quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Reflexões para 2010



Se não fossem os erros da humanidade, como a poluição ambiental, a falta de higiene, a ganância financeira, o descaso político, a corrupção e outros equívocos, certamente muitas pessoas não seriam condenadas ao infortúnio e à infelicidade.

Que Deus ajude as pessoas sofridas de nosso planeta e que todos nós possamos ter um Ano Novo mais justo e edificante.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ANA PAULA ARAÚJO EQUILIBRA CHARME E SENSUALIDADE




A bela jornalista da Rede Globo, Ana Paula Araújo, que, para "variar", é casada, é também sócia do clube das mulheres que vestem camisa abotoada para dentro da calça, coisa que vemos até nas musas juvenis estrangeiras, mas que as brasileiras "normais" e, sobretudo, solteiras, se recusam a vestir.

Principalmente a Priscila Pires, que se diz jornalista, e no entanto não apela para esse equilíbrio de charme e sensualidade que vemos em mulheres como Ana Paula Araújo. As boazudas, infelizmente, apelam para mostrar as formas físicas de maneira exagerada, aliás elas são tão exageradas que perdem a graça.

Mas também elas perdem a oportunidade de se vestirem bem, apelando para o uso sem contexto de blusas do tipo "top", até mesmo em dias de inverno bem frio.

NÃO SOMOS MORALISTAS


A AVENIDA RIO BRANCO, EM 1905, NO RIO DE JANEIRO, QUANDO ERA CHAMADA AVENIDA CENTRAL. A SOCIEDADE DA ÉPOCA ERA DIFERENTE DA SOCIEDADE ATUAL.

Os defensores do "funk carioca" (FAVELA BASS) e do porno-pagode baiano sempre acusam as pessoas que reprovam estes ritmos da Música de Cabresto Brasileira de "moralistas".

Rodrigo Faour, Fernanda Abreu e Bia Abramo, entre outros, escreveram que a rejeição do "funk carioca" é a mesma que o samba e o maxixe sofreram há mais de 100 anos e que esta rejeição é fruto de um sentimento brutalmente moralista, como se via nas altas sociedades do Brasil da República Velha.

Essa argumentação também foi feita pelo sociólogo baiano Milton Moura diante da rejeição sofrida pelo porno-pagode puxado por grupos como É O Tchan, Companhia do Pagode, Gang do Samba, Harmonia do Samba e, mais tarde, por Psirico, Parangolé, Guig Guetto, Saiddy Bamba etc.

Só que essa argumentação é pura desculpa para que ritmos gratuitamente grotescos prevaleçam no sucesso popular e mesmo na invasão de redutos da MPB autêntica.

É evidente que nós não rejeitamos o "funk" e o "porno-pagode" por moralismo. Moralmente, somos muito mais abertos que a alta sociedade dos idos do século XIX e começo do século XX. Mas como rejeitamos a imbecilização e a pornografia gratuita e grotesca - em muitos aspectos, típica de sociedades pré-históricas - manifesta nestes ritmos, somos xingados de tudo: "preconceituosos", "elitistas", "moralistas" e outros adjetivos lamentáveis.

Em primeiro lugar, a alta sociedade do passado remoto tinha tanto preconceito moral que bastava uma jovem moça sair à noite sozinha para ela ser considerada "promíscua". Ou bastasse ela tirar os sapatos e meias e mergulhar os pezinhos na água do mar para ela ser considerada pornográfica.

Em segundo lugar, o horror que a alta sociedade tinha do samba, do maxixe, do maracatu e outros ritmos não deve ser comparada com a rejeição que temos hoje de nomes como Psirico, É O Tchan, MC Créu e Gaiola das Popozudas. Até porque as insinuações sexuais do samba, maxixe e similares não se sobressaíam à música, que era inteligente e de qualidade, e não eram tão explícitas nem grossas como nos dias de hoje.

Se observarmos o "funk carioca" (FAVELA BASS) e o porno-pagode, vemos que o aspecto musical é o de menos. O pagodeiro baiano está mais preocupado em enrolar a plateia e rebolar feito um andrógino, e, quando mostra suas "músicas", a temática não vai além de bobagens do tipo "o bicho vai pegar", "a cobra vai fumar", "a casa vai cair", isso quando não faz balbuciações idiotas como "uisminoufay, bonks bonks bom". O funqueiro já é uma aberração de uns MC's, com ou sem dançarinas, vociferando qualquer bobagem num "canto" que parodia cantiga de roda. Isso apoiado por uma batida, seja a do "pum", seja o "tamborzão", e uns efeitos sonoros tolos, que em nada indicam musicalidade.

Por isso não dá para comparar uma coisa ou outra. A sociedade mudou. Os defensores do brega-popularesco é que mais parecem os velhos barões da República Velha, horrorizados quando o povo rompe os limites de sua burrice, de sua estupidez sorridente.

As elites querem que o povo faça sempre o papel alegre dos macaquinhos de realejo, dóceis e servis. Os velhos barões da República Velha, revoltados com o fim da escravidão, não queriam que o povo virasse gente e buscasse educação, emprego digno e qualidade de vida. A burguesia "moderninha" de hoje, alimentada pelos conchavos da grande mídia e do fisiologismo político, tem medo que o povo volte a fazer música de qualidade com altivez e energia, tem medo que um novo Ataulfo Alves, um novo João do Vale, assuste as elites confortadas nos ricos condomínios. Como tem muito medo de agricultores sem-terra autenticamente pacíficos e necessitados, como tem medo do operariado consciente, como tem medo de ver pobres questionando a miséria da vida.

Por isso é que tem tanta defesa a esses ritmos da bunda music carioca ou baiana. É porque esses defensores, protegendo o moralismo privativo deles, querem que o papel do povo pobre seja sempre a de idiotas sorridentes rebolando demais por coisa nenhuma.

Quanta pretensão, Belo!!!!


Quanta cara-de-pau. Quanto pretensiosismo.

Belo, em entrevista recente, disse que além de gravar covers de Roberto Carlos - até aí nada de mais - , pedirá para Caetano Veloso e Gilberto Gil escreverem músicas inéditas para o sambrega cantar.

É muita pretensão para um cantor brega no auge do sucesso comercial. O que não irá acrescentar coisa alguma à música brasileira. Pelo contrário, só vai fazê-la afundar cada vez mais.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O que fazia Renata Vasconcellos aos 31 anos?


Bom, Renata Vasconcellos, aos 31 anos - hoje ela tem 37, fará 38 no ano que vem - , vivia com o marido (um sisudo consultor empresarial) e os filhos e apresentava e, eventualmente, fazia reportagens para o programa Bom Dia Brasil.

A mesma coisa que faz hoje. E nessa época Renata não se preocupava com opinião de mamãezinha e irmãozinho para coisa alguma que ela fizesse na vida.

Enchente na Av. Brasil, no Rio de Janeiro


No temporal de ontem no Rio de Janeiro, até a Av. Brasil ficou alagada, parecendo um verdadeiro rio. Rio de Dezembro, melhor dizendo. O temporal atingiu toda a cidade, e um menino que brincava perto de casa, no bairro da Piedade (região do Méier), morreu afogado por ondas jogadas pelos ônibus em trânsito, na Rua Clarimundo de Melo.

Isso é que dá tantos anos de poluição no mundo inteiro, com derrubadas de árvores, queimadas de arbustos e matos, especulação imobiliária, despejo de sujeira no ar e na água, caça predatória de animais (que causam estragos no ecossistema).

Está aí o efeito estufa, para não deixar mentir. E agora no fim de ano tem trovoada dias seguidos no Rio de Janeiro (e em São Paulo e Belo Horizonte também), e tornado e furacão no Sul do país.

E, pasmem vocês, até pouco tempo atrás preocupar-se com a Ecologia era visto como coisa de idiota. Havia gente que falava-se até em "ecochatos". Dizia-se que a militância ecológica era coisa de politicamente correto, e que o legal é botar fogo no matagal para "limpar terreno" para um grande edifício.

Está aí o preço desse comportamento boçal da rapaziada "consciente" citada no parágrafo anterior.

A MAIOR TEORIA CONSPIRATÓRIA DO BRASIL FOI UM LIVRO


No Brasil mergulhado no politicamente correto, um livro cheio de teses discutíveis seduziu os brasileiros, tocando no sentimentalismo presente até mesmo em alguns intelectuais.

Poucos sabem, mas a maior teoria conspiratória existente no Brasil não está publicada necessariamente na Internet - pelo menos que eu saiba, a obra completa - , mas em livro. Considera-se uma teoria conspiratória quando uma ideia aparentemente diferente não encontra sentido totalmente pertinente na realidade.

Pois a grande teoria conspiratória do escritor Paulo César Araújo, escrita no livro Eu Não Sou Cachorro Não (Record: 2001), que fala sobre a música brega dos anos 70, não só conseguiu pegar desprevenida muita gente como virou a própria "verdade oficial" da música brasileira. Tudo porque, nesta tese discutível, Araújo promoveu a fama de "coitadinhos" dos ídolos bregas, que durante muito tempo integraram o establishment da grande mídia brasileira durante a ditadura militar.

Esta tese consiste em promover os ídolos bregas como se eles tivessem sido "cantores de protesto" nos chamados "anos de chumbo" (no caso entre 1968 e 1978). A retórica do esperto Paulo César Araújo, presente em boa parte do livro, consiste em trabalhar como "certeza" uma suposta associação entre as letras de frustrações amorosas dos ídolos cafonas com o pretenso sentido de protesto "oculto" nelas.

Duas passagens exemplificam o truque discursivo de PC Araújo. Uma dá conta de uma "pesquisa estudantil" de universitários da PUC de Belo Horizonte, em 1972, que "concluiu" que, só porque os trabalhadores usavam a música "Eu Não Sou Cachorro, Não", sucesso de Waldick Soriano, como desabafo para suas situações de vida miserável, a música seria "na verdade" uma "canção de protesto".

O discurso de Paulo César Araújo não indica que a tese da "música de protesto" seja verdadeira e nem sua abordagem é objetiva, mas seduziu muita gente. Notem o nível de persuasão desta retórica:

"Aparentemente, o bolero de Waldick Soriano é apenas mais uma daquelas ingênuas canções de dor-de-cotovelo que costumam freqüentar a programação das emissoras de rádio, mas que um refrão de tão forte apelo popular como 'Eu não sou cachorro não / para viver tão humilhado" não poderia estar sendo endereçado ao patrão, à patroa, ao gerente, ao policial, enfim, aos representantes imediatos da opressão vivida pelo público ouvinte desta música?"

Outra passagem é quando Paulo César Araújo tenta, de maneira bem tendenciosa, associar a tese de "protesto" da música de Waldick, à música "Opinião", de Zé Kéti, cujo famoso trecho diz o seguinte: "Podem me prender / Podem me bater / Podem, até deixar-me sem comer / Que eu não mudo de opinião / Daqui do morro / Eu não saio, não".

Só que nada tem a ver a contundência explícita da letra do sambista Zé Kéti com o débil lamento amoroso de Waldick Soriano. Além disso, pouco importa se a música foi usada pelo povo para se queixar da polícia, do patrão, dos generais ou coisa parecida, a música originalmente foi tão somente sobre desilusões amorosas, naquela temática patética da música brega.

No entanto, Paulo César Araújo conseguiu vencer tocando no sentimentalismo fácil. No fundo, Araújo produziu um melodrama travestido em historiografia. A classe média alta precisava de um livro desses para disfarçar o complexo de culpa burguês com mais um paternalismo ao povo pobre que, ingenuamente, consumiu um tipo de música que foi difundido pela mídia que apoiava a ditadura militar. E, sobretudo, pela grande mídia regional, afinal grande mídia não existe somente no corredor Projac/Jardim Botânico nem na Av. Paulista.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Renata Vasconcellos: Quanta diferença, diante da Priscila Pires


Oh, isso dói. Isso dói. Isso dói.

"Oh, dia, oh, céus", dizia em 1961 a hiena Hardy Ha Ha, no famoso desenho animado.

Pois quanta diferença faz uma mulher classuda, geralmente comprometida, com uma mulher vulgar, que está "solteira" à procura de um "cara bem legal".

Fiquei vendo, enquanto fazia minha refeição noturna, a Renata Vasconcellos sendo entrevistada por Fausto Silva - sim, meus pais veem o Domingão do Faustão - e, em que pese algumas posturas dela quanto, por exemplo, as Olimpíadas de 2016 no Rio, ela é de uma inteligência indiscutível, de uma voz lindíssima, tal como ela é no conjunto da obra, belissimamente bela, e como ela sabe falar de diversos assuntos com segurança, desenvoltura e charme. E ela ainda mostrava um vestido lindo, que mostrava as pernas sem apelar para o vulgar.

Fui comparar, logo depois, com a entrevista de Priscila Pires no mesmo programa, em uma gravação de arquivo publicada no YouTube. Nossa, que horror! Priscila tem até uma fala articulada, mas tem fala de dondoca e voz de fanha, e sabemos que ela não é charmosa e, mesmo sendo jornalista, não demonstrou a inteligência necessária para sua profissão.

Pior: como vemos uns tópicos abaixo, ela ainda veste roupas vulgares, compensando com o corpo o que lhe falta na mente, e tudo que ela fez conforme os sites de celebridades noticiaram se limitou apenas a noitadas com DJs famosos ou ensaios de escola de samba (atividade que nada tem de vulgar, mas tornou-se o "refúgio" de boazudas contra sua natural efemeridade na fama).

Não se viu Priscila Pires falando de política, nem lendo livros de ensaios de Umberto Eco, nem indo a eventos de artes plásticas, nem falando de movimentos culturais bacanas e nem sequer mostrando a vida das cidades sem se lembrar das impagáveis "noitadas".

E a ex-BBB ainda fez coisas tenebrosas, de causar mal-estar, como ir a "bailes funk", assistir aos horripilantes Aviões do Forró, ir a apresentações de axé-music (ou melhor, arghxé music) e vestir roupas vulgares.

Renata Vasconcellos é casada. Priscila Pires, não.

Snif!

PREVISÃO: UNIFORMIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS VAI ACABAR!!







TODAS ESSAS FOTOS PODEM SER COISA DO PASSADO, EM RELAÇÃO À UNIFORMIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS NAS CIDADES BRASILEIRAS.

Acredite se quiser. Dentro de pelo menos cinco anos, essas fotos corresponderão ao passado.

E não é por causa dos ônibus em si, que serão vendidos para a renovação das frotas.

É porque a uniformização visual dos ônibus simplesmente será uma medida em extinção.

Essa previsão vai contra os interesses de tecnocratas do transporte coletivo, de governantes e até de determinados empresários de ônibus, e mesmo por busólogos simpatizantes.

Todos me dirão que estou louco, equivocado, burro, entre outros adjetivos nada agradáveis.

Mas, vendo a rejeição maciça que o projeto de uniformização visual dos ônibus cariocas, dá para perceber que a tendência de pintar os ônibus com as cores unificadas quanto a trajeto ou tipo de ônibus, provou ser ineficaz, não resolvendo concretamente os problemas do transporte coletivo, sendo apenas uma propaganda das autoridades municipais.

Por isso, dentro de no mínimo cinco anos (dependendo da pressão popular, talvez até menos), a diferenciação visual voltará a ter como critério a empresa de ônibus operante, uma medida que sempre deu certo e que, por si só, ajuda pra caramba a atenção dos passageiros, principalmente o povo pobre.

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA (Ingênuo Raggi Parte 4)


Agora, a última parte. Abaixo vocês verão como foi a resposta do sr. Eugênio Raggi.

É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou predominantemente de classe média, universitária etc..

Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".

Primeiro, isso é uma visão elitista, que ganha facilmente o apoio dos veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura popular" ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante. A história de nossa cultura comprova, em dados concretos, que a cultura popular nunca esteve associada ao grotesco. O sambe de roda que os escravos faziam tinha inteligência, espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia brincadeiras maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se vincular à falsa idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente calculado pelos seus empresários.

Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a verdadeira cultura popular. Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick Soriano e Odair José, sejam os grotescos explícitos tipo Banda Calypso
e Tati Quebra-Barraco, sejam os pedantes pseudo-MPB e altamente canastrões tipo Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano e Grupo Revelação, todos eles não passam de pupilos dos executivos da grande mídia, símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..

Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80. Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís. Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.

EUGÊNIO RAGGI: Nenhum comentário foi feito por ele.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Droga. Tremo de medo. Não é que o cara argumenta bem? Meus argumentos tão frágeis perderam a força de continuar a réplica. #$%#$%!!

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA (Ingênuo Raggi Parte 3)


Tivemos a primeira parte, depois a segunda, e agora temos a terceira parte de nossas mensagens subliminares do reacionário Eugênio Raggi, um mineiro que se acha "juiz maior" da cultura brasileira.

AF: símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..

EUGÊNIO RAGGI: Essa linhagem reacionária comanda o Brasil há 500 anos. São os mesmo
que abrigaram, no costado da mídia então estatal, gente como Radamés, Noel, Orlando Silva, Assis Valente, Ary Barroso, Carmen, Emilinha, Marlene, Ataulfo Alves...Pesquise um pouco e vá ver como essa gente (talentosíssima, diga-se) valeu-se de um projeto de cultura de Estado.
Vá ver como Chico, Jobim, Caetano, Pixinguinha (teve até uma novela daGlobo com o nome de sua música) emplacavm seus grandes sucessos nas novelas globais. Leia o levantamento feito por Paulo César Araújo sobre as trilhas das novelas globais e veja o quanto os medalhões da MPB foram beneficiados por este padrão global, apoiado por toda essa gente...Collor, ACM, Sarney...Todos donos de retransmissoras da Globo, que nos anos 60, 70 e 80, no horário nobre, executavam "Luiza"(Jobim), "Carinhoso"(Pixinguinha) ou "Alegria, Alegria" (Caetano).

Para não dizer que isso mudou recentemente, veja quais músicas abrem as 4 principais telenovelas da Globo atualmente: "Desejo Proibido", das 18:00, tem "Desenredo" (Dori e Paulo César Pinheiro) como tema de abertura. "Beleza Pura", às 19:00, tem a canção homônima de Gilberto Gil como tema. "Duas Caras" tem Gonzaguinha pra começar. "Queridos Amigos" tem Milton Nascimento.

Tua teoria conspiratória é uma farsa.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Coitada da grande mídia, que eu finjo odiar mas adoro (eu vejo Domingão do Faustão, vejo SBT, mandei até e-mail para o 'Vrum'), que quer destruir a rica cultura brasileira que faz o povo usufruir dos mesmos valores que nós, a elite sofisticada que vive em Belo Horizonte mas brinca de viver em Ipanema, outrora apreciamos.

Como a gente consumiu Bossa Nova, marchinhas, sambas, serestas etc, comemos muito desse banquete cultural e agora queremos defecar. E você vem associar meus queridos ídolos bregas e pós-bregas a ACM, Sarney e Collor?

Adoro meus ídolos bregas e adoro Collor, ACM e Sarney, mas você vai deixar vasar tudo isso para estragar a festa? Vai vasar uma coisa dessas, para provocar a demissão de quem investe muito dinheiro no sucesso desses ídolos? Vai confundir a mente do povo, quando eu e minha elite já estávamos felizes com o conformismo popular com tudo que está aí?

Tua "teoria conspiratória" é uma "farsa", ou seja, não é nada conspiratória, e por isso eu tenho pavor de sua tese. Eu quis chamar esse pessoal da cultura popular de reacionário só para provocar, mas o reacionário mesmo sou eu.


AF: Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80.

EUGÊNIO RAGGI: Para manipular o povo com músicas ruins e impostas, né? Só falta agora
o megafone com a Internacional Socialista ao fundo pra denunciar pro mundo inteiro esse descalabro.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Para manipular o povo com músicas ruins e impostas, né? Você não sabe que eu sou direitista, reacionário, e o meu anti-comunismo (saudade das passeatas Deus e Liberdade) só falta comparar Waldick Soriano a Deus para comprovar minha tese possuidora da verdade absoluta.

AF: Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís.

EUGÊNIO RAGGI: Se não fosse a democracia, conquistada com muito suor, sangue e lágrimas por essa gente, não teríamos essa diversidade cultural, onde cada um ouve o que quer. Mas gente obtusa feito você acha que o sucesso de belo e Alexandre Pires é um produto de mídia.

Nada disso, meu caro. "É o povo quem comanda o show e assina a direção", não é mesmo Jorge?

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Se não fosse a Revolução de 1964, que restaurou a democracia de nossa gente, conquistada pelas relações entre um povo submisso e trabalhador (gerando a riqueza que minha elite usufrui), não teríamos esse pop comercial brasileiro, onde cada um ouve o que rola no rádio. Mas gente com senso crítico afiado como você acha que o sucesso de Belo e Alexandre Pires é um produto de mídia. Na verdade, é, a Globo não deixa mentir, mas você tinha que espalhar isso, seu covarde?

Pois então, seu pensamento não vale, meu caro. É a mídia que comanda o show, o povo só assina a direção com uma rúbrica qualquer, não é mesmo Jorge Bornhausen?

AF: Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.

EUGÊNIO RAGGI: Roberta Sá é aquela mesma que foi lançada ao público de massa pelo"Fama", aquele programeco da "Globo"? Aquela empresa dos Marinho, dos Sarney, dos Magalhães, dos Collor?

Você é patético.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Roberta Sá não é uma cantora alternativa que entrou num reality show para devolver as melodias perdidas da memória do povo? E olha que eu, pedante e reacionário, quis associar a Roberta Sá à máquina da Globo, quando sabemos que aquela empresa dos Marinho, dos Sarney, dos Magalhães, dos Collor (todos meus mestres) na verdade promovem mesmo é o sucesso de Ivete Sangalo e Cláudia Leitte.

Você me horroriza com seu senso crítico que estraga o equilíbrio do "sistema".

Criminosos passionais: tragédia anunciada?


"HEY JOE", SUCESSO DA BANDA JIMI HENDRIX EXPERIENCE (FOTO), É UM RECADO A UM CRIMINOSO PASSIONAL. TOCADA DE TRÁS PARA FRENTE, A FRASE "HEY JOE" SE TRANSFORMA EM "YOU'RE DEAD".

Ser criminoso passional, no Brasil, é moleza. Sob pretextos supostamente moralistas, em prol da "legítima honra masculina", transforma-se as própria mulher em cadáver, por motivos muito tolos ou fúteis. Depois, o algoz se comporta que nem um carneirinho quando é preso, faz toda uma choradeira de crocodilo nos tribunais e se livra da cadeia numa boa, como se nada tivesse acontecido. Pode circular em qualquer lugar, até sair do país, mas deve evitar lugares onde familiares e amigos da vítima residem ou frequentam, para evitar incidentes desagradáveis. São beneficiários de uma impunidade que tornou-se rotina em todo o país.

Mas o que a turma das mensagens subliminares parece refletir é com relação a certos episódios que podem sugerir um futuro sombrio (ou melhor, nenhum futuro) para essa facção inútil da humanidade, de homens que, sabendo do erro, cometeram crimes cruéis contra pessoas inocentes, e saíram impunes e gozam futilmente dessa impunidade (apesar deles dizerem que sofrem muito).

Três fatores, um relacionado à música, outro à geografia e outro aos nomes próprios pode fazer a machistada sanguinária se arrepiar, diante do sentido subliminar que envolve tais fatores. O que faz sentido, se verificarmos que o machismo vingativo e medieval de certos homens não encontra respaldo na sociedade evoluída de hoje, e não é a impunidade deles em países como o Brasil que os fará transformarem em gentlemen privilegiados do Terceiro Milenio.

Comecemos pelo primeiro deles, relacionado aos nomes próprios, e depois vamos para os seguintes:

1) Dois criminosos passionais da geração sênior, Doca Street e Pimenta Neves, são na verdade xarás de dois cantores brasileiros já falecidos, respectivamente Raul Seixas e Antônio Marcos. Doca, aliás, tem uma ironia sombria: o prenome Raul de um homem que matou a ex-pantera Ângela Diniz (como ela foi conhecida, a "Pantera de Minas"). Pois a primeira banda de Raul Seixas foi RAULZITO E OS PANTERAS. Uma música desse grupo, "Você Ainda Pode Sonhar", versão de "Lucy In The Sky With Diamonds", dos Beatles, Raul Seixas parece cantar suavemente feito um anjo, pouco depois de trinta segundos da música tocada de trás para frente (e que, no sentido normal, corresponde aos últimos versos antes do refrão final): "Vem-te, Doca, comigo, sua astronave passa". O próprio Raul Seixas, na letra de SOS, de 1975, havia pedido para o "moço" do disco voador (ou astronave) levar o próprio cantor para "onde você (o "moço", ou melhor, o extraterrestre) for".

2) O mais famoso crime passional ocorrido no país nas últimas décadas, o de Doca Street contra a socialite Ângela Diniz, ocorreu no então distrito de Cabo Frio, Armação dos Búzios. Buzios, como o distrito também é conhecido, se avizinhava com o distrito de Casimiro de Abreu, Barra de São João.

Sabemos que José Marques Casimiro de Abreu (1837-1860) foi um dos maiores poetas do movimento ultraromântico brasileiro. E os poetas ultraromânticos eram meio que nerds, no sentido de que viviam uma vida pacata, eram joviais, solitários e tristes. É o perfil extremamente oposto do de Doca Street, que simbolizava o machista vitorioso, garanhão, que não aceita derrotas nem desilusões.

Com a transformação tanto de Búzios quanto de Barra de São João em municípios, nos anos 90, a vizinhança de ambos não terminou. E, por ironia, o corpo de Casimiro de Abreu está enterrado não na cidade deste nome, mas em Barra de São João, que fica a meia-hora de Búzios.

O crime contra Ângela Diniz ocorreu em 28 de dezembro, uma semana antes do aniversário de nascimento do poeta ultraromântico, em 04 de janeiro. No artigo em sua homenagem, Otto Lara Rezende, mineiro como Ângela e falecido em outro 28 de dezembro, em 1992, mesmo dia que outra jovem assassinada, Daniella Perez, foi morta (não por seu marido, que era aliás gente muito boa, mas por um outro ator que dizia admirá-la), evocou aspectos típicos da poesia de Casimiro, como a saudade dos tempos de infância. Está no capítulo "O voo interrompido", do livro O Príncipe e o Sabiá, coletânea de crônicas.

3) HEY JOE - A música "Hey Joe", cuja letra é destinada a um criminoso passional que fugiu para o México, é dotada de muitos aspectos sombrios. Seu compositor, o cantor Billy Roberts, ficou inválido por conta de um grave acidente de carro.

Mas a trágica ironia por conta da música está por conta da banda que tornou a canção famosa, The Jimi Hendrix Experience. Hoje, todos os seus integrantes - o guitarrista Jimi Hendrix, o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell - e o produtor e empresário da banda, o também músico Chaz Chandler (que integrou os Animals), estão mortos.

Numa mensagem subliminar tipo "virundum", uma passagem de "Hey Joe", "Yes I did, I shor her" ("Sim, matei ela") parece dizer "E essa vida chata?", sugerindo a situação de Joe, depois do crime cometido.

Invertendo a faixa como se tocasse de trás para frente (no vinil seria tocá-lo no sentido anti-horário), por volta de 1 minuto e 15 segundos da música, Jimi Hendrix parece cantar "What've done for you? What you'd for death on your own?" (traduzindo: "O que você fez consigo mesmo? Porque buscou a morte para si mesmo?"). O próprio título da música, "Hey Joe", tocado de trás para frente, diz "You're Dead" ("Você está morto").

Não bastasse isso, o último verso da versão de "Hey Joe" pelo grupo O Rappa, ainda que adotasse um tema diferente do original, diz claramente: "Também morre quem atira".

Uma outra música da época do sucesso do Jimi Hendrix Experience, o derradeiro sucesso do soulman Otis Redding, se intitulou "Dock of The Bay" ("Doca da Baía"), daquele mesmo ano de 1967 em que Otis morreu. Em 1994, o similar baiano de Doca Street (ou seja, o "Doca da Bahia"), o empresário Otto Willy Jordan (que havia matado sua esposa em 1989), morreu em um desastre aéreo, a mesma causa da morte de Otis Redding.

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Não teria sido melhor que os criminosos passionais tivessem sido presos em regime fechado?

Inocentes...ou Ingênuos?


Dizia o nosso saudoso Agenor que os nossos heróis faleceram vítimas de overdose.

Ele tem razão, mas os heróis recentes do nosso país passaram mesmo a frequentar as festas do grand monde.

No especial de bandas da retrospectiva do programa Acesso MTV - cujos destaques são as super-gracinhas Kika Martinez e Sofia Reis - , o grupo punk Inocentes ironizou a atitude de Dinho Ouro Preto em se apresentar com seu Capital Inicial em eventos que envolvem ídolos popularescos. Mas, logo em seguida, o grupo tocou uma música do hoje esquecido grupo carioca Sex Noise, "Franzino Costela". Aparentemente, tudo bem, ninguém se lembra do Sex Noise e o pessoal acha tudo natural.

Só que o Sex Noise fez parte daquela leva de bandas puxadas tanto pelo sucesso dos Raimundos quanto pelo meteórico sucesso dos Mamonas Assassinas e que infestou as paradas da década de 90, sobretudo nas "rádios rock" 89 FM e Rádio Cidade, a primeira no auge da grande mídia, a outra na sua tentativa de nos convencer que era a "rádio mais rock do RJ" (nunca foi, nem estado de espírito roqueiro tinha).

Eram Virgulóides, Osteobaldo, Fincabaute, Sex Noise, Poindexter, Velhas Virgens, Maria do Relento, Baba Cósmica e outras porcarias que queimaram tanto o rock brasileiro que fizeram a juventude mergulhar para o brega-popularesco que os antigos roqueiros dos anos 80 tanto tentaram criticar. Essas bandas, que se autoproclamavam "hardcore com humor" (eu denominava pejorativamente de "rardicór" ou "cocoricore"), eram os embriões das bandas emo. Raimundos, por exemplo, é uma espécie de Stooges para a geração emo.

Pois agora, com João Gordo entrevistando até Chitãozinho & Xororó, que ganhou de graça uma canja do Andreas Kisser, Clemente e sua banda tocarem uma música de banda proto-emo, agora qual será a próxima? Dado Villa-Lobos tocando no novo disco de Vítor & Léo? Este é o país dos dólares na cueca ou na meia.

Aí, ai, tenho que aprimorar meus estudos de inglês.

PRISCILA PIRES DE SHORTINHO - BAH!!!


Mulheres que não tem coisa alguma na cabeça mostram demais o corpo, em vez de guardar as formas físicas para situações mais específicas.

Se bem que essas boazudas têm um corpo exagerado que já nem formoso é. Todas elas acabam virando a forma feminina do "bundão", e dá para se ver que elas nada têm a nos dizer. Não é preconceito (estou cansado dessa palavra), não é moralismo e eu não sou machista.

Pior é que são essas tolas que sobram esperando algum "cara legal" para se casar com elas. Estou fora!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Quem disse que é inverno no Natal brasileiro?


Não seria hora de adaptarmos todo o marketing natalino e pensarmos o Natal mais no seu sentido social do que no sentido comercial?

Boas Festas, pessoal!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Acordo MEC-USAID perdeu de fazer seu CPC


BREGA UNIVERSITÁRIO: Agora tem o brega universitário propriamente dito, com o cantor Dário Jeans, da "Melô do Fusquinha".

Estou convencido de que os artífices do acordo MEC-USAID, que quiseram adaptar o ensino superior para os moldes neoliberais da ditadura militar, perderam uma boa oportunidade de fazer sua resposta ao Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, naqueles idos de 1965.

Se a ditadura militar tivesse feito seu CPC, já teríamos o horrendo brega universitário que hoje contamina as paradas de sucesso, as rádios e até o YouTube. O poder latifundiário até realizou sua resposta ao CPC, jogando Waldick Soriano, Nelson Ned e outros nas rádios, semeando uma "cultura popular" de moldes conservadores e que hoje, infelizmente, começa a soterrar a MPB autêntica. Mas a medida foi informal e gradual, não constituindo numa versão direitista pra valer dos CPC's da UNE.

Não bastassem os bregas enrustidos, como o "sertanejo universitário", o "pagode universitário" e o "forró-calcinha universitário", como também não bastasse o "arrocha universitário", agora temos o "brega universitário" propriamente dito, através do infame Dário Jeans, e sua "Melô do Fusquinha" (cujo clipe tem direito até a boazuda jeca em posição de "quatro").

Mas, no país cuja juventude foi comprovada até estatisticamente que é conservadora e alienada, e que há universitários que preferem cair na farra a construir um Brasil melhor, tais tolices prevalecem enquanto as autoridades negociam barganhas eleitorais ou enfiam os dólares sujos nas meias e cuecas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Renata Capucci põe a camisa pra dentro em pleno calor






A deliciosa gatona, a jornalista da Rede Globo Renata Capucci - que, no entanto, é comprometidíssima - , é lindíssima até depois de dizer chega, é muito charmosa e simpática, e aqui ela não se envergonha de vestir uma camisa para dentro da calça, e tanto a camisa quanto a calça são fresquinhos, não sacrificam o corpo nesse clima de verão.

Priscila Pires se diz jornalista, mas duvido que ela vá vestir uma roupa discreta dessas num dia de intenso calor. E olha que Renata Capucci é bem mais quente, como mulher, do que a ex-BBB, que é um ícone da vulgaridade gratuita e enjoada.

A falsa MPB da indústria fonográfica


CDS PIRATAS INFLUÍRAM NO CRESCIMENTO DA MÚSICA POPULARESCA

As pessoas não prestam atenção às coisas. Até parece que o fenômeno da memória curta, do fácil esquecimento dos brasileiros, soa como um patrimônio cultural para o país.

Há 20 anos, vários estilos derivados da música brega, alguns "lapidados" por elementos que a indústria fonográfica extraiu da MPB pasteurizada anos antes - como, por exemplo, a produção luxuosa e as capas chiques-reflexivas de seus cantores - , lançaram ídolos claramente influenciados por José Augusto, Sullivan & Massadas, Wando, Waldick Soriano, Gretchen, Odair José e outros.

São falsas duplas sertanejas que apenas reproduzem o som dos Bee Gees num arremedo de moda de viola. São falsos sambistas que apenas imitam o som do Lionel Richie num arremedo de samba. São axezeiros que fazem uma diluição brega do Tropicalismo. São funqueiros que deturpam as lições de Afrika Bambataa com o máximo de cafonice possível, até mesmo no chamado "funk de raiz".

Esse universo da música brega-popularesca - que segue os valores da música brega original com um apelo popularesco bem maior - , que não tem compromisso com a qualidade artística nem com a inteligência, tornou-se dominante no establishment musical brasileiro. De tal forma que hoje corresponde à forma brasileira do hit-parade dos EUA.

O crescimento dessa música brega-popularesca - que não corresponde genuinamente à expressão cultural dos povos pobres, mas de parte de indivíduos pobres ou de classe média recrutados ou apadrinhados por produtores ou empresários - foi favorecido tanto pela politicagem de rádios e TVs durante o governo José Sarney, que fez multiplicar a incompetência comunicativa da maioria esmagadora das emissoras FM do país, quanto pelo crescimento do comércio clandestino de discos, que ajudou, mesmo a contragosto dos próprios ídolos popularescos (que não viam a cor do dinheiro), no crescimento de sua popularidade, já que no mercado oficial, dos anos 90, os medalhões da MPB autêntica ainda exerciam grande influência no mercado das grandes capitais.

Mas passaram os anos e a MPB autêntica praticamente debandou num êxodo em relação às grandes gravadoras multinacionais. E o que restou para as grandes gravadoras foi trabalhar com ídolos neo-bregas veteranos - como Leonardo, Daniel, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo& Luciano, Ivete Sangalo, Chitãozinho & Xororó, Exaltasamba, Belo etc - como se fossem "artistas de MPB".

Esse processo de falsificação toma como modelo exatamente as regras pasteurizantes da indústria sobre a MPB, que fez quase todos os cantores de MPB autêntica saírem das grandes gravadoras, indo para selos como Biscoito Fino e Trama, que oferecem maior liberdade artística.

Os ídolos neo-bregas, submissos às tendências do momento - só para se ter uma ideia, Chitãozinho & Xororó, por exemplo, pode gravar um disco "texano", de a moda for gravar country em português, ou então gravar um pastiche de Clube da Esquina, ou então uma caricatura de boleros e mariachis, conforme for a onda do momento - , são então beneficiados por uma recauchutagem visual, vestindo até roupas de grife, enquanto os aspectos técnicos, relacionados tanto às gravações de discos quanto às apresentações ao vivo, ganham uma renovação tecnológica de ponta.

Os ídolos neo-bregas foram premiados pelo sucesso comercial de anos sucessivos, que chegou a se dar mais pela exposição de mídia, ironicamente impulsionados pelo mercado pirata. Ou seja, se o mercado clandestino de venda de discos prejudicou alguém, foram os grandes nomes da MPB autêntica, que tinham discos vendidos mais caros no mercado legal, e foram deixados para trás tanto pelos discos dos ídolos popularescos no mercado oficial quanto por esses mesmos discos popularescos no mercado pirata.

O povo pobre que poderia comprar um disco do Milton Nascimento não pôde fazê-lo pelo preço caro e acabava sendo persuadido pela mídia a comprar o disco do Leonardo ou do Daniel no mercado oficial, mas depois vê os mesmos títulos em versão pirata com preço mais barato e compram. Daí o crescimento astronômico do sucesso comercial dos ídolos neo-bregas.

Aí essa premiação garantiu aos ídolos neo-bregas contar com assessores, divulgadores, estagiários, que agora patrulham desde comunidades do Orkut até fóruns virtuais sobre música, numa campanha reacionária que não dispensa comentários ofensivos e violentos. Houve casos de defensores da dupla Zezé Di Camargo & Luciano que invadiam até páginas de recados de gente que participava de comunidades contrárias à dupla. Tudo para tentar calar, à força de mensagens violentas, aqueles que não são obrigados a gostar da dupla.

Por isso é que toda a campanha de extinguir a MPB autêntica e transferir o rótulo "MPB" para os neo-bregas é uma atitude que exige nosso alerta. É o patrimônio cultural brasileiro que está em risco, é nossa rica cultura que será empastelada por diluidores que só de forma tendenciosa se lembram dos antigos clássicos de nossa música.

A pseudo-MPB representada por axezeiros, breganejos, sambregas, funqueiros etc usa de todo tipo de recurso, até politicagem, para atingir o domínio absoluto da sociedade brasileira. Invadem até mesmo eventos-tributo aos mestres da MPB.

Esses ídolos popularescos já fazem parte do poder dominante da grande mídia, mas tentam dizer o contrário. Construíram suas carreiras com jabaculê (espécie de "mensalão" para a mídia) e agora negam essa prática. E nos acusam de "preconceituosos", "invejosos", "elitistas", "moralistas", só porque contestamos a escalada deles ao poder mais absolutista sobre nossa cultura. Se julgam o novo, mas são a podridão brega sob o verniz do "moderno". Não possuem qualidade artística, nem estética, mas a cara-de-pau dos seus defensores exige que esqueçamos qualquer estética, qualquer ética, qualquer critério artístico.

Com isso, a Música Popular Brasileira corre o risco de se tornar um fenômeno qualquer nota, cujo único mérito é lotar rodeios, micaretas, "bailes funk" e auditórios de TV. Mas, como música brasileira, não tem valor algum, e não adianta insistir o contrário.

Jornalismo da Rede Globo tem sósia da Cecília Meirelles


Poucos notaram, acho até que ninguém jamais notou, mas a repórter da Rede Globo no Rio de Janeiro, a bela Bette Lucchese, é parecida com a saudosa poetisa Cecília Meirelles, um dos nomes da geração de 1945. Vale lembrar que Cecília também foi uma linda mulher.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Morreu Lincoln Gordon, diplomata que colaborou com o Golpe de 1964


O diplomata e economista Lincoln Gordon, que foi embaixador dos EUA no Brasil entre 1961 e 1966, morreu aos 96 anos em Washington, na casa de repouso Collington, no bairro de Mitchellville, onde vivia desde 2007.

Gordon, em suas entrevistas, negou ter colaborado com o golpe militar de 1964, no Brasil, mas tudo leva a crer que ele colaborou, sim, vide a campanha intensa e desesperada de setores conservadores da sociedade em derrubar o governo de João Goulart, acusado de envolvimento com o comunismo. Falava-se até na intervenção militar dos EUA, chamada Operação Brother Sam, caso os janguistas reagissem com força ao golpe.

Aliás, nos anos 60 o movimento estudantil ironizava a atuação de Lincoln Gordon, gritando "chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente!", criticando os esforços dele e dos EUA pela implantação de políticas conservadoras junto aos militares brasileiros que estavam no poder.

Doutor pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e professor da Harvard, nos EUA, Gordon teve que admitir, no entanto, que articulava esforços para a Operação Brother Sam. Também atuou no projeto Aliança para o Progresso que foi lançado por John Kennedy e escreveu vários livros.

Defensores do "funk carioca" dizem que nunca praticaram jabaculê


Defensores do "funk carioca" (FAVELA BASS) juram que nunca praticaram qualquer tipo de jabaculê nos 25 anos de existência desse ritmo. Juram que nunca fizeram jabá seja com rádio, TV, com intelectuais, com celebridades nem políticos.

Mas também o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, jura de pés juntos que nunca, em nenhum momento, recebeu propina nem praticou qualquer tipo de corrupção.

Então tá.

Toma Lá, Dá Cá chega ao fim


Amanhá será exibido o último episódio do seriado Toma Lá, Dá Cá, da Rede Globo de Televisão.

Lançada diante da estranha suspensão do seriado A Diarista, em 2007, o seriado escrito por Miguel Fallabella, um dos atores do elenco, de Maria Carmen Barbosa (filha do compositor Haroldo Barbosa) e outros redatores, foi bem intencionado, mas era fraco, embora legalzinho de se ver.

As histórias não eram ruins, mas a ação era pouca, diante de tanto tempo em que os personagens perdem tempo contando causos, o que fazia o seriado ser por vezes chato, embora tenha também alguns bons momentos, como o grande Ítalo Rossi fazendo o Ladir e o falecido Miguel Magno, em seu hilário talento de interpretar papéis femininos, no papel de Drª Percy.

O seriado se destaca também por personagens que satirizam certos tipos sociais. Vemos a empregada Bozena (interpretada por Alessandra Maestrini, atriz mais bonita do que sugere a personagem), a contar histórias do povo de sua terra natal, Pato Branco, no interior paranaense. Ladir é a sátira do machista em geral, que na sua masculinidade exagerada se esquece de que pode se tornar um homossexual.

Mas há também outros personagens:

1. Copélia (vivida por Arlete Salles), satiriza a vida clubber e a libertinagem festiva dos jovens de hoje, indicando a mensagem subliminar de que essa obsessão por noitadas e pelo entretenimento vulgar e por vezes pornográfico desses jovens é uma coisa antiquada e ultrapassada, já que no seriado esse "ideal de vida" é representado por uma personagem idosa.

2. Adônis (vivido por Daniel Torres) é um adolescente altamente questionador, cético em relação ao mundo, intelectualizado e atormentado. Não fosse o estereótipo humorístico de um seriado comercial, Adônis teria sido um existencialista.

3. Isadora Dassoin (vivido pela deliciosa Fernanda Souza) é a "Solineusa" (espécie de pré-Norminha que Dira Paes fez em A Diarista) do seriado, no sentido da burrice e da personalidade vulgar. Só que Isadora, dada a falar palavras erradas ou ideias estúpidas, é também desonesta e corrupta, e frequentemente sai pelas ruas junto com Copélia.

As críticas sociais, através desses personagens, é um mérito do seriado. Toma Lá, Dá Cá tem sua razão de ser, mas o seriado termina com seu potencial criativo esgotado. Resta agora o projeto de um filme, mas certamente o seriado se encerra completando toda sua munição temática e criativa. E A Diarista promete voltar no ano que vem.

Olivia Munn também usa camisa pra dentro da calça


A atriz Olivia Munn é um dos símbolos sexuais recentes nos EUA, sendo famosa pela exibição de suas formas em biquínis. Mas ela é partidária das camisas para dentro da calça, o que deve ser assustador para as mulheres-frutas, que devem achar esse traje roupa de freira.

Num país como o Brasil, onde os homens considerados mais importantes exageram na elegância até o ponto da sisudez mais patética, e as mulheres consideradas mais desejadas (pelo povão, ao menos, e por veículos tipo portal Ego e jornal Meia Hora) evitam até a elegância mais discreta, uma musa como Olivia Munn é digna de nota.

Alexandre Pires e Péricles do Exalta NÃO representam o novo


Posso dizer com segurança que Alexandre Pires e Péricles do Exaltasamba de forma nenhuma representam o novo na música brasileira.

Eles representam apenas a vitória do marketing sobre a qualidade musical, para a alegria dos que menosprezam a estética na música brasileira, que para eles deve ser qualquer nota, desde que faça sucesso.

Alexandre Pires não é mais do que um mero discípulo do cantor brega José Augusto com trejeitos de Wando. E Péricles, sendo do Exaltasamba, também fez "pagode mauricinho", só que emulando Sullivan & Massadas, Don & Ravel e Luís Ayrão. Em outras palavras, ambos são apenas cantores de música brega, e ponto final.

As conclusões se deram através de audições involuntárias mas cautelosas, já que nas lojas de varejo ou atacado por onde eu ia, sempre tocavam esses "artistas". Portanto, nada de preconceito na minha análise.

A VERDADE SOBRE O RÊNIO CARLOS


Uma pesquisa na Internet conseguiu localizar o tal Rênio Carlos que saiu em defesa do Alexandre Pires e do Péricles do Exaltasamba. Provavelmente é um dirigente esportivo de Uberlândia, cidade de onde veio Pires.

Dá para perceber que tal defesa tem uma motivação sentimental, e não objetiva. E que apela para o mesmo clichê do "preconceito" que qualquer defensor do brega-popularesco faz e que ficou banal demais.

Além disso, ele disse que tenho medo do novo. Engano dele. Tenho pavor do ruim, isso sim.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

REACIONARISMO EM PROL DO SAMBREGA


Beleza. É o reacionarismo boçal dos fanáticos intolerantes, que não suportam senso crítico e que se mostram pessoas frustradas com a unanimidade impossível do brega-popularesco.

"Percebe-se que o blogueiro não é do ramo é tem medo do povo e que junto com esse medo julga as pessoas que gostam do estilo de música feita tanto pelo Alexandre qto por Péricles. Cuidado com o pré-conceito Sr." (RÊNIO CARLOS)

Minha mensagem para este GOLPISTA CULTURAL, o RE(ACIO)N(ÁR)IO CARLOS:

Percebo que o missivista em questão não entende de MPB autêntica, que tem medo de quem não pensa como ele e que junto com esse medo quer que a mídia e seus valores sejam sempre vistos como certos. E que a mediocridade de Alexandre Pires e Péricles têm que prevalecer, porque eles ganham muito dinheiro.

Cuidado com seu reacionarismo, Sr. Rênio Carlos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

CNT/Sensus aponta queda na diferença entre Serra e Dilma


Comentário deste blog: Depois do "mico" de Dilma Rousseff ter dito que o meio-ambiente é "prejudicial ao desenvolvimento sustentável do planeta", não dá para entender o por quê da provável sucessora de Lula na chapa petista para o Planalto crescer nas pesquisas eleitorais.

Leonardo Goy, da Agência Estado

BRASÍLIA - Os diferentes cenários de primeiro turno elaborados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus, mostram tendência de crescimento da potencial candidata do governo à Presidência da República, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Isso ocorre ao mesmo tempo em que o principal candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra, tem um comportamento entre estagnação e queda, principalmente quando se compara a pesquisa divulgada hoje com as de dezembro do ano passado.

Na primeira lista apresentada pela CNT/Sensus aos entrevistados, Serra aparece na frente de Dilma para primeiro turno, com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, observou que, mesmo sendo essa lista inédita, é possível notar que Serra perdeu cerca de 15 pontos porcentuais em intenções de voto em primeiro turno, quando se compara esta lista com cenários elaborados em dezembro do ano passado. Segundo Guedes, em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% de intenções de voto, enquanto Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) - que na época era uma potencial candidata - tinha 12,5%.

Num segundo cenário elaborado pela CNT/Sensus, Ciro Gomes venceria o primeiro turno numa disputa sem Serra. Ciro teria 25% das intenções de voto, contra 21,3% de Dilma, e 14,7% do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que neste caso seria o presidenciável tucano. A senador Marina Silva aparece em quarto lugar, com 7,3%.

Em terceira lista, sem Ciro, Serra aparece com 40,5% de intenções de voto, porcentual praticamente idêntico aos 40,1% da pesquisa feita em setembro deste ano. Já Dilma subiria de 19,9% em setembro para 23,5% agora. Marina, que tinha 9,5% em setembro, recuou para 8,1%.

Num quarto cenário, com Aécio no lugar de Serra, e sem Ciro na disputa, Dilma Rousseff fica na frente em primeiro turno, com 27,9%, ante 25,6% registrados em setembro. Aécio, por sua vez, subiria de 19,5% para 20,7% e Marina Silva cairia de 11,2% para 10,4%.

A INGENUIDADE DE ARTO LINDSAY


Há pouco mais de um ano, em uma entrevista para a revista Muito, suplemento dominical do jornal baiano A Tarde, Arto Lindsay afirmou que o grupo de porno-pagode baiano Psirico é "sofisticado".

Reconhece-se que Arto, músico norte-americano que viveu no Brasil e fala português fluentemente, tem respeitáveis contribuições musicais, tocou com David Byrne, Ryuichi Sakamoto, com brasileiros como Vinícius Cantuária (mais conhecido por ter seus sucessos "roubados" por Fábio Jr.), Caetano Veloso e Marisa Monte. Ouvi uma música de um dos projetos de Arto, Ambitious Lovers, chamada "Copy Me", e achei legal.

O problema, no entanto, é que Arto Lindsay se contagiou da mesma ingenuidade que corrompeu o antropólogo Hermano Vianna. Em nome de uma etnografia musical supostamente completa e abrangente, Vianna sucumbiu abertamente ao brega-popularesco. E Arto, no seu bom etnocentrismo, acabou achando o ridículo som do Psirico "sofisticado".

Pois o porno-pagode baiano - a rotulação não é culpa minha - se define assim pelos discípulos do É O Tchan e dos primórdios do Harmonia do Samba, que se resumem ao rebolado barato de seus cantores, nas letras patéticas e no ritmo malfeito que desencontra um vocal apressado e uma batida desacelerada. As letras dos cantores, com jeito de "engraçadinhas", não variam de clichês como "o bicho vai pegar", "o palco vai tremer" etc. Isso quando não fazem neologismos patéticos e claramente barbaristas como "uisminoufay", "Guig Guetto", "Saiddy Bamba" e outras calamidades.

O aspecto pornô fica por conta do rebolado andrógino de muitos cantores que, mesmo sendo homens, tentam dançar do mesmo jeito da Carla Perez. Os defensores desses grupos, como o antropólogo baiano Milton Moura (intelectual frustrado, que escreve textos meio jocosos, meio provocativos), tentam comparar esses rebolados aos de Elvis Presley e Mick Jagger. Nada a ver uma coisa com outra. Elvis e os Rolling Stones têm uma história a zelar e nunca colocaram o rebolado acima da música. Até porque os pagodeiros baianos dessa leva do Psirico, Parangolé, Guig Guetto, Saiddy Bamba, Uisminoufay, Nossa Juventude, Os Sungas, Os Toalhas e outros, são todos iguais e sua qualidade musical é sofrível.

Tais grupos investem numa percussão que mais parece aquele coelhinho da Duracel, automatizada e pretensamente "ritmada". Os mais recentes inserem um som de teclado que se resume ao som irritante do "uiiiii-uiiiii-uooooo-uooooo" que até o Psirico tem. E o Psirico ainda tem aquela irritante sirene do auto-falante.

Outro pecado desses grupos é confundir samba-de-roda com samba-de-gafieira. Fazem samba-de-gafieira malfeito e dizem que fazem "samba-de-roda". É tirar sarro de um patrimônio cultural, sem saber direito do que se trata.

Esses grupos não fazem sucesso nacional porque seu apelo erótico é semelhante ao do "funk carioca" (FAVELA BASS). A comparação seria inevitável. E a bola da vez é o "funk", que quer porque quer ser considerado "patrimônio cultural", nem que seja com dólar na cueca. O porno-pagode baiano tem que se contentar com o sucesso baiano e com a usurpação do prestígio do samba-de-roda, que é um autêntico patrimônio cultural.

Portanto, essa diluição baiana do samba nada tem de sofisticada. É chula, sem imaginação, sem qualidade alguma. E ainda têm que comer as migalhas dadas pelos megalomaníacos imperialistas da axé-music.

Corrompida pelo brega, Alcione recomenda cantor de sambrega


Alcione faz parte daqueles nomes de inegável talento que, no entanto, acabam sucumbindo a certas roubadas. Não se nega a contribuição dessa maranhense radicada no Rio de Janeiro ao samba, como não se nega sua voz possante e seu carisma.

No entanto, não temos que apoiar a fase brega da cantora, quando ela, cooptada pelo esquema mercantilista de Sullivan & Massadas, passou a gravar sambas-canções pasteurizados, que fizeram a escola de uma geração de pseudo-sambistas que tornou-se conhecida como "pagode mauricinho" ou sambrega.

Agora, parte dessa geração é tratada como se fosse "sambista de verdade" sem que seu talento medíocre tivesse um salto qualitativo sequer razoável. É o caso de Alexandre Pires e Péricles, vocalista do Exaltasamba (um dos ícones do sambrega que hoje tenta parecer sambista de verdade; assim como o Bon Jovi, lá nos EUA, tenta parecer roqueiro de verdade - uma imitação barata que tenta imitar no máximo a original).

Ambos, infelizmente, acabaram apadrinhados por Alcione, que gravou um sucesso do Só Pra Contrariar, antiga banda de Alexandre Pires (hoje tendo à frente o irmão dele, Fernando Pires), e, numa reportagem de hoje do Segundo Caderno de O Globo, sobre os cantores brasileiros, recomendou o Péricles como "novo grande cantor brasileiro".

Numa época em que o lobby da música brega e neo-brega (esta juntando elementos da MPB pasteurizada dos anos 80) tenta aliciar a MPB na marra, como uma verdadeira tradução do clientelismo político na música brasileira, não podemos sucumbir à fúria de reacionários que acusam nossa rejeição ao brega-popularesco de "preconceito". Pelo contrário, esses reacionários é que são preconceituosos, porque eles mesmos têm medo de saber o que realmente esses cantores, sejam sambregas, breganejos, axezeiros, funqueiros etc, estão cantando. Falam bem de Exaltasamba, Zezé Di Camargo & Luciano, Banda Calypso, Chiclete Com Banana, Odair José e DJ Marlboro, mas quando estão em casa morrem de medo de ouvi-los sobriamente. Com o medo maior de reconhecer a ruindade gritante de suas músicas.

Para esses reacionários, não tem altos e baixos para Alcione nem para Roupa Nova ou Roberto Carlos. Pior, também não veem defeitos em Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Zezé Di Camargo & Luciano, DJ Marlboro, entre outros ídolos popularescos. Eles vivem na ilusão da idolatria absoluta, que cega seus olhos e envenena seu coração.

E, quando a menor crítica construtiva se faz a um nome como Zezé Di Camargo & Luciano, esses reacionários partem para a fúria, e, nervosos, disparam mensagens grotescas contra nós, xingando, fazendo ironias, desaforos, na maior arrogância. Coitados aqueles que reagem assim, porque pelo temperamento violento acabam por contribuir para o fracasso ainda maior de seus ídolos.

Quanto a Alcione, é melhor não levar a sério a recomendação a Péricles que, como o outro apadrinhado por ela, Alexandre Pires, pega carona em tributos à MPB para disfarçar sua mediocridade e tentar justificar o sucesso comercial com algo mais "convincente". Porque é a Alcione manipulada por Michael Sullivan & Paulo Massadas que está falando, não a Alcione que cantou "Não Deixe o Samba Morrer". Pois a Alcione que apoia o sambrega está mais para alguém que deixa o samba morrer nas mãos de falsos sambistas.

Dakota Fanning: Quanta diferença!!


Até pouco tempo atrás, ela era uma atriz mirim, de aparência bastante sapeca. Mas ela já demonstrava inteligência e desenvoltura e agora, aos 15 anos, já mostra até sua sensualidade, sem apelar para o vulgar nem para o pornográfico, até porque ela ainda é menor.

Mesmo assim, Dakota Fanning dá até uma rasteira em certas "musas populares" do Brasil que, na faixa dos 30, se comportam feito menininhas imaturas, seja indo para apresentação de ídolo brega, seja recusando pretendente com medo da mamãezinha.

Dakota é classuda, é lindésima, equilibra sensualidade e graciosidade com charme, e além disso já faz papel de vampirinha sexy e roqueira sexy (o filme sobre as Runaways, que tem Kristen Stewart no papel de Joan Jett, enquanto Dakota faz Cherrie Curry) e ainda por cima participa de uma turma de cheerleaders na sua escola.

Ou seja, se as boazudas daqui já são ultrapassadas por uma multidão de atrizes - essas boazudas só são "deusas" para a mídia casca-grossa tipo o jornal Meia Hora, o moribundo Geraldo Brasil e o portal globo-populista Ego - , elas que se preparem se um dia vierem a encarar Dakota Fanning.

Dizem que todo o rebuliço em torno de 2012 não será por causa de um hipotético fim do mundo, mas porque Dakota completará 18 anos. E, se ela surpreende como adolescente, surpreenderá quando entrar na vida adulta.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Criar um grupo de "funk carioca" custa caro


MANIFESTAÇÃO DE FUNQUEIROS NO RIO DE JANEIRO.

Quando se diz que o povo pobre tem que tocar violão, compor melodias e cantar melhor, dá para ouvir um típico defensor do FAVELA BASS ("funk carioca", oficialmente falando) dizer o seguinte:

"Ih, cara... Não leve a mal, não, mas você quer que o cara da favela vá estudar numa escola de música. Isso vai levar muito tempo, mermão. É caro pra dedéu... Dêxa ele ser MC, balançar o popozão e fazer tudo aquilo que faz, vai".

Essa declaração é inteiramente equivocada. É sempre aquela desculpa: "É o que o povo sabe fazer...". Na verdade, um conformismo tipicamente etnocêntrico, seja de intelectuais "zona sul" que vivem em seus apartamentos de luxo na Barra da Tijuca ou no Morumbi, seja de antigos DJs já convertidos em empresários e, portanto, em magnatas.

Mal sabem eles que é muito mais caro e trabalhoso criar um grupo de FAVELA BASS do que criar um grupo de funk autêntico (tipo Tim Maia).

Mas, como assim, mais barato criar um grupo de funk autêntico? Earth Wind & Fire é numeroso. Kool & The Gang é numeroso. The JB's, de James Brown, e Vitória Régia, de Tim Maia, tinham muitos músicos. Fora qualquer banda que acompanhasse todo cantor de soul music.

Simples. A banda de funk autêntico que pode ser formada na favela não precisa ser numerosa. E cantar bem é muito mais questão de dom do que de ensino acadêmico. Além disso, o FAVELA BASS mexe com muita tecnologia, enquanto no funk autêntico basta uma banda semi-acústica, com instrumentos usados, e muito, muito conhecimento musical, coisa que também não custa muito caro, pois discos de Tim Maia, Earth Wind & Fire, Marvin Gaye e James Brown estão acessíveis, ainda que sejam coletâneas.

O que é um grupo de FAVELA BASS ou "funk carioca"? Geralmente ele é composto de um disc-jóquei, ou DJ, e um ou dois MC's. Para fazer sucesso, tem ainda que ter umas duas ou três dançarinas, ou talvez uma, se esta é mais apelativa. É um formato simples? Aparentemente, sim, mas é bem mais caro.

O custo é elevado por conta do DJ. Este tem que se dispor de discos importados e uma boa aparelhagem - que por vezes também é importada - , além de ter também outros componentes de aparelhagem de som, como caixas acústicas, canais para mixagem (nos anos 90, o "funk carioca" chegou a ser chamado de "mixagem") e outros recursos.

O próprio apelo das dançarinas também envolve tal investimento que o empresário do grupo (que pode ser o próprio DJ) tem que buscar parcerias com escolas de samba ou times de futebol tanto para o marketing das dançarinas - que não exigem cachê barato - seja para o custeio do próprio grupo.

Também o sucesso do grupo custa caro. Tanto no que se diz à divulgação - que inclui sobretudo o jabaculê, tão renegado hoje pelos funqueiros mas que sem ele o ritmo não teria feito sequer 1% do seu sucesso entre o público - , quanto na manutenção desse sucesso.

Portanto, não há desculpa de dizer que este ritmo carioca é "música da periferia" se requer tanto investimento. É praticamente uma iniciativa de empresários-DJs com grana no bolso. Portanto, isso não pode ser equiparado a uma manifestação artística de recursos simples e arte espontânea. Não pode mesmo.

Portanto, o favelado deve preferir mesmo chamar seus amigos e montar um grupo de funk genuíno. Comprar CDs de Tim Maia, Earth Wind & Fire e derivados, coisa tão fácil que qualquer camelô vende. Ler poesia, com livros acessíveis nos sebos, além do fato de que Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Cecília Meirelles não são bichos de sete cabeças, podendo ser lidos por um favelado com um mínimo de escolaridade. Isso é bom para desenvolver a vocação de fazer letras.

Quanto aos instrumentos, também não há dificuldade alguma. Se os punks compravam instrumentos para tocar, sem aparentemente saber, por que os favelados, na busca de um funk autêntico (NADA A VER COM "BATIDÃO"), não podem comprar uma guitarra, um baixo elétrico, uma bateria, além de um teclado ou de um pistom, sax ou trumpete?

Parece complicado, mas isso é muito mais simples do que parece. E vale muito a pena. Ou alguém acha que as melhores bandas musicais começaram em berço de ouro? Que nada, no começo todo mundo comprava instrumento "vagabundo" e fazia boa música com o coração. Nada a ver com academia, normatismos musicais, etc.

Música de qualidade não tem regras. A música de gosto duvidoso, o "funk carioca"/FAVELA BASS, é que tem regras pré-estabelecidas, esse discurso "cultural" é só lorota.

Canção do grupo Guns N'Roses lembra estilo brega de José Augusto


Não dá para entender por que tanta gente que se autoproclama "roqueira" fica exaltando uma bobagem como o grupo Guns N'Roses, tratando a banda poser como se fosse mais antiga do que é (surgiram no boom farofa dos anos 80) e como se fosse um respeitável ícone do classic rock? Ninguém vê que o grupo não passa de um pastiche de rock pesado de quinta categoria? Creditar Guns N'Roses como "rock clássico" é como chamar carne de quinta exposta na rua de "filé mignon".

Pois uma das mais "prestigiadas" canções do grupo de Axl Rose, "November Rain", se percebermos bem, é tão melosa e chata que se encaixa muito bem no repertório do cantor brega José Augusto, que veio daquela geração de cantores cafonas (Gilliard, Fernando Mendes, Markinhos Moura, Fábio Jr. e Wando) que, de tão pretensamente modernos, enganaram a opinião pública e mandaram a conta de toda sua breguice para ser paga por cantores de MPB autêntica que passaram por fases pouco inspiradas, como Guilherme Arantes, Dalto, Ritchie, Biafra e Marcos Sabino.

A "chuva" pode ser de "novembro", mas pode ser também "amor de primavera, em chuva de verão".

Sal de frutas para mim, por favor.

Cantora anda obcecada com a fama


Não posso dizer o nome da cantora, porque seus fanáticos, tomados de furiosa cegueira e violento reacionarismo, podem não gostar. Mas não dá para evitar criticar suas atitudes, sobretudo a busca obsessiva pela fama, pelo sucesso.

Essa cantora, que apelidamos de Mulher Gigante pela sua megalomania, pela sua obsessão de se apropriar de tendências e eventos mais díspares - quem reclamou de Caetano Veloso falando de tudo e se apropriando de tudo, deveria dar graças a Deus, porque pelo menos o cantor possui informação e algum conhecimento de causa naquilo em que intervém - e pelo seu sucesso ao mesmo tempo dominante e desesperado, que busca uma aparente unanimidade.

Daí a fúria desses filhotes do Comando de Caça aos Comunistas (que, depois da queda do Muro de Berlim e do Leste Europeu, se converteu a Comando de Caça aos Conscientizados, virando "força jovem" vinculada direta ou indiretamente ao Partido da Imprensa Golpista - PiG), que preferem que sua "ídala" se superexponha o máximo possível do que cuidar para preservar eventualmente sua imagem.

Ela aqui aparece num espetáculo do clube gaúcho Internacional. O que ela foi fazer no evento, se ela não é gaúcha, não cabe aqui analisar. Mas, em nome da fama, ela sacrificou uma gravidez, se apresentando até o oitavo mês, quando a atividade dela, que envolve muito gasto de energia física e até mental, deveria tê-la dispensado das apresentações no quinto mês de gravidez.

Juntando isso à prematura volta aos palcos da cantora axezeira, com o filho tendo apenas dois meses de nascido, mostra que, além do pouco cuidado com a gravidez ou maternidade, tudo em nome da fama e do sucesso, ela também não tem senso algum de marketing pessoal.

Se tivesse, ela teria evitado de aparecer na mídia por mais dois meses, criando expectativa aos seus fãs para quando terminar a licença-maternidade, no quarto mês de vida de seu filho, o que significaria que a cantora, neste caso, iria voltar aos palcos a partir do próximo Carnaval. Seria uma campanha de mídia esperta e que renovaria a popularidade da cantora.

Mas ela, nem isso. Quer se superexpor a todo custo, em vez de economizar sua imagem pública por uns meses. Já basta que a cantora disse que não gosta de ler livros, e que ela não é necessariamente uma personalidade que mereça exercer toda a influência que exerce no grande público, e ela ainda se sacrifica em nome da fama e do cartaz.

Ela tem que tomar cuidado com as pressões do showbiz, e é bom também que seus fãs tenham uma atitude autocrítica, antes de cometerem a covardia de espinafrar este blog.