paulista. Sabemos do caso do jornalista Pimenta Neves, que em agosto de 2000 matou a namorada e colega Sandra Gomide. Pois até a imprensa carioca pegar pesado no caso, a imprensa paulista tratava o arrogante Pimenta Neves como se fosse um coitadinho.

Vejam como a imprensa carioca e paulista divergiam ao descrever a situação de Pimenta Neves logo após o crime e suas repercussões. São duas histórias completamente diferentes, que eu peguei a partir de fontes na grande imprensa.

Segundo a imprensa paulista, Pimenta Neves, que havia cometido uma "besteira" (como o próprio criminoso afirmou ao telefonar para o Estadão, onde trabalhava), passou a viver recluso, depressivo, passando a tomar calmantes e tratando sua rica casa em São Paulo como se fosse uma "prisão".

Para a imprensa carioca, através de sucursais paulistas, a história é bem diferente. Aqui Pimenta é descrito como um sujeito arrogante, que anda sempre armado, e vai para as badalações noturnas exibindo presunção e gozando esnobemente da impunidade recebida.

Como vêem, o corporativismo é capaz de unir gente "mui amiga" em torno de um poderoso que cometeu crimes.

IRONIA - VAIA NO LUGAR DO PIMENTA

Não deixa de ser irônico lembrar sobre quem sucedeu Pimenta Neves na chefia de redação do jornal O Estado de São Paulo (que horror, quando eu soube do crime pensei que fosse um chefe de redação de um jornaleco de Ibiúna!!) foi um jornalista chamado SANDRO VAIA.

Trata-se de um nome irônico, porque Sandro é a forma masculina do prenome da vítima de Pimenta Neves e Vaia é algo que o jornalista merece depois de jogar 42 anos de profissão na lata de lixo por causa de um crime passional.

Nenhum comentário: