terça-feira, 31 de março de 2009

COMO RECONHECER UM PLAYBOY

Com a mais absoluta certeza, pode-se reconhecer um playboy não somente pelo linguajar que mistura débil-mental, surfista calhorda e junkie agressivo, embora às vezes sarcástico e que fale gírias em excesso.

Uma boa maneira de reconhecer um playboy é muito fácil de perceber. Você vê um cara meio debilóide, alienado mas agressivo e irritadiço, que tem essas caraterísticas acima citadas, e chama logo de playboy.

O verdadeiro playboy será aquele que ficar furioso ao ser assim chamado. Isso é porque ele se sente desmascarado de seu estilo boçal de vida, e por isso mesmo diz não ser um playboy assim como um bandido não se assume como tal.

SAMBREGA - O SAMBA FALSIFICADO DO BREGA-POPULARESCO


Quem entende da análise crítica em relação à mídia gorda e suas armadilhas, sabe que a vitória eleitoral do candidato conservador Fernando Collor de Mello, há vinte anos, foi brindada com uma festa reunindo a "nata" da "música sertaneja" atual. Gente como Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo (por trás deles veio uma enxurrada de outras duplas do gênero), que antes simbolizaram a baixaria musical da grande mídia e hoje, a custa de muita lavagem cerebral no público e banho de loja e tecnologia de ponta (incluindo marketing, assessoria de imprensa e até equipe técnica, músicos e arranjadores melhor treinados), essas duplas hoje são vistas como "coisa séria", a ponto dos mais incautos pensarem que eles fazem parte do primeiro time da MPB (só se a sigla quiser dizer, na verdade, Mediocridade Popular Brasileira).

Pois junto com os breganejos - que mais tarde vamos detalhar sobre eles - , temos o equivalente sambista desses impostores, que é o sambrega, ou o "pagode brega-romântico", que tambem veio como trilha sonora daqueles "inesquecíveis" tempos colloridos, que marcaram a memória da juventude alienada que hoje esnoba Renato Russo e as passeatas Fora Collor e é a mesma que pensa que dirigir embriagado é exemplo de cidadania.

O sambrega é uma diluição do samba para os parâmetros padrão da música brega. A diluição chega a ser tão grotesca que boa parte da história sambista é desconhecida pelos músicos de sambrega, que por eufemismo chegam a apelidar seu som de "samba pop", porque "pop" virou desculpa para qualquer medíocre se passar por gênio da música.

O sambrega tem dois estágios. O primeiro deles é o mais criticado. É o dos chamados "mexedores de pézinhos". Um monte de rapagões com pinta de leão-de-chácara fazendo uma mesma coreografia e cantando baladas melosas, que normalmente imitam, e muito mal, o hit-parade norte-americano (normalmente tentam se espelhar em Stylistics, Lionel Richie e Chicago, mais a coreografia "chupada" do Jackson Five). Traduzem então essa influência com letras de sentimentalismo piegas e botam instrumentos de samba nesse som.

Mas existe o outro tipo, muito mais perigoso, porque engana bem. É o estilo pedante. Vamos ainda comentar melhor sobre o pedantismo popularesco, mas ele ocorre quando ídolos do neo-brega alcançam o quinto CD de sucesso e supostamente repensam a carreira. E, também supostamente, buscam mudar o som para algo "mais MPB", o que é uma farsa, porque eles continuam fazendo o mesmo som meloso de antes, só que contam com a ajuda de um arranjador mais preparado.

Daí que é risível ver que certos blogueiros ficam elogiando os discos do Exaltasamba, Só Pra Contrariar e companhia, por causa das músicas "bem legais" que ouvem. Só que essas músicas "bem legais" têm assinaturas como Paulinho da Viola, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Paulo Sérgio Pinheiro e por aí vai, porque aqui os grupos de sambrega parasitam o repertório sambista para enganar a platéia. É o tal Enganasamba.

A coisa se torna tão sutil que uma banda como Revelação (ou Grupo Revelação) chega a parecer "samba sério", pela pose e pela imagem que tentam passar na mídia. Só que, ouvindo o som deles com maior atenção, veremos que se trata do mesmo sambrega maquiado pela tecnologia, pelos arranjadores de ponta, pela produção de última definição e até pelo marketing e pelo lobby que seduz sambistas de verdade (que, na boa fé, ficam condescendentes com os impostores do samba porque estes têm mais espaço na mídia).

Um exemplo: "Eu te quero só pra mim", primeiro sucesso do Grupo Revelação, na verdade é um breganejo meloso disfarçado de "samba sério". E, nos CDs "ao vivo" (ou será "de estúdio com palmas"?), o Grupo Revelação adota o mesmo ingrediente de todo brega-popularesco que lança disco "ao vivo": os gritos exagerados das fãs histéricas, que geralmente cantam as músicas dos ídolos com suas vozes estridentes.

Normalmente, o sambrega pedante tenta soar como se fosse um CD menos inspirado de sambistas de verdade como Zeca Pagodinho e Fundo de Quintal. Para artistas assim, com história e valor reconhecidos, certamente gravar um CD sob pressão da gravadora, composto às pressas e sem tempo de aperfeiçoar as canções inéditas, soa algo decepcionante. Mas, para ídolos da mediocridade, como Alexandre Pires, Belo, Exaltasamba, Revelação, Molejo, Morenos, Pixote, a fase atual do Harmonia do Samba etc., etc., etc., soa como "ato de coragem", pois é uma chance de ídolos canastrões estarem de alguma forma associados aos verdadeiros artistas.

domingo, 29 de março de 2009

OUTRA DAS ÚLTIMAS SOLTEIRAS - MARIA MENOUNOS



Ela é atriz, jornalista, apresentadora, notável por sua inteligência e desenvoltura, além de ser uma mulher de uma beleza estupenda, de lindas formas físicas e uma sensualidade e graciosidade impressionantes. Fala inglês, espanhol e grego. É bem culta, simpática e tem uma bela voz. E, descendente de gregos, é uma perfeita Afrodite.

As informações não creditam a vida amorosa da moça, ao que tudo indica que ela está solteira. Não se sabe até quando, ela tem 31 anos. Mas uma solteira assim é um milagre, diante de tantas solteiras medíocres e tantas mulheres essenciais que se casam aos montes no mundo inteiro.

MARCOS VALÉRIO COMEMORA OS 460 ANOS DE SALVADOR (BAHIA)


- Elevado grau de $idadania, uai!

MÍDIA GORDA E MÍDIA GORDINHA, MÍDIA DE DIREITA E MÍDIA "DIREITINHA"


Sabemos muito bem que existe a "mídia gorda", que é a parte da grande mídia abertamente reacionária. Globo, Veja, Estadão são os símbolos tradicionais dessa grande mídia.

Mas o que ninguém sabe é que, junto à "mídia gorda", há uma outra parte da grande mídia que parece "boazinha", que certos setores da chamada "opinião pública" - onde se enquadram os pretensos líderes de opinião - acreditam nada ter a ver com a mídia reacionária.

A mídia "gordinha", ou "direitinha", é aquela mídia tão conservadora quanto à mídia explicitamente de direita. No entanto, a mídia "gordinha" é mais profissional, não faz reacionarismo aberto e tenta transmitir a informação mais "honesta" possível. Às vezes acerta, quando desenvolve um jornalismo correto e eficiente, dando conta do recado. Mas mesmo assim, é bom tomar muito cuidado.

Havia gente que achava essa "mídia gordinha ou "mídia direitinha" muito fofa. Para eles, era a "mídia fofinha". Reportagens sobre cuidados domésticos aqui, showrnalismo light ali, alguma reportagem investigativa (às vezes com algum sensacionalismo, mas sem cair no escatologicamente violento), e, para variar, a pose de "Super-Homens" por parte de seus diretores de jornalismo ou de seus âncoras ou articulistas. O Super-Homem era um super-herói disfarçado de jornalista. Os jornalistas da "mídia gordinha" são jornalistas fantasiados de Super-Homem.

A "mídia fofinha" geralmente faz contraponto ao veículo dominante da "mídia gorda", ou melhor, "mídia obesa". Se a "mídia gorda" tem a Rede Globo, a "mídia gordinha" tem a Rede Bandeirantes. Se a "mídia gorda" tem a Veja, a "gordinha" vai logo com "Isto É".

O despreparo crítico dos "líderes de opinião" e sua pretensa sabedoria acaba não reconhecendo as armadilhas que a "mídia direitinha" cria para eles. Os "líderes de opinião", deslumbrados, vibram quando a "mídia direitinha" faz reportagens sobre Che Guevara e Karl Marx sem xingar os ditos-cujos, e, iludidos, pensam que essa mídia se trata de uma mídia de "centro-esquerda". Ah, e a "mídia gordinha" tem como hábito contratar intelectuais de fama contestatória nas redações. Assim, criam uma fachada jornalística de esquerda, para manter as aparências.

Eles dormem tranquilos porque essa mídia lhes brinda não de editoriais mal-humorados e reacionários, mas com reportagens investigativas banais (nada que derrube a escória corrupta que está no poder), ou então aquelas reportagens típicas do showrnalismo light, como uma senhora inglesa que criou um salão de beleza só para seu cãozinho poodle ou sobre quem trabalha melhor em borracharias, se os homens ou as mulheres, reportagens que tipicamente a Bandeirantes e Band News servem de sobremesa para a platéia.

Só que, de repente, a "mídia gordinha" faz aumentar alguns quilos de direitismo e o "líder de opinião" (que no fundo é um ingênuo que quer agradar a platéia de Veja e de Caros Amigos ao mesmo tempo) leva então um grande choque. Foi assim com a Folha de São Paulo e a CBN, que nos últimos anos elevaram o grau de direitismo que os "líderes de opinião" e seu fã-clube não esperavam.

A CBN, apesar de ser das Organizações Globo, antigamente tinha aquela fama de "ovelha-negra" da Globo, afinal tinha o pessoal da TV Cultura etc.. Mas o reacionarismo surpreendeu porque não vem somente de gente ligada à Rede Globo, como Miriam Leitão, mas também de gente como Heródoto Barbeiro, Roberto Nonato e Carlos Alberto Sardenberg. Aliás Sardenberg escreveu um livro, Neoliberal, não, Liberal (Ed. Globo), que os jornalistas de Veja sonham tanto escrever mas que seu estilo raivoso não consegue sair dos rascunhos. Sardenberg faz o mesmo jogo de Veja, só que com um discurso mais "racional", algo como um Diogo Mainardi mais maduro.

A Folha de São Paulo, então, era o símbolo-maior da "mídia gordinha". Ela sempre foi conservadora desde que não era uma, mas três folhas (sabemos que a Folha de São Paulo surgiu como uma fusão de três antigos jornais da família Frias). Mas nos anos 80 se passou por "progressista", com todos os clichês da "mídia fofinha". A Folha acabou ganhando fama de "jornal de centro-esquerda", até que o encanto se quebrou nos últimos anos, quando o jornal dos Frias passou a atacar Lula e, nos últimos tempos, aumentar a dose de reacionarismo, criando o neologismo "ditabranda" para diminuir a culpa histórica dos generais que promoveram a ditadura civil-militar de 1964-1985. Tal atitude foi um choque, e creio que até o pessoal de Veja ficou surpreso com a tal da "ditabranda", porque é uma idéia que os vejistas não haviam imaginado.

A própria Veja também tinha outra história. Era um jornal de centro com jornalistas de centro e de esquerda, quando surgiu. Nos anos 70, porém, começou a esboçar uma postura conservadora que se tornou clara logo no início dos anos 80, e foi para o extremo da década seguinte em diante.

No circo da "mídia gordinha", às vezes, dependendo do enfoque, até as Organizações Globo ganham jeitão de "boazinhas". Como na música brega-popularesca. A "mídia gorda" atacando os Sem-Terra, os índios, os operários, etc., são um pesadelo, mas quando a mesma mídia exalta a mediocridade musical brasileira (como Alexandre Pires e o breganejo Daniel, por exemplo, sem falar do "funk carioca"), até a "esquerda boca-torta" cai em louvores, pois aí a "vontade popular" é que interessa (ignoram que essa "vontade popular" é induzida pela mesma "mídia gorda").

No páreo do reacionarismo, vemos também a corporação sulista Rede Brasil Sul (que faz parcerias com as Organizações Globo na Região Sul), que só é "mídia boazinha" para a imaginação míope dos colunistas de rádio (que também vem um suposto esquerdismo na Rede CBN). Também tem a Rádio Metrópole, de Salvador (BA), cujo termômetro direitista vem subindo a graus elevados, mas os "líderes de opinião" de lá, cornos-mansos, ainda vêm no Mário Kertèsz um "figurão de esquerda", ignorando sua trajetória histórica de direitista radical, machista, pseudo-jornalista e pseudo-radialista, político corrupto e tudo de ruim a mais.

Certamente haverá mais desilusão e choque para a patota que ainda aposta na "mídia gordinha" como se fosse a antítese da "mídia gorda". Até que o próximo veículo de "mídia direitinha" perca a pose e passe a ser direitona no sentido reacionário do termo.

CORPORATIVISMO



Vejam o que são os interesses corporativos da grande imprensa paulista. Sabemos do caso do jornalista Pimenta Neves, que em agosto de 2000 matou a namorada e colega Sandra Gomide. Pois até a imprensa carioca pegar pesado no caso, a imprensa paulista tratava o arrogante Pimenta Neves como se fosse um coitadinho.

Vejam como a imprensa carioca e paulista divergiam ao descrever a situação de Pimenta Neves logo após o crime e suas repercussões. São duas histórias completamente diferentes, que eu peguei a partir de fontes na grande imprensa.

Segundo a imprensa paulista, Pimenta Neves, que havia cometido uma "besteira" (como o próprio criminoso afirmou ao telefonar para o Estadão, onde trabalhava), passou a viver recluso, depressivo, passando a tomar calmantes e tratando sua rica casa em São Paulo como se fosse uma "prisão".

Para a imprensa carioca, através de sucursais paulistas, a história é bem diferente. Aqui Pimenta é descrito como um sujeito arrogante, que anda sempre armado, e vai para as badalações noturnas exibindo presunção e gozando esnobemente da impunidade recebida.

Como vêem, o corporativismo é capaz de unir gente "mui amiga" em torno de um poderoso que cometeu crimes.

IRONIA - VAIA NO LUGAR DO PIMENTA

Não deixa de ser irônico lembrar sobre quem sucedeu Pimenta Neves na chefia de redação do jornal O Estado de São Paulo (que horror, quando eu soube do crime pensei que fosse um chefe de redação de um jornaleco de Ibiúna!!) foi um jornalista chamado SANDRO VAIA.

Trata-se de um nome irônico, porque Sandro é a forma masculina do prenome da vítima de Pimenta Neves e Vaia é algo que o jornalista merece depois de jogar 42 anos de profissão na lata de lixo por causa de um crime passional.

sábado, 28 de março de 2009

Marketing da rejeição



Existe uma parte da intelectualidade que exalta todas as tendências brega-popularescas, do "vovô brega" Waldick Soriano aos seus "netinhos" do "funk carioca".

Investem no chamado marketing da rejeição, que é creditar um suposto valor a quem é merecidamente vaiado por sua mediocridade. Ou seja, o cantor ou grupo faz música ruim, é massacrado pela crítica por isso, é vaiado por quase toda a platéia para a qual se apresentam, e no entanto surge algum "bacana" que fala que tal cantor ou grupo é "genial" por causa dessa rejeição agressiva.

Em outras palavras, o marketing da rejeição trata o ídolo medíocre como um "coitadinho", e tenta reverter a rejeição natural que esse ídolo recebe como se fosse um "ato de coragem", como se o ídolo fosse supostamente injustiçado ou mal-compreendido.

Aí está a mina de ouro para a mídia gorda que assim pode reciclar os ídolos da mediocridade cultural e mantê-los no establishment cultural durante um bom tempo.

Além disso, o marketing da rejeição cria um discurso sentimental que toca em cheio no povo e até na intelectualidade classe média mas com baixo senso crítico, que assim pode dissimular sua aversão ao povo pobre com a contemplação, paternalista e demagógica, das tendências popularescas, usando as mais habilidosas desculpas para convencer os incautos.

O marketing da rejeição geralmente se apóia numa história triste supostamente vivida pelo ídolo brega-popularesco, como forma de justificar seu "sucesso". Geralmente credita situações banais como a fome e a tragédia envolvendo parentes como se fossem "provas de coragem", assim como as vaias e a rejeição que recebem de gente que entende realmente de música. E, em tempos de campanha anti-intelectual promovida pela mídia gorda, quem entende um pouco mais de alguma coisa acaba sendo visto como "vilão".

Vejam quem mais se beneficiou com o marketing da rejeição (em completa desordem numérica de nomes e fatos), com a mais escancarada bênção da mídia gorda mais obesa:

WALDICK SORIANO
ALEXANDRE PIRES
É O TCHAN
ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO
TATI QUEBRA-BARRACO
LATINO
BELO
AMADO BATISTA
ODAIR JOSÉ
AGUINALDO TIMÓTEO
DJ MARLBORO
PSIRICO
BANDA CALYPSO
CHITÃOZINHO & XORORÓ
LEONARDO (ex-Leandro & Leonardo)
DANIEL (ex-João Paulo & Daniel)
EXALTASAMBA
GANG DO SAMBA
VAGUINHO (ex-Morenos)
GRUPO MOLEJO
MC LEOZINHO
CHICLETE COM BANANA
ORLANDO DIAS ("Tenho ciúme de tudo")

sexta-feira, 27 de março de 2009

RIO DE JANEIRO: LINHA 394 EM TRÊS TEMPOS



Linha 394 Vila Kennedy / Tiradentes.

Criada em 1964 durante o governo Carlos Lacerda para atender à recém-criada comunidade de Vila Kennedy, para abrigar moradores que viviam em favelas extintas na Zona Sul (Lagoa).

Nos anos 60 até parte dos anos 70, foi operada pela CTC.
Nos anos 70 até 2009 foi servida pela Transportes Oriental.
Em 2009, começa a ser operada quase totalmente pela Auto Viação Bangu, que, ao que tudo indica, será a nova titular da linha.

Enquanto isso, acreditem, elas são mulheres casadas!!


Acreditem, essas mulheres de beleza simples e perfil doce são três senhoras bem casadas. Da esquerda para a direita, Danica McKellar, atriz lançada pelo seriado "Anos Incríveis" e especialista em Matemática, Dani Monteiro, apresentadora de programas de esportes radicais, e Mandy Moore, atriz e cantora.

Por outro lado, tem ex-dançarina de pagode ou mulher-fruta, dessas que onze entre dez veículos da mídia fofoqueira classificam como "as mais desejadas do país", desmentindo que tenha algum novo affair. Vá entender a vida, sô...

A ÚLTIMA DAS SOLTEIRAS?


A atriz Jennifer Aniston, de uma beleza graciosa e simples, foi eleita pelos leitores da revista Details como a atriz mais sexy dos EUA. Recém-saída de um namoro conturbado com o músico John Mayer, Jennifer foi casada vários anos atrás com o galã Brad Pitt. Apesar de divorciada, Jennifer Aniston ainda não tem filhos e andou passando longos períodos sem namorado. Será ela a última das solteiras, já que até a "Super Cooper" de "Anos Incríveis", Danica McKellar, se casou?

quarta-feira, 25 de março de 2009

PÉROLAS DO FUNK - II


É incrível, mas tem gente que ainda acredita que o "funk carioca" é um movimento cultural, que não tem o apoio da mídia e outras bobagens.

Vamos relembrar a declaração de uma conhecida atriz global - vamos poupar o seu nome - à revista Quem Acontece quando, aparentemente, saiu "entusiasmada" de onde estava sentada para dançar ao "pancadão" do empresário Fernando Mattos da Mata, conhecido como DJ Marlboro.

Sabemos que o "funk", tal como a axé-music, tem um lobby imenso entre o universo das celebridades e existem dúvidas se atores e atrizes jovens e em ascensão realmente gostam das porcarias que dizem adorar. Mas, em todo caso, vai uma pérola da atriz sobre o "funk":

"É o grito de dor do pessoal da favela".

Tal declaração é no mínimo risível, se verificarmos bem como é realmente essa "maravilhosa música" que tanto falam. Pois o "funk" fala de tudo, menos da verdadeira dor da favela. E, antes que alguém me julgue de preconceituoso e desinformado, porque me avisariam da existência de um tal "funk de protesto", eu reajo afirmando que tais "protestos" são muito vagos, e dramas como o deslizamento de morros, a prepotência do crime organizado (verdadeiros regimes fascistas nos morros, que dos fascistas usam até suas técnicas populistas) e outros problemas reais, praticamente inexistem nas "valiosas letras" do ritmo que relançou a "dança na boquinha da garrafa" num contexto "propriamente carioca".

Ultimamente, a citada atriz está em outra, e prevê-se que, daqui a dez anos, quando perguntarem a ela o que ela acha do "funk carioca", ela, séria e constrangida, deverá dizer: "por favor, não quero mais falar sobre isso".

A INGENUIDADE DA REDAÇÃO DO PASQUIM


Outra ingenuidade envolvendo a música brega proveio da redação do histórico semanário O Pasquim. O periódico tem suas inegáveis virtudes, mas ninguém dali era santo e alguns articulistas eram até dotados de uma formação machista.

Uma das ingenuidades foi creditar o sucesso do ídolo cafona Waldick Soriano como se fosse um "cantor popular de verdade", tentando creditar o grotesco como se fosse "vanguarda".

Nos úlitmos anos, e principalmente depois da morte de Waldick, a mídia gorda tentava vendê-lo como se fosse "vanguarda", e um poderoso lobby de historiadores, celebridades, jornalistas e artistas tentou defender a obra de Waldick Soriano, na vã e inútil tentativa de colocá-lo lado a lado com Antônio Carlos Jobim.



Quando publicou um texto sobre Waldick Soriano, em 1972, o Pasquim tentou creditar seu sucesso à "humilde" iniciativa dos serviços de alto-falantes da cidade de Caetité (Bahia), como se isso fosse mídia pequena, até mais nanica do que foi o Pasquim.

Só que, em cidades do interior, até os serviços de alto-falantes são financiados por comerciantes relativamente ricos para a região, certamente mais pobres do que um "bacanão" engravatado de São Paulo capital, mas ricos o suficiente para deterem o poder na cidade onde se situam. Mas há muitos que, ingenuamente, pensam que se trata de mídia microscópica, financiada por trabalhadores rurais ou, quando muito, apoiadas por marxistas, leninistas, trotskistas, guevaristas, zapatistas, chavistas, Ligas Camponesas, MST e o escambau.

Não é porque Waldick faleceu que não podemos menosprezar sua mediocridade musical. Como cantor, foi muito caricato. Queria soar operístico sem ter voz para tal, fazia pseudo-boleros tão fracos e ruins de doer e as letras eram de um sentimentalismo piegas que faria os ultra-românticos do século XIX (bodes expiatórios de toda a temática brega brasileira) torcerem o nariz. Pouco depois da morte dele, uma livraria de Salvador, a Saraiva (Salvador Shopping), tocou um DVD do Waldick e, com todo o respeito com o que ele sofreu antes da carreira musical, seu repertório é simplesmente um lixo.

Mas, infelizmente, no Brasil politicamente correto em que vivemos, essa avaliação minha sobre a música do Waldick soa como um julgamento fascista e preconceituoso. É triste, porque eu teria que louvar toda a mediocridade e todo o lixo que se produz no Brasil, em nome de palavras bonitas como "inclusão social", "fim dos preconceitos", "voz dos excluídos" etc.. E olha que, quando eu ando pelas ruas, o que eu mais ouço é música brega, dos pioneiros como Waldick a neo-bregas como Zezé Di Camargo, Alexandre Pires, Belo e Ivete Sangalo. Preconceituoso é que não sou mesmo, porque a ruindade musical eu tive a chance de comprovar com meus ouvidos e mentes.

terça-feira, 24 de março de 2009

A INGENUIDADE DE ANDRÉ MIDANI


André Midani não costuma gostar muito do som explicitamente brega, mas mesmo assim caiu numa das primeiras pegadinhas relacionadas à música cafona.

Trabalhando na gravadora Odeon (atual EMI), Midani foi apresentado pelo empresário Abraham Medina (da loja O Rei do Som e pai dos empresários Rubem e Roberto, este do Rock In Rio) ao cantor Orlando Dias, um dos primeiros ídolos cafonas, já no finalzinho dos anos 1950.

Orlando Dias - não confundir com o grandioso cantor Orlando Silva, o Cantor das Multidões - , famoso pelo sucesso "Tenho cíume de tudo", era protegido de Abraham Medina e havia contado uma história por demais dramática. Dias afirma ter perdido vários irmãos e, tendo uma namorada, ela estava grávida e perdeu o filho, e depois ela morreu depois com problemas de pós-parto, e alega Dias que ela reapareceu no seu sonho dizendo que ela pararia de perturbá-lo se ele virasse cantor.

Foi Dias gravar um disco e então fez um estrondoso sucesso já nos idos do ano de 1960. Aparentemente nenhum executivo da Odeon fez alguma promoção ou divulgação, e André Midani achou que o sucesso de Orlando Dias foi extremamente espontâneo. Mas tamanha foi a ingenuidade de Midani, porque ele não percebeu que com um pistolão como Abraham Medina, a última forma que Orlando Dias faria sucesso estrondoso era de maneira espontânea e sem divulgação. Certamente Abraham Medina arrumou outros meios de divulgação. Tal qual as oligarquias de Caetité (Bahia) deram seu aval para a divulgação de Waldick Soriano, na mesma época.

Vale lembrar que a música cafona, de tão ridícula, já depende de um empurrão dos "coronéis" e oligarcas da vida hoje em dia, imagine numa época em que o povão tinha acesso à MPB de qualidade...

domingo, 22 de março de 2009

Resse Witherspoon


Como tem nativa do signo de Áries bastante graciosa. Aqui está um exemplo, a super-gracinha Reese Witherspoon, que completa 33 anos hoje. Linda, doce, um amor.

"ROQUEIROS" DE BUTIQUE MUDAM DE PRAIA



Pois é, lembram-se daqueles jovens esquentadinhos que queriam que a Rádio Cidade carioca fosse "roqueira" e o resto é que se danasse? Era uma tribo autoritária, temperamental, ao extremo, cuja personalidade era algo como a versão grunge / poser / emo dos estudantes da Mackenzie que se envolviam com o Comando de Caça aos Comunistas.

Como se vê, eram jovens de extrema-direita, embora mentirosamente eles se auto-proclamem esquerdistas (taí os típicos pseudo-esquerdistas). Mas também essa juventude mora nos condomínios ricos da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, embora jurem na Internet que moram na Pavuna ou na Baixada Fluminense.

Mas o tempo mudou e a patota que dizia "morte aos funkeiros" mudou radicalmente de postura. Seu locutor favorito, o Rhoodes (ver foto acima), agora está na rádio popularesca Beat 98 (antiga 98 FM) se envolvendo com "funk carioca", sambrega e o escambau, numa área que é mais sua praia (Rhoodes ficou conhecido como o locutor que odiava rock mas investia no segmento).

Com isso, os "roqueiros" de butique, aparentemente fanáticos e intransigentes, mudaram completamente o discurso. Principalmente porque hoje em dia são os funkeiros que oferecem a "merenda" para a rapaziada...

PÉROLAS DO FUNK - I


Vamos começar esta série mostrando as "pérolas" que os defensores do "funk carioca" fazem para promover o gênero.

Deu no Segundo Caderno de O Globo, no dia 22 de março de 2009.

Na apresentação do Kraftwerk, grupo alemão que abriu o show do Radiohead, na Praça da Apoteose do Rio de Janeiro, dois dias antes da edição do jornal, um sujeito não identificado saiu da apresentação do célebre grupo de música eletrônica, bastante aborrecido.

O almofadinha em questão soltou a seguinte "pérola" ao defender o "funk carioca" em detrimento dos músicos alemães:

"Os caras daqui (os funkeiros) vivem na favela, têm conteúdo (sic). Esses aí não têm nada".

O cara deve ser um desses orkuteiros do mal que acham que beber e dirigir é cidadania, que a única razão de viver do ser humano é ganhar dinheiro, ser famoso e ir para a noitada (que ele entende com o ridículo termo de "balada"), mas que vem com aquele discurso pseudo-humanista de que o ridículo "funk carioca", espécie de bunda music local, "têm conteúdo e vem da favela".

Tanta ingenuidade desse cara. E os ricos empresários do "funk" ficam mais ricos ainda com otários desse tipo.

MÍDIA GORDA APÓIA BREGA-POPULARESCO


Waldick Soriano, Zezé Di Camargo & Luciano, Banda Calypso, Calcinha Preta, Alexandre Pires, Belo, Daniel (de quê, afinal?), Amado Batista, Chitãozinho & Xororó, todo o "funk carioca", toda a axé-music.

Os ídolos e os ritmos ditos "populares" (e que de uma forma ou de outra seguem a cartilha da cafonice "cultural" são vistos como se fossem os excluídos da grande mídia, correto?

ERRADÍSSIMO!!

Todos eles receberam sempre o apoio das ricas elites latifundiárias, das oligarquias e aristocracias urbanas, dos políticos de direita mais conservadores, e, acima de tudo, da mídia gorda que é representada, aqui, principalmente pela Rede Globo e Folha de São Paulo.

Todos esses ídolos alimentaram suas carreiras através do jabaculê das rádios e do apoio marqueteiro da mídia bem gorda, para nos últimos anos enganarem até a intelectualidade de esquerda (não seria de pseudo-esquerda?) vendendo uma falsa imagem de "excluídos", de "vítimas de preconceito"?

Principalmente o "funk carioca", que vende uma imagem bastante mentirosa de "movimento dos sem-mídia", mas que tem todo o mais explícito apoio das Organizações Globo, até bem mais do que a farsa do "caçador de marajás" Fernando Collor de Mello.

sábado, 21 de março de 2009

NÃO PARECE, MAS ELA TEM 54 ANOS


O único problema é que ela é comprometida. Fora isso, está uma perfeita gata!!

HOJE É 21


HOJE SOU 38.

sexta-feira, 20 de março de 2009

SALVADOR (BAHIA) - ÔNIBUS "BRANCOS" IRRITAM BUSÓLOGOS E CIDADÃOS EM GERAL




Os empresários de ônibus mostram mais uma vez o desprezo total que eles exercem ao interesse público. Numa decisão "de cima", com o consentimento da Prefeitura de Salvador na gestão fisiológica de João Henrique Carneiro, boa parte dos empresários de ônibus de Salvador decidiu, em completo desrespeito ao interesse público, pintar as frotas de ônibus com um branco "básico", só diferindo na cor de um pára-choque, no logotipo geralmente minúsculo de cada empresa e no número.

Não é preciso ser busólogo para se revoltar com essa padronização branca dos ônibus de Salvador. Se a revolta, nos sites, comunidades e fóruns dedicados aos ônibus da capital baiana, é geral, o mesmo acontece com os cidadãos comuns, enfurecidos com o visual fantasmagórico que mais da metade das empresas de ônibus locais passou a adotar. Somente os empresários de ônibus e as autoridades municipais - uma humilhante minoria!! - gostaram da idéia do visual fantasmagórico que vai contra a tradição multicor da cidade do Salvador.

A atitude está provocando grande revolta dos passageiros de ônibus, que correm mais uma vez o risco de pegarem os ônibus errados, contribuindo assim à "receita acidental" que o SETPS - sigla confusa do sindicato dos empresários de ônibus da capital baiana, que tem a risível pronúncia de "setépis" (socorro, Pasquale!) - , indignado com os reajustes anuais das passagens de ônibus (que para eles é pouco), faz através de mecanismos feitos para confundir os usuários e obrigá-los a pegar ônibus mais de uma vez.

Sabemos que alguns truques que o SETPS usa para ludibriar os passageiros e oferecê-los total desconforto é uma pressão para que a passagem de ônibus se torne cada vez mais cara. Como não podem fazê-lo, transformam o transporte coletivo de Salvador em uma barbaridade.

Vejamos algumas armações:

PULVERIZAÇÃO DE LINHAS POR ÁREA DE BAIRROS - A empresa pega a linha que quiser, pouco importa se é ou não de sua área de atuação. Assim, uma Praia Grande que serve o subúrbio ferroviário, tem uma linha na região de Brotas (0508 Cosme de Farias / Lapa), bem longe da área original. Isso aumenta os custos de deslocamento entre bairro e garagem, e confunde os passageiros que não têm noção exata de qual empresa realmente pegar, porque as linhas são embaralhadas sem critério de área.

POOL E FROTAS REGULADORAS - Incha o registro jurídico das empresas de ônibus, que enganam o BNDES declarando que têm, cada uma, "trocentas" linhas (quando 50% delas é operação compartilhada com outras empresas, o "pool", ou serviço aleatório de linhas de terminal, as "frotas reguladoras". Isso anaboliza o patrimônio financeiro dos empresários, além de enganar os passageiros com medidas demagógicas como o "pool" e "frotas reguladoras" que em nada resolvem de concreto e tecnicamente viável para o problema dos coletivos na cidade.

BANCOS DESCONFORTÁVEIS - Custa barato na compra de carros novos, mas para o passageiro sai caro demais. O pessoal do subúrbio ferroviário, sobretudo, sofre constantemente de dor de coluna por causa das linhas longas com bancos duros. Violenta chantagem dos empresários para pressionar o reajuste das passagens para valores maiores ainda.

E, agora, os ÔNIBUS BRANCOS, que servem para fundir a cuca dos usuários. Eu mesmo, quando morava em Salvador e ia pegar ônibus frente ao Salvador Shopping, apesar de conhecer muito o transporte da cidade eu não ficava isento de confundir um ônibus da Modelo na linha 0218 Ribeira / Pituba com um da São Cristóvão na linha 1207 Tancredo Neves / Pituba. Se um sujeito como eu corre o risco de confundir, imagine os idosos, deficientes e trabalhadores e estudantes apressados!...

Aqui vai a lista das empresas que DESRESPEITAM os usuários com o visual "branco básico" que mais parece um vitiligo estético, uma estética fantasmagórica:

CAPITAL TRANSPORTES URBANOS LTDA.
CENTRAL DE SALVADOR TRANSPORTES URBANOS LTDA.
COLETIVOS SÃO CRISTÓVÃO LTDA.
EMPRESA DE TRANSPORTES COSTA VERDE LTDA. (Intermunicipal)
EMPRESA DE TRANSPORTES UNIÃO LTDA.
ILHA TROPICAL TRANSPORTES LTDA.
MODELO TRANSPORTE URBANO LTDA.
TRANSPORTE ONDINA LTDA.
TRANSPORTE ONDINA LTDA. / DIVISÃO METROPOLITANA (ODM) (Intermunicipal)
TRANSPORTES SOL S/A (TRANSOL)
TRANSPORTES VERDEMAR LTDA.
VIAÇÃO RIO VERMELHO LTDA.
TRANSPORTES VIA NOVA LTDA. (Intermunicipal)

As empresas que não aderiram ao "brancão" foram a BTU, Joevanza, Barramar e Vitral. Correm rumores de que a Boa Viagem e a Praia Grande sigam o "brancão", mas nada foi confirmado.

A quem estiver indignado com isso, é possível acionar desde o Ministério Público da Bahia até mesmo divulgar protestos em emissoras de TV e jornais. Quanto mais gente protestar, melhor.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Homônimas

VEJA SUJA...



















...e Veja limpa!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

Feital Transportes (1986-2009)















Belo desenho, linhas importantes, mas uma empresa muito mal administrada. Tinha que falir mesmo.

A Feital Transportes surgiu como empresa de fretamento, em 1986 e, acreditem, naquela época ela chegou a comprar carros Ciferal Padron Alvorada 86 novos. Em 1992, ganhou concessão para explorar linhas da Baixada Fluminense (sua sede original foi Itaguaí), e pouco depois já servia linhas cariocas. Desfez anos depois da frota da Baixada, mas até 2009 ela circulou em linhas cariocas, embora tenha entrado em processo de falência no final de 2008.

As linhas que a Feital serviu na sua agonia foram:

367 Realengo / Praça XV (via Av. Rodrigues Alves)
756 Senador Camará / Alvorada (via Sulacap)
859 Base Naval de Santa Cruz / Marechal Hermes
875 Sepetiba / Cascadura.

Como se vê, linhas de responsa. Mas a empresa foi mal administrada, não renovava sua frota e nem cuidava dos carros que podia ter. Resultado: a empresa acabou. Simplesmente.

O direitista enrustido - poucos realmente entenderam a coisa


Os "líderes de opinião" espalharam na Internet um texto inspirado em artigo da Carta Capital falando sobre o direitista enrustido. Baseado no texto "Direita, Eu", de Leandro Fortes (jornalista da Carta Capital), o texto parece relativamente parado no tempo, porque tudo que se fala do tal "direitista" parece remeter aos tempos do governo FHC.

Em resumo, o texto parece classificar de "direitista enrustido" os colunistas da revista Veja, como se eles não assumissem o perfil direitista ou como se o perfil direitista deles fosse mais sutil.

Grande engano.

O perfil desses direitistas - como André Petry, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e o falecido Tales Alvarenga, alvos do referido texto - é até dos mais explícitos. Os "líderes de opinião" foram para a boate da hora tomar uma rodada de cerveja, sem perceber o equívoco que criaram.

Vamos ao dicionário Houaiss, um dos mais sérios do país. Sobre o termo "enrustido", ele diz: "escondido", "que não se expõe", "que não assume".

Lendo os textos de Diogo Mainardi, André Petry e cia., sabemos muito bem que eles se assumem mesmo de "direita". E o clube dos direitistas explícitos está cada vez mais animado, com a adesão explícita da turma da Folha de São Paulo, que chamou a ditadura militar de "ditabranda".

O clube também ganhou a adesão da turma da CBN, rede de rádio que só é "esquerdista" na imaginação dos bitolados leitores de colunas de rádio na Internet e pelos próprios colunistas chapa-branca do rádio ("chapa-branca" ainda é com hífen? ô reforma ortográfica complicada...).

Pior é que não se trata da facção "global" (de Rede Globo) da CBN, como Míriam Leitão, Arnaldo Jabor e outros, mas da facção "independente", sobretudo influenciada pela TV Cultura (onde o âncora da CBN, Heródoto Barbeiro, também trabalha). Sim, Heródoto, Roberto Nonato, Milton Jung e outros, sobretudo Carlos Alberto Sardenberg, todos seguindo a cartilha do "bom liberalismo". Sardenberg escreveu até no seu livro Neoliberal, não - Liberal (Ed. Globo, 2008) que sente falta de uma "boa direita". A própria conduta da CBN já caminha para a direita, conforme várias denúncias de textos de Carta Capital e Caros Amigos.

No entanto, a direita enrustida não está com eles. A direita enrustida está na mídia mais "boazinha", que promete não atacar Karl Marx e Che Guevara nas reportagens, faz relativos elogios ao governo Lula e transforma as editorias culturais em reduto da intelectualidade de esquerda.

Talvez por essa parte branda da mídia de direita presentear a intelectualidade de esquerda com uma editoria quase toda para ela faz com que os "líderes de opinião" (que estabelecem um aparente meio-termo ideológico entre a Veja e a Caros Amigos) se calassem diante dos verdadeiros direitistas enrustidos.

Um exemplo de direitista enrustido é o empresário e dublê de radiojornalista baiano Mário Kertèsz, da Rádio Metrópole, de Salvador (Bahia). É tão direitista quanto Diogo Mainardi, mas ele, que como ex-prefeito da capital baiana roubou Deus e o Diabo, é capaz de enganar a esquerda local, que quase se rendeu totalmente a ele. Ingênua, a intelectualidade de esquerda baiana nem se deu conta que foi tapeada pelo direitista enrustido Kertèsz, e muito menos percebeu que o empresário-radialista caminha cada vez mais para a direita, reatando recentemente com os herdeiros do carlismo, parando de fingir que gosta do PT e atacando a esquerda toda, até o PSTU. E, mesmo assim, a esquerda baiana se comporta como esposa violentada ou como marido corno-manso: "vai, vai, me trucida, me trai, me apunhala que eu gosto".

Outro exemplo foi a revista Isto É, tão festejada pelos "líderes de opinião" por eventuais reportagens investigativas que parecem comprometer a reputação de alguns figurões abusivamente corruptos. Pois a revista andou fazendo uma campanha subliminar para colocar Fernando Collor no Senado, e como o ex-presidente não só andava esquecido como tinha seus fãs-clubes em comunidades do Orkut e em blogs chapa-brancas, a campanha funcionou, reforçada até pela tropa de choque da "direita" do Orkut. Resultado: em 2006, Collor voltou a Brasília, e se não pelo Executivo, está agora no Legislativo, o que é pior ainda. E Collor entrou na vaga da esquerdista Heloísa Helena, que deixou o Senado, e Isto É, tida como "centro-esquerda", concretizou aquilo que para a redação de Veja é ainda um grande sonho.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Daniel arranja algo pra fazer


O breganejo Daniel (ex-João Paulo & Daniel, aqui à esquerda de Eriberto Leão, ator que havia formado com o ex-MTV Gastão Moreira o grupo de rock Rip Monsters) nunca teve um sucesso próprio, mas mesmo assim era um dos astros do sertanejo estereotipado e do pedantismo popularesco (quando artistas bregas pensam que fazem parte do primeiro escalão da MPB).

Mas como o cantor Daniel (Daniel de quê, afinal?) não conseguiu mesmo emplacar uma música memorável - seus maiores hits foram na verdade versões de sucessos alheios - , a mídia gorda foi colocá-lo para ser ator, seja na novela Paraíso, da Rede Globo, seja no filme O menino da porteira. Mas, para quem imaginou que ele não iria cantar, pode tirar o burrico do temporal que ele vai usar a profissão de ator para reforçar a carreira de cantor.

Enquanto isso, há 40 anos atrás a cantora de ópera Maria Callas havia participado de um filme de Pier Paolo Pasolini sem precisar cantar em uma cena.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Weather Prophets

Essa maravilhosa banda inglesa dos anos 80, que foi contratada da Creation Records, era algo como os "tios" do Ride (banda dos anos 90 cujo um dos vocalistas-guitarristas, Andy Bell, virou baixista do Oasis). Ou seja, um som que mistura os Byrds com o estado de espírito das bandas de garagem da coletânea Nuggets. Não por acaso, um dos compactos do WP foi produzido pelo guitarrista de Patti Smith, Lenny Kaye, que organizou a citada coletânea.

Liderada pelo cantor-guitarrista-letrista Peter Astor (ex-Loft e depois Wisdom Of Harry e hoje em carreira solo), o grupo nunca foi lançado no Brasil, apesar de seu repertório excepcional, o grupo teve canções memoráveis (para quem conseguiu ouvi-las), como "Almost Prayed", "Mayflower" e a melancólica "Always the Light".

Todas essas músicas foram divulgadas pela rádio niteroiense Fluminense FM, entre 1986 e 1989, numa época que não tinha Internet, nem as informações se propagavam com a velocidade de hoje. E isso sem qualquer promessa dos "profetas do tempo" serem lançados no Brasil, e com o desprezo até da chamada mídia "altchernatchiva" brasileira que sonha apenas com bandas que misturem heavy rock com bubblegum, o que não é o caso dos Weather Prophets.

Um consolo é que que a música "Almost Prayed" foi escolhida entre uma das 1000 músicas que marcaram um jornalista e blogueiro influente, Zeca Camargo, apresentador do Fantástico da Rede Globo.

Cheguei a gravar algumas músicas em fita e felizmente as reencontrei na Internet, através do eMule.

Gato preto não dá azar!!



Atribuir má sorte a um variante de uma espécie animal é uma grande crueldade. Se fosse com os homens, seria crime de racismo. Mas devemos também respeitar os animais, criaturas de Deus tal qual nós, humanos.

Veja como um gato preto pode ser adorável e amistoso, como se vê na foto à direita.

FOTO À ESQUERDA: Autoria de Kelina Saldanha.
FOTO À DIREITA: Acervo Seu Cachorro.Com.

DIA DE SORTE


Nunca me dei mal na sexta-feira 13. Para mim, nunca foi sinônimo de azar, de maneira alguma. Em várias sextas-feiras 13, tive até sorte.

Modéstia à parte, uma força superior me protege. Sofri muito nesta vida, mas em outras coisas eu conto com a proteção de meu Anjo da Guarda para tudo.

Historinha

Para entendermos melhor a compreensão falha (ou tendenciosa?) que os "líderes de opinião" têm da grande mídia, quando se limitam a reprovar a mídia de direita que é reacionária, sem saber que a outra parte, a mídia "certinha", também está na escalada do poder e da manipulação da opinião pública, vamos contar uma historinha.

Era uma vez um rebanho de ovelhas, que fica numa parte da colina. Próximo a este rebanho, há uma alcatéia de lobos na qual alguns demonstram ser devoradores vorazes. A líder das ovelhas, em seus comunicados diários à suas iguais, sempre alerta para os malefícios desses devoradores. Essa ovelha não cansa de falar sobre os erros, a fúria e a gula feroz desses lobos.

No entanto, nem todos os lobos são criticados. Certa vez, enquanto os lobos mais vorazes desciam a colina para devorar outros rebanhos de ovelhas, um lobo designado para cuidar da alcatéia apenas observa as ovelhas. Ele havia tido uma briga com o líder da alcatéia, numa discussão que quase deu em morte, mas o líder da alcatéia cedeu, vendo que o outro lobo tinha influência estratégica no bando.

Pois este lobo, um pouco mas subalterno na hierarquia da alcatéia, se dirigiu ao rebanho de ovelhas. Estas, indefesas, no entanto não reagiram assustadas. Achavam que este lobo, por ter brigado com o líder da alcatéia, parecia ser um animal diferente.

O lobo subalterno então pergunta para a líder do rebanho de ovelhas.

- Quando suas ovelhas estão com sede, elas se dirigem àquele córrego próximo, ao leste do rebanho?

- Sim. - disse a ovelha. - Quando estamos com sede, é por lá que vamos para matar a nossa sede.

O lobo, pegando então um pouco de capim para mascar, o que impressionou a ovelha, logo disse, assim que engoliu o capim, meio que a contragosto:

- É melhor que vocês mudem a rota e se dirijam ao outro córrego a noroeste do rebanho. Ouvi dizer que um tigre passou a viver nas proximidades do córrego no lado leste. Sigam meu conselho. Tenham um bom dia.

Dessa maneira, as ovelhas mudaram o rumo quando estavam com sede e assim foram para o córrego outro, a noroeste do rebanho. Nele havia um caminho de arbustos bem difícil que impedia o tigre de se dirigir ao novo bebedouro natural das ovelhas.

A dica do lobo fez as ovelhas imaginarem que ele era, na verdade, uma ovelha que nasceu lobo. Certamente não sabiam o que estava por esperar, semanas depois.

Um outro dia, o lobo subalterno foi designado para cuidar da alcatéia, e nesses dias, embora não concordasse com os métodos do líder dos lobos, havia um entendimento melhor entre eles.

O lobo subalterno então se dirige calmamente ao rebanho de ovelhas que, feliz, identificou o lobo e o saudou como se fosse o mestre das ovelhas. A líder das ovelhas nem imaginou que o lobo babava de fome, e o cumprimentou como se fosse um parente distante em visita.

- Meu amigo, amigo de nós, ovelhas, o que nos traz de novo? Me diga, para eu me comunicar às minhas colegas!...

Só que o lobo subalterno não dirigiu uma só palavra. Simplesmente devorou a líder das ovelhas, cuja cabeça foi decepada pelos dentes do lobo em sua primeira dentada. Depois ela foi totalmente devorada pelo lobo faminto. As outras ovelhas, assustadas, correram sem dizer uma só palavra, pois estavam em estado de choque.

Vale lembrar que o lobo, para se passar por amigo das ovelhas, não se vestiu como elas, porque seu poder de mídia já garantiu o disfarce imaginário nas mentes delas.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os "líderes de opinião" ainda querem comandar a massa


Eles são suberbadalados, seus textos aparecem em primeiro lugar na Internet, eles aparecem até na mídia escrita e conduzem o agenda setting (algo como o hit-parade da informação) do grande público.

Eles estão no plano ideológico intermediário entre a revista Veja e a Caros Amigos. Juram que são gente de "esquerda" (ver texto sobre pseudo-esquerdistas no começo deste blog), mas na hora do aperto é da direita que eles gostam mais. Eles podem ser gente com pistolão que fazem blogs ou comunidades do Orkut, ou então são jornalistas profissionais da mídia gordinha (aquela mídia de direita que não é raivosa e trata a esquerda como se fosse cachorrinho doméstico).

Eles são os "líderes de opinião". Gente que está mais preocupada em defender idéias porque elas são suas do que em defendê-las pelo sentido mais coerente.

Consumidores de notícias, eles no entanto são desnorteados quanto à formação opinativa que recebem. Submissos à grande mídia, preferem apenas evitar aquela mídia abertamente reacionária, tipo Rede Globo e Veja. Preferem a parte da grande mídia que rivaliza com os veículos mais reacionários. Se odeiam a Rede Globo, apóiam a TV Bandeirantes. Se odeiam Veja, vão para Isto É (embora leiam também Carta Capital). Só ficou complicado antepor o Estadão com a Folha de São Paulo, porque o jornal da família Frias mergulhou no reacionarismo cada vez mais explícito.

Na Bahia, eles são a platéia animada de Mário Kertèsz, a claque abobalhada que antepõe a Rádio Metrópole à TV Bahia. Acham que a Rádio Metrópole vai atender todos seus desejos, seja trazer de volta a Salvador os anos dourados, instalar o socialismo na Bahia (apesar da Metrópole ser de direita e estar às vésperas de um surto reaça tipo a FSP), difundir o bom jornalismo (apesar de MK ser PÉSSIMO radiojornalista) e outras utopias. Sinceramente, prefiro crianças que acreditam em Papai Noel e no Coelho da Páscoa, são menos ingênuas...

Os "líderes de opinião" não querem a justiça social. Querem apenas que o Brasil seja "menos feudal". Dizem que querem substituir a Idade Média pela Revolução Socialista, mas no fundo apenas querem substituir o pior da era medieval com o neoliberalismo. São submissos com o establishment da grande mídia e até se esforçam em refletir criticamente alguma coisa, mas sua abordagem é dotada de muitas falhas.

Um exemplo. Um blog desses critica a mídia gorda e elogia o "funk carioca", apadrinhado explicitamente pela Rede Globo, símbolo típico da mídia gorda. Dá para acreditar numa abordagem dessas?

Com esses "líderes", a opinião pública precisa de uma UTI...

SMITHS QUASE VIRARAM DESCONHECIDOS NO BRASIL


Pode parecer ridículo, mas no Brasil dos anos 90 os Smiths quase se tornaram ilustres desconhecidos.

Eu pude ver, há uns oito anos atrás, num blog feito por uma garota dessas que curtiu a tenra juventude dos anos 90, dessas que adorava amar o som grunge e odiar o som poperó, e fiquei espantado com o que ela fez.

Ela colocou a letra da música "How Soon is Now?" e atribuiu a canção tão somente a um grupo desses que não deixam marca na história, chamado Love Spit Love. Nada de citar Smiths e muito menos a autoria Morrissey & Marr.

Nessa época, as "maravilhosas rádios rock" (tipo a paulista 89 FM e a carioca Rádio Cidade), que eram um misto de Caldeirão do Huck com Beavis & Butthead, só tocavam umas três ou cinco canções do maravilhoso grupo de Manchester, que volta e meia aparecerá neste blog assim como seu ex-vocalista Morrissey, seguro em sua singela mas marcante carreira solo.

Se as rádios de rock originais tocavam TUDO que surgisse dos Smiths, suas caricaturas dos anos 90 só investiam, quando muito, em "The boy with the thorn in his side", "Heaven know I'm miserable now" e "Ask". Com bom humor, os programadores ainda colocavam "This charming man" e "Bigmouth strikes again". E só.

Por isso mesmo é que a "geração X" brasileira, nascida a partir de 1978, tem uma fraca lembrança do rock independente dos anos 80, que dava de um milhão a zero no laxativo grunge que nem seus fãs aguentam mais.

SÉRIE "10 COISAS QUE FARIAM O JOVEM DE HOJE MELHOR INFORMADO":



Essa é para quem, nascido de 1978 em diante, perdeu boa parte do trem da história e se criou dentro de um mundo tecnologicamente arrumadinho e mediaticamente domesticado. Para aqueles que pensam que tudo que é passado corresponde aos "anos 80", até mesmo cerâmica indígena do século XVI. A temática hoje é cinema.

Você tem mais chances de ser BEM INFORMADO se:

1. Vê uma foto da atriz francesa Brigitte Bardot, no auge da carreira, não lhe vem na mente a idéia de que ela é sósia da Pamela Anderson.

2. Entende que Marilyn Monroe não é um personagem de desenho animado do nível do Mickey Mouse.

3. Por mais que seja fã de Steven Spielberg, nunca lhe passaria pela cabeça considerar seu cinema como "de arte", mesmo os seus melhores trabalhos, reconhecendo que seu cinema, quando muito, é apenas um cinema comercial bem feito.

4. Considera que um bom filme de temática social de verdade não depende do maniqueísmo invertido de gosto duvidoso em que policiais são vilões e traficantes ou presidiários são heróis.

5. Não vê o filme Os Embalos de Sábado à Noite como um filme revolucionário e cult.

6. Da mesma forma, não leva a sério a abordagem dos anos 50 pelo filme Grease e dos anos 60 pelo filme Hair. Esses filmes são apenas duas interpretações fantasiosas sobre essas duas épocas da juventude.

7. Ao conhecer o mito James Dean, não ficar com a mania de sempre comparar sua rebeldia com a do cantor grunge Kurt Cobain.

8. Não considerar que os cineastas comerciais da Conspiração Filmes e Globo Filmes são herdeiros do Cinema Novo. Não é preciso lembrar que, em agosto de 2002, o filho de Glauber Rocha, Erik Rocha, comprou briga com esses cineastas por causa do pouco compromisso deles com o engajamento social do qual se tornou famoso o movimento de cineastas brasileiros dos anos 60.

9. Deixar de ser traído pelo subjetivismo saudosista não caindo na tentação de achar que até os piores filmes de Xuxa e dos Trapalhões são "cinema de arte".

10. Ver que, no cinema europeu, não existe só Amelie Poulain e que antes desse filme o cinema já passou por experiências audaciosas como a nouvelle vague francesa e o neorealismo italiano. Achar que Amelie Poulain é tudo que pode se ver de cinema europeu é de uma pobreza ímpar; nada contra o filme, que tem lá seu valor, mas limitar-se a ele soa preguiçoso, assim como limitar a literatura brasileira a Estação Carandiru e similares.

A bela não consegue ficar feia

Anne Hathaway é até lindinha quando quer se passar por feia, mas ao natural sua beleza torna-se imponente. Veja esta foto:




















E depois esta:



















Uau!

LEGISLATIVO FISIOLÓGICO


Com parlamentares como esses, a mamata no Congresso Nacional pode continuar tranquila.

E seu Chico Alencar (o mensaleiro de amanhã?) pode ficar tranquilo também, porque com esses senadores e deputados, o "funk carioca" (o ritmo musical mais 171 de nosso país) vai se transformar rapidinho em "patrimônio cultural".

Quem perde é a sociedade brasileira, com esse esquema de corrupção organizada.

Metropolitana

Deixemos de lado a sujeira da Rádio Metrópole e vamos para o ônibus Metropolitana, outra coisa, de uma empresa íntegra e saudosa, mas que faliu por pressões dos restritivos e duros planos econômicos da ditadura militar.

As Carrocerias Metropolitana surgiram em 1948, tendo vivido seu auge nos anos 60, quando lançava praticamente um modelo novo a cada ano. Um de seus fundadores, Fritz Weissman, saiu da empresa para fundar a Ciferal e era irmão do artista plástico Franz Weissman. A Metropolitana tinha também modelos especiais, como o Metropolitana Eldorado (1959-1961), com seu modelo arrojado para a época e, para uns, esteticamente estranho.

A Metropolitana chegou a se associar em breve período com a Ciferal. Também foi associada à CAIO e a Cermava. Em 1972, comprou as falidas indústrias Vieira e Cermava, e relançou os últimos modelos como Metropolitana Copacabana (antigo Cermava '72) e Metropolitana Novo Rio (antigo Vieira 1970). O último modelo da Metropolitana foi o Ipanema, lançado em 1973 e que teve duas versões: o modelo 1974 (1973-1974), com faróis principais pequenos, e o modelo 1975, com faróis maiores.

Ao falir, as Carrocerias Metropolitana foram compradas pela CAIO (hoje CAIO Induscar). Mas bem que a Induscar poderia ressuscitar a Metropolitana e manter com ela a mesma relação que a Marcopolo estabelece com a Ciferal.

Corrupção triunfante - Parece filme de Luís Buñuel


Prefeito de determinada cidade cria um grande esquema de corrupção, fundando empresas "fantasmas" para desviar uma grande soma de verbas públicas. Com esse dinheiro, ele incrementa sua fortuna pessoal, mas, para ganhar mais poder, compra rádios e ações de emissoras de televisão e ainda é chamado para intervir em um jornal impresso local e assassiná-lo sem dó. No entanto, esse ex-prefeito, ao se relançar como um suposto radiojornalista, sem ter habilitação alguma para tal, é visto pela população como um indivíduo honesto, e a impunidade ultrapassa a mera natureza legal para se converter num carisma que o ex-prefeito, com um dom surpreendente para enganar as pessoas, consegue obter até mesmo da intelectualidade de esquerda, uma vez que o ex-prefeito é um direitista enrustido.

Parece uma daquelas obras do saudoso cineasta espanhol Luís Buñuel (1900-1983), mas trata-se da história do ex-prefeito de Salvador, Mário Kertèsz, e seu caminho como prefeito incompetente de Salvador (Bahia), como destruidor do Jornal da Bahia - ele fez o que ACM não conseguiu, que é acabar com a linha editorial do jornal - e como dono e astro da Rádio Metrópole.

Como prefeito, ele tinha um projeto arrojado de urbanização de Salvador, mas que foi deixado incompleto com o desvio de verbas públicas para seu patrimônio (fato divulgado pelo meu ex-professor Fernando Conceição, jornalista e ativista social que foi amigo do renomado geógrafo Milton Santos e teve livro prefaciado pelo historiador Thomas Skidmore). Depois, como interventor do Jornal da Bahia, sob indicação de Antônio Carlos Magalhães, exterminou a ótima linha editorial que o jornal lutava para manter e o transformou num tablóide porno-policialesco. Como radialista, tentou seduzir as elites e o povão, além da intelectualidade de esquerda que, indefesa, se deixou sucumbir ao canto-de-sereia de Kertèsz, um sujeito que enganou até mesmo instituições sérias e aqueles que deveriam defender a ética na imprensa.

O que assusta nessa história toda é que o ex-prefeito e empresário conseguiu seduzir e enganar a todos. Recentemente, rompeu com o PT, aliás, nem chegou a romper, porque sua aliança com os petistas foi artificial, apenas para acompanhar o amigo Duda Mendonça que era o publicitário das campanhas de Lula para o Planalto. Apesar disso, a intelectualidade de esquerda de Salvador, feito cornos-mansos, mantém o fascínio por esse canto-de-sereia, assim como parte da sociedade baiana que pensa que "seu Mário" vai trazer de volta os anos dourados de Salvador.

Só três exemplos, um blogueiro chegou a defender Kertèsz quando a dita "Lei da Mordaça" o impediu de fazer ataques a um desafeto político. Chegou a colocar o ex-prefeito e radialista numa foto montagem cobrindo parte do rosto com um lençol. Outro é o (antes) renomado intelectual Oldack Miranda, co-autor de um livro sobre Lamarca, que se tornou, ingenuamente, um defensor da Rádio Metrópole e seu dono bem mais entusiasmado do que o imaginável. E, terceiro, é a atitude frouxa dos fundadores do Jornal da Bahia, Teixeira Gomes e João Falcão (este militante comunista) em não reconhecer a culpa de Mário Kertèsz pela decadência do Jornal da Bahia, uma vez que ele virou interventor do jornal por decisão de ACM e acabou justamente com aquilo que o jornal lutou para manter, que era a sua alma editorial tão perseguida pelo falecido ex-governador e senador baiano.

Kertèsz já fez uns três ou quatro ataques a desafetos políticos em sua rádio. Infelizmente, gente saiu em sua defesa, quando a razão, no caso, se dá à Justiça que puniu o empresário e sua rádio. Afinal, não podemos tolerar o denuncismo gratuito - que é o que Kertèsz fazia, a ponto de fazer comentários depreciativos e piadas grosseiras - mesmo sob o pretexto da "liberdade de informação". Liberdade de informação não é liberdade da irresponsabilidade, coragem de informar não se confunde com covardia e abuso de opinião. Pior é que o ex-prefeito e radialista tem até um blog, que já deve ter enganado meia Bahia e pelo menos 10% do resto do país.

Para maiores detalhes sobre a Rádio Metrópole e seu dono, visite http://br.geocities.com/preserveoam/metropole.htm. Há vários textos relacionados. Só mantenha esses textos longe de pessoas ingênuas e reacionárias.

terça-feira, 10 de março de 2009

Por hoje é só


Até a próxima!!

Praça XV em 1976


Praça XV, Rio de Janeiro, 1976. Essa foto é do tempo de minha infância, e eu andei muito por lá nessa época. Parte da praça estava em obras, mas a Av. Alfred Agache, embora com seu movimento caótico de gente, era bem mais imponente do que a praça "mastodôntica" de hoje e o atual ambiente sombrio do "mergulhão".

Tinha a passarela que ligava o lado das Barcas ao antigo Paço que dá na Rua Primeiro de Março. E a Av. Alfred Agache era bem movimentada, com gente esperando ônibus de um lado e de outro, mas hoje o cenário pomposo bolado por César Maia conta com muitos mendigos, nos finais de semana tem uma feira mal-situada que complica a passagem dos cidadãos para a Rua da Misericórdia e o acesso ao "mergulhão" tem até escada rolante que enguiçou há anos. E as linhas do Terminal Alfred Agache sofrendo humilhação no escuro, e não são poucos os motoristas que gostariam que, com um ambiente desses, as linhas de ônibus aí estacionadas migrem para o bairro do Castelo.

Dakota Fanning

Não é meu forte curtir mulheres bem mais novas, mas não dá para negar que Dakota Fanning é de uma beleza surpreendente. Simplesmente lindíssima. E isso é só o começo, pois ela só tem 15 anos de idade.

Filosofia da casa


"Já não está aqui quem não estava". (Alexandre Figueiredo)

A "ditabranda" de Paulo César Araújo


Mês passado o editorial da Folha de São Paulo afirmando que a ditadura brasileira foi "suave" através do neologismo "ditabranda", irritou muita gente.

Mas, no ramo do entretenimento, fato semelhante aconteceu em relação à música brega, beneficiada por outra distorção "revisionista" cuja gravidade muita gente não percebeu.

Em 2001, Paulo César Araújo, historiador de pouco crédito, passou a ser o queridinho da mídia gorda quando afirmou, no livro Eu não sou cachorro, não, que os ídolos bregas foram "vítimas" da ditadura, enquanto a MPB autêntica - que PC Araújo chama pejorativamente de "MPBzona" - teria se "beneficiado" com os anos de chumbo.

A distorção, como se sabe, não chegou a aliviar a má imagem da ditadura, mas, no melhor estilo Chavez (o personagem cômico, não o presidente venezuelano), do bordão "Foi sem querer, querendo", Araújo, mesmo "admitindo" que os ídolos cafonas eram despolitizados, insistiu numa "militância" política que, segundo o historiador, estava "implícita" nas músicas desses ídolos. Num dos trechos do livro, Araújo chegou a fazer uma impensável comparação entre a música "Eu não sou cachorro, não", sucesso de Waldick Soriano, com a canção "Opinião", de Zé Keti, tema da peça do mesmo nome encenada em 1964.

A tese conspiratória, de crédito duvidoso mas verossímil, funcionou por tocar tanto no sentimentalismo do grande público quanto aos interesses da grande mídia na exploração da música brega e seus derivados. Afinal, são ídolos como Waldick Soriano e Odair José os ancestrais dos atuais ídolos "populares" de hoje, como Alexandre Pires, Ivete Sangalo, É O Tchan, Zezé Di Camargo & Luciano, Banda Calypso e DJ Marlboro, todos de uma forma ou de outra seguidores da cartilha brega.

Desse modo, o brega antigo ajudou o brega contemporâneo a perpetuar seu sucesso e a mesma campanha de defesa de Waldick Soriano se vê, com semelhança fiel, nas campanhas de defesa do "funk carioca" e dos ídolos breganejos como Zezé Di Camargo & Luciano e Daniel.

Só que a tese de Paulo César Araújo, até pelo apoio escancarado da mídia gorda, e por alguns fatores históricos não reconhecidos pelo autor, estranham bastante. Afinal, a música brega tornou-se popular não porque desafiava a ditadura militar. É estranho que, com o AI-5, a música brega automaticamente seja jogada ao sucesso popular assim de bandeja.

Pelo contrário, a música brega passou a ser mais difundida pelas emissoras de rádio ligadas a lideranças coronelistas do interior do país e seus aliados de São Paulo. A historiografia da música brasileira enfoca apenas os grandes centros, e não reconhece que muito do sucesso de Waldick Soriano & companhia se deve muito aos "coronéis". A ideologia brega tem muito do conformismo social que a direita deseja do povo.

E, finalmente, os ídolos cafonas - que só foram censurados por pecados menores - estavam completamente ausentes de toda e qualquer campanha pela redemocratização do Brasil.

Jazz e Standards


As gerações mais recentes não viveram a fase áurea do jazz e, acostumadas com o ecletismo musical, confundem as coisas.

Assim, imaginam que música caribenha instrumental, Bossa Nova, Standards e jazz são a mesma coisa. Para elas, é tudo jazz. Além disso, elas confundem jazz clássico com jazz fusion, o que poderia exigir muita paciência para um especialista de jazz explicar o gênero para a rapaziada que só conhece jazz pelos sucessos mais manjados de Ella Fitzgerald, Louis Armstrong (aliás através de uma balada, "What a Wonderful World", e não do repertório jazzístico) e Sarah Vaughan, para não dizer dos elementos jazzísticos dos sucessos de Frank Sinatra (que só foi cantor de jazz no distante começo de carreira como crooner de uma big band).

Mas não são somente os mais jovens que confundem as coisas. Há, entre os adultos, até mesmo os cinquentões, uma enorme confusão a respeito do jazz. Os mais granfinos, sobretudo, acham que tudo que envolver orquestra de metais, homens vestidos de black tie e um certo ar pomposo e chique, é considerado "jazz". Pura incoerência com a origem bem popular do estilo.

A confusão mais comum envolve o jazz e os standards, que é a música popular norte-americana. Só por esta envolver elementos do jazz, não significa que ela seja o estilo propriamente dito. Como no pop dançante de Michael Jackson, que adota elementos de rock (como em "Beat it" e "Black And White"), e não é rock. Até porque o aproveitamento parcial de elementos de um estilo não indica de modo algum a identificação com ele como um todo.

Os standards, aliás, são herdeiros da fusão do Dixieland (jazz tocado pelos brancos na década de 1920) com a música das peças da Broadway, avenida dos teatros de Nova York, acrescidos também dos elementos da música orquestrada "ligeira", que era uma variante da música clássica em composições curtas e acessíveis, antecessora do musak.

Os standards foram a trilha-sonora da fase áurea de Hollywood, e não é preciso detalhar seus principais compositores, como Cole Porter, Rodgers & Hammerstein, Irving Berlin, os irmãos Gershwin etc.. Alguns deles originários da Broadway.

No período 1920-1935, o jazz era considerado uma música das classes populares, situação que mudou muito na década seguinte, quando a Era do Swing dava lugar à Era do Be-Bop. O jazz, para sobreviver à exploração comercial de Hollywood (que com seu standard sugava algum elemento original do jazz), tornou-se mais sofisticado. Até ser, no mainstream, substituído pela Era do Rock

Recentemente, o rock também perde sua força no mainstream e aos poucos passa o bastão para o pop eclético atual.