domingo, 19 de maio de 2013

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA BONDE DAS MARAVILHAS


Uma das "sensações" do "funk carioca", o grupo feminino Bonde das Maravilhas - do sucesso "Treinamento de Bumbum", pivô de uma boataria da imprensa sensacionalista envolvendo o ex-beatle Paul McCartney - , é alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro.

A ação foi movida depois de uma denúncia do Conselho Tutelar da cidade de São Fidélis, no Norte Fluminense, de que o grupo estaria violando artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, durante uma apresentação na cidade.

A denúncia destaca que o grupo tem três integrantes menores de idade e o grupo descumpre os artigos 17 e 18 do estatuto, que garantem a crianças e adolescentes o direito de preservação de imagem e a proibição de que suas imagens sejam exploradas de qualquer forma em espetáculos e produções em vídeo, principalmente divulgadas pela Internet.

A denúncia também atenta para o conteúdo pornográfico das letras e da coreografia feita pelas integrantes, e, segundo prevê o estatuto, como as três integrantes menores estão fora da escola, seus pais poderão ser criminalmente responsabilizados pela infração.

A denúncia foi feita depois da reclamação dos moradores da cidade, por conta do barulho e das letras que fazem apologia ao sexo. Esnobe, o empresário do grupo, Henrique Milão, disse que as denúncias vieram de gente "incomodada com o sucesso das meninas" e promete que o grupo lançará músicas "dedicadas às crianças", como "Abecedário das Maravilhas" e "Ginástica das Maravilhas".

Baixaria pouca é bobagem.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

AGRAVA-SE O ESTADO DE SAÚDE DE ROBERTO CIVITA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O empresário do Grupo Abril estaria sofrendo, há vários meses, sérios problemas de saúde, agravados diante das pressões que recebeu das críticas a várias de suas publicações (sobretudo a revista Veja) e pela sua convocação para depor na hoje finada CPI do Cachoeira. A grande mídia faz sigilo sobre a doença de Civita, que administrava, até pouco tempo atrás, o Grupo Abril desde 1990, ano da morte de seu pai e fundador do grupo, Victor Civita.

Agrava-se estado de saúde de Roberto Civita

Do portal Brasil 247

Presidente afastado do Conselho de Administração do Grupo Abril tem piora em seu quadro de saúde; Roberto Civita está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sob regime de divulgação restrita de informações; editores da revista Veja se reuniram na tarde de hoje para discutir o modo mais adequado de transmitir as notícias a respeito do quadro clínico do empresário

17 de Maio de 2013 às 06:31

247 – O estado de saúde do empresário Roberto Civita, de 76 anos, presidente afastado do Conselho de Administração do Grupo Abril, registrou uma piora nas últimas horas. Ele está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sob regime de divulgação restrita de informações.

Na tarde desta quinta-feira 16, editores da revista Veja fizeram uma reunião de pauta extraordinária para decidir a melhor maneira de dar uma ampla cobertura sobre a situação do empresário.

No mês passado, Roberto Civita passou o comando do Grupo Abril para seu filho Giancarlo. Internado, ele considerou que não teria condições, neste momento, de seguir à frente da organização que edita, entre outras publicações, Veja, a revista de maior circulação do País.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A POLÊMICA DE ANGELINA JOLIE E AS "POLÊMICAS" DAS "BOAZUDAS"


Recentemente, os noticiários divulgaram a repercussão de um artigo escrito pela atriz e produtora Angelina Jolie, considerada uma das maiores celebridades do mundo ao lado de seu noivo Brad Pitt (os dois ainda estão para oficializar a união de muitos anos e vários filhos, biológicos e adotivos), que afirmou que ela fez mastectomia dupla, uma cirurgia para retirar os seios como prevenção para o risco de câncer de mama.

Angelina realizou a cirurgia encorajada pelo fato de que ela havia perdido a mãe, a também atriz e produtora Marcheline Bertrand (ex-mulher de Jon Voight, pai de Angelina), que faleceu de câncer no ovário em 2007, aos 57 anos incompletos, e a avó, morta aos 45 anos. "Não existe muita longevidade na minha família materna", declarou Angelina.

A medida da atriz, que retirou os seios e os reconstituiu depois em cirurgia, causou polêmica na medida em que alguns especialistas em cirurgia de retirada de seios afirmarem que o ato de Angelina foi precipitado, porque aparentemente não havia risco dela sofrer imediatamente um tumor nos seios. Mesmo assim, o ato foi considerado corajoso, reafirmando a boa reputação que a atriz possui, não só pelo seu talento, mas por sua personalidade forte e determinada.

Angelina Jolie é também considerada pelo seu ativismo social, controverso mediante o fato dela ser também uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood que faz alguns duvidarem de sua militância filantrópica. Mas talvez, a meu ver, essa militância possa ser sincera, já que Angelina parece ser suficientemente emancipada e sincera para se promover com causas enganosas.

A polêmica de Angelina, portanto, é uma forma da atriz promover, corajosamente, um debate em torno do tratamento de câncer, doença que atinge as vidas de muitas mulheres, ceifando essas vidas ainda precocemente (geralmente na casa dos 40 aos 60, mas às vezes não poupando as mais jovens) e isso faz com que Angelina Jolie seja um nome a considerar na luta feminista pela qualidade de vida das mulheres.

"BOAZUDAS" EM SITUAÇÕES VEXAMINOSAS

Antes disso, tivemos, por outro lado, dois casos infelizes, de musas ditas "populares" que só são consideradas "feministas" na imaginação fértil da nossa "irretocável" intelectualidade que, "coitadinha", não pode ser comparada aos ministros-astros do Supremo Tribunal Federal que vivem uma relação incestuosa com a grande mídia. Elas haviam se envolvido em situações vexaminosas a respeito de seus supostos casos amorosos.

Primeiro, foi a ex-dançarina do ídolo brega Latino e ex-vice Miss Bumbum, Andressa Urach - aquela que ficou feliz por ver um mosquito pousando em seus glúteos - , que na sua "turnê" pelo exterior para se promover como "musa sexy internacional", resolveu escrever nas redes sociais que tinha um caso de amor com o jogador português Cristiano Ronaldo.

Ao saber da boataria, o craque do clube espanhol Real Madrid e capitão da seleção portuguesa de futebol, também namorado da modelo Irina Shaik, ficou irritado. Imediatamente, desmentiu que teria tido um romance com a "popozuda", e decidiu entrar em processo judicial contra a moça, mediante falso testemunho. Esnobe, Andressa gracejou quando foi informada que seria processada pelo artilheiro, em mensagem escrita nas redes sociais.

Segundo, foi a vez de Nicole Bahls se envolver em mais um incidente, semanas depois de ter se envolvido na confusão causada pelo diretor de teatro Gerald Thomas, que a agarrou em plena cerimônia de lançamento de seu livro, numa livraria lotada de gente, fato que fez as esquerdas médias e cordeirinhas apostarem num maniqueísmo em que Gerald era um "machista selvagem" (o que, de fato, era) e Nicole Bahls era a "feminista indefesa" (o que, de fato, não era).

Diante do rumor de que Nicole estaria namorando o filho do ex-casal de atores Cláudia Raia e Edson Celulari, o adolescente Enzo Celulari, a atriz, no ar como a vilã Lívia da novela Salve Jorge, fez uma entrevista ao jornal O Globo na qual disse, a respeito do contato de Enzo com Nicole Bahls:

"Eu acho que ele está na hora de brincar disso. As paniquetes são as nossas chacretes de hoje em dia, são as mulheres da vez, são as gostosas que eles acham incríveis, então por que não sair com uma pessoa como ela? E Enzo é lindo, é filho da gente (dela e de Edson Celulari), é músico, é um gostoso, é normal que as pessoas achem ele incrível".

Cláudia teria dito também que não vê possibilidade de Enzo namorar Nicole Bahls, acrescentando que acha que "nem ele pensa (nisso). Ele tem outras prioridades na vida dele, é consciencioso. Super se diverte, mas dá o limite na hora certa, sempre foi assim".

Nicole não gostou das declarações, chegando a chorar uma vez. Viu ironia nos comentários aparentemente simpáticos de Cláudia. Nicole não gostou de ter sido chamada de "brinquedo sexual" e de "chacrete", e no seu perfil oficial do Twitter escreveu comentários esquisitos, em mensagens posteriormente apagadas, mas não sem antes de serem gravadas pela imprensa e amplamente divulgadas.

"O risco não é mulher com perfil chacrete (risos), é menino com 'carrinha' (sic) de paquito. kkkkkk. Acordaaa", diz o texto, aqui adaptado do internetês. Num outro comentário, Nicole citou um suposto "gay" querendo "pagar de gala" nas costas dela, dando a crer que ela teria chamado Enzo Celulari de "homossexual".

MORAL DA HISTÓRIA - As "admiráveis" mulheres que "mostram demais" seus corpos acabam sendo marcadas por suas piores qualidades. Intelectualmente vazias, limitadas na exibição gratuita de seus corpos, elas mostram que sua crise se agrava, na medida em que, quando elas mostram algo além de seus corpos siliconados e anabolizados, cometem gafes intermináveis. E elas nada têm de divertidas ou polêmicas, porque ninguém se dá bem mostrando o pior de si.

Daí que o pior da exploração feminina não está nos comerciais de TV e nem na obsessão com a boa forma e o bom vestuário das revistas femininas da grande mídia. Está, sim, nas musas "populares" que mostram que não são mais do que meros brinquedos sexuais de adolescentes frustrados e, quando querem ser vistas como algo além disso, se atrapalham sem parar.

Enquanto isso, lá fora, Angelina Jolie faz polêmica, sem perder a dignidade e a elegância.

terça-feira, 14 de maio de 2013

BREGA PEGA CARONA NA MPB DA TRAMA DISCOS

THIAGUINHO (AO LADO DE GILBERTO GIL), CANTANDO A MPB DA TRAMA - O brega sempre é o último a saber...


A pseudo-MPB que passaram a fazer, depois de 1997, a geração de neo-bregas que se ascenderam em 1990, dá a falsa impressão de que essa geração é "sofisticada", quando ela apenas tenta um vínculo forçado e tendencioso à MPB que sempre desprezaram, por considerarem "coisa de bacana".

É aquela manobra. Ídolos formados pelo indigesto cardápio radiofônico das FMs popularescas e claramente inspirados na breguice musical através da qual diluíram suas músicas em sambas e modas de viola pasteurizados, que nunca se interessaram em fazer MPB de fato - a MPB rolava solta nas rádios nos anos 80 - , recorrem a ela depois que conseguem alguma fama.

Aí acusam de terem sido "mal orientados" por produtores, ou que estavam "ainda aprendendo" com o sucesso, mas a verdade é que a mediocrização que lhes fez populares em todo o país tenta algum oportunismo quando eles passam a ser mais ricos e famosos.

Na busca de um público mais conceituado, pelo menos financeiramente, ídolos dos chamados "pagode romântico" e "sertanejo" mais "veteranos" - ou seja, aqueles que iniciaram o sucesso estrondoso entre 1989 e 1992 - tentam criar um arremedo de MPB que nem de longe é espontâneo e que se inspira justamente nos vícios e erros que a MPB autêntica havia feito diante das pressões comerciais dos anos 80.

No fundo, os neo-bregas dos anos 90 acabaram ocupando o nicho, na visão mercadológica da indústria fonográfica, deixado pelos artistas de MPB, inconformados com as imposições das gravadoras em gravar todo ano os mesmos álbuns com letras piegas sobre desencontros amorosos e exaltações à natureza.

Evidentemente, artistas como Zizi Possi, Djavan e Belchior não iriam fazer a toda vida esse papel caricato imposto pelas gravadoras, vendo o caso da cantora baiana Simone, entregue aos ditames do mercado (gravou até José Augusto e Sullivan & Massadas), se "queimar" como um símbolo do que não se deve ser feito na Música Popular Brasileira e que abriu caminho para a ascensão do Rock Brasil.

Daí a suposta maleabilidade de nomes como Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel, Alexandre Pires e Ivete Sangalo. Eles podem fazer a tal "MPB de mentirinha", seu apelo popular fácil os faz "admiráveis" mesmo quando seguem as mesmas regras pasteurizadas que tornaram a MPB impopular não só entre os jovens como entre a intelectualidade.

Evidentemente, com o tempo, o parasitismo que neo-bregas surgidos na época e outros surgidos depois (como Thiaguinho, Cláudia Leitte e Michel Teló) fazem da MPB ficou cada vez mais ambicioso. Se antes eram os sucessos fáceis dos medalhões da MPB que eram regravados por neo-bregas, hoje a coisa já chega a nomes mais "difíceis" como Wilson Simonal e, mais recentemente, a turma da gravadora Trama.

É o caso do cantor Thiaguinho, novo ídolo do sambrega e principal aposta da Rede Globo na reciclagem do brega no gosto popular. Depois de participar tendenciosamente em eventos como o Samba Social Clube e o disco-tributo de Wilson Simonal, ele agora promove o cover de "Simples Desejo", do refrão "Hoje eu só quero é que o dia termine bem", sucesso de Luciana Mello também gravado por Ney Matogrosso.

Para reforçar o oportunismo, Thiaguinho contou com a participação de Gilberto Gil, um grande nome da MPB que, no entanto, assim como Caetano Veloso é condescendente com a breguice que domina o mercado brasileiro. Outro arranjador também foi escalado para dar um "requinte" à versão, incluída na trilha sonora da novela Sangue Bom, também da Rede Globo.

ASCENSÃO OU EXPLORAÇÃO?

Assim como Jorge Ben Jor, antes, e Wilson Simonal ainda há pouco, a geração da Trama atingiu o mainstream brasileiro e o gosto médio dos brasileiros - aqueles que tomam o brega como prioridade mas "também curtem" MPB - , com o preço de serem explorados e usurpados pela breguice dominante.

Daí o cantor Alexandre Pires, espécie de discípulo "sambista" do cantor José Augusto, ter tentado inventar um "eletrosamba" sem pé nem cabeça, num DVD que inclui baladas chorosas dignas de um Luiz Miguel. Assim como Thiaguinho, o cantor mineiro havia também participado tendenciosamente dos dois eventos, Samba Social Clube e o disco-tributo de Wilson Simonal, sem deixar algo marcante.

Nomes como Seu Jorge, Luciana Mello e Wilson Simoninha, símbolos da "MPB da Trama Discos", hoje entram escondidinho em trilhas sonoras da Globo, única condição para a MPB autêntica possuir alguma visibilidade e atingir o grande público.

Esse movimento da MPB não necessariamente é composto por contratados pela Trama Discos, gravadora de médio porte, já que nomes como Seu Jorge e Maria Rita Mariano seguem essa tendência, caraterizada pelo resgate modernizado de elementos sofisticados da MPB pós-tropicalista de 1967-1970 até pouco tempo atrás bastante esquecidos do público.

A tendência se ascendeu no final dos anos 90, quando a Trama Discos representou uma alternativa à MPB diante do êxodo causado pela hegemonia comercial dos neo-bregas. A redescoberta de nomes como Wilson Simonal, Erlon Chaves, Sérgio Sampaio, mais a Gal Costa fase 1967-1971 e nomes como Marcos Valle, norteou esse movimento que conquistou agora o mainstream da MPB autêntica.

Mas existe o preço do parasitismo dos ídolos brega-popularescos, impulsionado pela banalização das informações obtidas na Internet e pela pressão da intelectualidade etnocêntrica que quer juntar MPB e brega como se une alhos e bugalhos, trigo e joio. E esse é o preço que a MPB autêntica tem para chegar ao grande público, enfrentando regravações bregas que tentam ofuscar as gravações originais.

Novamente a "MPB de mentirinha" dos brega-popularescos tenta passar a perna na MPB autêntica, deixando esta na sua posição secundária do gosto popular. A usurpação de covers, desde a versão de Chitãozinho & Xororó para "No Rancho Fundo", de Lamartine Babo e Ary Barroso, tornou-se a mina de ouro de ídolos bregas querendo tirar uma "casquinha" do cancioneiro da MPB autêntica.

Quem sai perdendo é o grande público, que não vai se lembrar que certas músicas de seus ídolos bregas são covers, seja o próprio "No Rancho Fundo", que muitos desconhecem a autoria original, ou músicas mais recentes como "Só Você", cuja regravação de Fábio Jr. faz muitos esquecerem de que se trata de uma composição de Vinícius Cantuária.

Desta vez, será a "oportunidade" do grande público engolir a música "Simples Desejo" na voz de Thiaguinho, sem se dar conta de que a música foi primeiro gravada pela filha do veterano Jair Rodrigues, Luciana Mello, cantora prestigiada que busca um lugar ao Sol no mercado musical.

domingo, 12 de maio de 2013

SERIADOS "INCOMPREENSÍVEIS" TÊM CANCELAMENTO ANUNCIADO


Dois seriados de televisão, um brasileiro e outro norte-americano, já estão com seu cancelamento anunciado, depois de não obterem o sucesso comercial desejado.

Um é o seriado Go On, do Warner Channel, protagonizado pelo ex-astro de Friends, Matthew Perry. Conta a história de um jornalista esportivo e apresentador de TV, viúvo, que depois de se envolver numa briga, descobre que possui problemas psicológicos e decide fazer terapia de grupo, ambiente no qual se concentrou a série, que, se fosse transmitida na TV aberta, poderia ser intitulada Vá Adiante.

Outro é o seriado O Dentista Mascarado, da Rede Globo, protagonizado pela revelação do humor nos últimos anos, Marcelo Adnet. Apesar dele escrever textos de humor, ele é apenas ator do seriado, já que os textos são do casal Fernanda Young, também apresentadora, e Alexandre Machado, também publicitário. Conta a história de um dentista que se envolve em tramas policiais.

As duas séries foram bem intencionadas e os atores protagonistas são prestigiados. Os elencos também eram bons, em ambos os seriados, destacando a beleza da maravilhosa Taís Araújo. Mas o problema é que, embora os seriados fossem interessantes, as duas tramas foram consideradas "incompreensíveis" pelo grande público, e isso pesou para que a crítica pegasse pesado em ambos os seriados.

Matthew não é o primeiro astro de Friends - série que marcou a década de 90 e que até durou mais do que devia - a ter um novo seriado fracassado. Matt LeBlanc também amargou o fracasso com o seriado Joey, que era até um spin-off (derivado) do seriado que também teve Jennifer Aniston e Courteney Cox.

Quanto às criações de Fernanda Young e Alexandre Machado, consagrados pelo seriado Os Normais, O Dentista Mascarado pode não ser o melhor da dupla, mas mesmo assim parece bastante divertido e engraçado. O fato de que este seriado não tem a ironia poética do anterior, Como Aproveitar o Fim do Mundo, é apenas uma diferença de enredo e não um defeito.

Os seriados não são chatos de se ver, mas o público médio não consegue entender um jornalista esportivo que decide fazer terapia de grupo nem um dentista que decide ser um misto de agente secreto e policial depois de recusar-se a ser policial propriamente dito.

Também parecem "incompreensíveis" as piadas e as situações envolvidas pelo "dentista paladino" e a interação dos vários personagens de Go On que quase transformam o personagem Ryan King (de Matthew) em "secundário". São detalhes que não incomodam, mas para a exigência imediatista do mercado, parecem erros graves.

Não se sabe se os dois seriados vão se tornar cult no futuro, como promete ser o seriado Grosse Pointe, cancelado precocemente em 2000 e que contava a história de uma produção de um seriado de TV. Isso sem falar, no caso de desenhos animados, no seriado A Turma do Manda Chuva, que só durou um ano (de 1961 a 1962), mas se tornou um clássico da animação.

No entanto, os dois seriados encerrarão sua trajetória - ainda está na exibição de seus episódios já produzidos - como tentativas simpáticas de oferecerem novas atrações de humor na televisão comercial. Os dois seriados poderiam ter durado um pouco mais. Mas são as regras do mercado...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

NINA DOBREV ESTÁ SOLTEIRA!!


O casal do seriado The Vampire Diaries, Nina Dobrev e Ian Somerhalder, terminou a relação de três anos de namoro. As fãs de Ian devem estar exaltadas, mas o que interessa aqui é dizer que os fãs de Nina estão também exaltados.

Ambos confirmaram a informação e continuarão a trabalhar juntos. Nina disse antes numa entrevista que não gostava muito de se envolver com colegas de elenco, mas acabou se apaixonando por Ian. No entanto, a relação agora será profissional. O seriado está na quarta temporada.

Nina Dobrev é considerada uma das mais belas mulheres de sua geração, e sua doce sensualidade empolga e cativa. É bom ver uma beldade dessas livre, leve e solta no "mercado", e sem dúvida alguma é uma musa que agrada muito mais aos verdadeiros nerds (esqueça certos "spohrros") do que muita musa de MMA que a mídia tenta empurrar para rapazes assim.

Seja bem vinda ao rol das solteiras, Nina, menina maravilhosa!!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A FICHA NÃO CAIU. SISTEMA DE ÔNIBUS DO RJ ESTÁ ANTIQUADO

CARLOS ROBERTO OSÓRIO - O Secretário de Transportes de Eduardo Paes fala como se fosse um sargento do Exército.


Abril havia terminado com pelo menos 12 mortos em acidentes com ônibus municipais do Rio de Janeiro, incluindo o sensacionalista BRT. Dois dos mortos foram pessoas relativamente famosas, como a produtora da TV Globo, Gisella Matta, de 36 anos, e o ciclista Pedro Nikolay, de 30 anos, ambos atropelados por ônibus na Zona Sul carioca enquanto passeavam de bicicleta.

A maior parte dos mortos ocorreu, no entanto, na Zona Norte, no viaduto Brigadeiro Trompowsky, que liga os bairros de Bonsucesso e Ramos à Ilha do Governador e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando um ônibus da Transportes Paranapuan, linha 328 Castelo / Bananal, caiu desta ponte causando a morte imediata de sete pessoas e de outra depois de dias internada num hospital.

Desde 2011, centenas de acidentes ocorreram com frequência assustadora no sistema de ônibus carioca, antes considerado referência para o país. Quiseram mexer em time que está ganhando, com base na habitual teimosia do grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, que não costumam ouvir o povo nem ler com atenção as leis, e a coisa chegou ao ponto de tragédia.

Que o sistema de ônibus do Rio de Janeiro, antes desse plano autoritário e tecnocrático de "mobilidade urbana", anunciado no final de 2009 e implantado em 2010, tinha seus defeitos, era verdade. Mas havia muitas qualidades que foram deixadas de lado, e que paliativos como ônibus de pisos baixos e articulados BRT não conseguem compensar.

PINTURA PADRONIZADA ESCONDE IRREGULARIDADES

Afinal, os defeitos que existiam antes de 2010 não só permaneceram como pioraram, somados a outros que foram implantados, como a impopular, ineficiente e nada funcional pintura padronizada das frotas de ônibus, que só estão causando problemas e nenhuma vantagem se notou com a medida.

As autoridades dizem que a pintura padronizada "organiza mais", dentro do que eles entendem como "reordenamento do transporte coletivo municipal". No entanto, isso é uma desculpa pseudo-técnica que, mesmo usando como pretextos critérios de trajetos ou consórcios, na verdade não passa de mera propaganda política que acoberta fatalmente esquemas de corrupção.

É o que se nota quando ônibus que estão devidamente com as cores padronizadas - diferentes empresas agora ostentam uma mesma pintura - estão com documentação irregular, geralmente com registros de muitas multas por infrações, o que poderia significar alguma apreensão, mas estranhamente continuam circulando pelas ruas cariocas.

Um simples passeio pelas ruas do Rio de Janeiro é suficiente para ver a péssima qualidade dos ônibus, com lataria amassada e rodando com o barulho sacolejante que parece o de velhos caminhões de entulho. Empresas antes conceituadas como Real Auto Ônibus e Rodoviária A. Matias estão com ônibus sucateados. Até os de piso baixo da Translitorânea estão um lixo. Cerca de 300 ônibus enguiçam por mês.

Por que a pintura padronizada tem a ver com isso? É uma simples questão de linguagem comunicativa. Com a padronização visual, a empresa perde sua identidade, a identidade apresentada é a da Prefeitura, como se esta fosse dona das frotas dos ônibus, a exemplo do latifundiário que marca seu gado a ferro. Só isso faz com que a coisa piore, pelos motivos a seguir.

Primeiro, porque as empresas não se sentem responsáveis em zelar pelas frotas de ônibus, já que elas apresentam a imagem da Prefeitura do Rio de Janeiro. Isso fica claro, quando o nome "Cidade do Rio de Janeiro" aparece com mais destaque do que o nome de cada empresa. Sem falar que, com várias empresas com o mesmo visual, não há quem possa oferecer um verdadeiro diferencial para os passageiros.

Além disso, a pintura padronizada escolhida é um horror, com estética de embalagem de remédio. A cor cinza - nada a ver com o prateado natural dos ônibus mais antigos - dá um tom de velho que emporcalha os ônibus com dois anos de uso. E, além do mais, o que se vê é o acobertamento da corrupção e o avançado sucateamento dos ônibus municipais do Rio de Janeiro.

O povo nem sabe direito do processo. É obrigado a se contentar em identificar o ônibus pela linha, enquanto se prepara para eventuais acidentes. Reina o medo entre os passageiros de ônibus cariocas. Já houve caso de empresa de ônibus mudar o nome e o passageiro não saber.

FICHA NÃO CAIU PARA AS AUTORIDADES

Isoladas no autismo de seus escritórios, as autoridades não conseguem ver o problema com isenção. Se limitam a cobrar maior competência e ação das empresas de ônibus, sem saber que o problema está no tipo de sistema de ônibus implantado, que é antiquado e remete à ditadura militar. A propósito, o atual secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, fala como se fosse um sargento do Exército.

Há muitos problemas que são inerentes ao próprio sistema, que não serão resolvidos com mais cobrança ou presenteando o povo com tendenciosos ônibus articulados, de piso baixo ou com ar condicionado, ou com promoções de bilhete único ou coisa parecida.

Afinal, dois problemas graves deveriam ser extintos. A pintura padronizada é um grave problema porque foi comprovado que não existe qualquer funcionalidade em empresas diferentes ostentarem uma mesma pintura. Isso não traz qualquer tipo de transparência, até porque a pintura padronizada mascara as empresas, ela esconde do público as empresas aparentemente licitadas.

A pintura padronizada deveria ser abolida, voltando a diversidade da identidade visual de cada empresa de ônibus. Isso não iria anular os consórcios - embora eles expressem um caráter politiqueiro - , que poderiam ser identificados através de letreiros digitais ou por nomes descritos de forma discreta num canto de cada veículo.

Quanto a outro problema, é a confusão de atribuições à Secretaria de Transportes, no caso municipal. Confunde-se poder regulador e fiscalizador com autoritarismo, com concentração de poder. Uma coisa é trabalhar por melhor eficiência, outra é mandar e usurpar o patrimônio das empresas - suas frotas de ônibus - e exercer o monopólio de imagem sobre tais ônibus.

Portanto, a decadência do sistema de ônibus do Rio de Janeiro está no modelo que foi implantado em 2010. Melhorá-lo é impossível, apesar das autoridades prometerem "aperfeiçoá-lo". Daqui a pouco, vão presentear os cariocas com os BRTs do corredor Transcarioca, mas o que se espera provavelmente serão novos mortos, ao lado de ônibus com pintura padronizada que escondem documentação irregular.

E os passageiros de ônibus seguem suas rotinas entrando num ônibus sem saber se voltarão vivas de lá.

terça-feira, 7 de maio de 2013

JORNALISTA QUESTIONA BOATO DE QUE PAUL MCCARTNEY VIROU "FUNQUEIRO"


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Não é só em blogues como este que se questionou a boataria de que Paul McCartney, que está em nova turnê pelo Brasil, queria absorver a energia dos "bailes funk" no seu novo repertório.

Régis Tadeu, experiente jornalista musical que havia "enfrentado" Tati Quebra-Barraco através de uma mensagem gravada para o programa Super Pop (Rede TV!) dedicado a entrevistar a funqueira, também descobriu que a "notícia" espalhada no Brasil não passou de uma má interpretação de uma ocorrência.

Paul McCartney, “funk carioca”, boato desonesto e uma mentira desmascarada

Por Régis Tadeu - Blogue Na Mira do Régis

De uns tempos para cá tenho sido instado por inúmeros leitores a comentar uma suposta declaração do produtor Mark Ronson, de que Paul McCartney “quer trazer para si a energia do 'funk carioca'".

A princípio, tratei isto como mais um daqueles incríveis boatos que se espalham na internet, propagados à velocidade da luz por gente tão burra que seria capaz de comprar um urubu pintado de verde pensando que é um papagaio. Mas como o velho espírito do jornalismo investigativo ainda habita minha carcaça carcomida pelo tempo, resolvi ir atrás da veracidade de tal “declaração”.

Acabei descobrindo que Ronson – que será o produtor do novo disco de McCartney – realmente disse que o ex-Beatles anda inspirado por novos sons, que apareceu um dia destes no estúdio e tocou uma linha de baixo com uma levada de funk que o produtor identificou como algo parecido com o som do grupo brasileiro Bonde do Rolê e o mais importante: Paul mostrou a ele uma canção do cantor americano Usher, chamada “Climax”, perguntando “como podemos captar este tipo de energia?”. Veja a música abaixo:

Até aí, nada demais. É muito comum que artistas, mesmo sendo do porte de McCartney, levem um monte de sons para seus produtores antes de começar a gravação de um novo álbum, a fim de buscarem uma pequena inspiração que possa dar uma leve direcionada no som. A leitura correta do que rolou com McCartney é que ele quer fazer um disco que saia “um pouquinho” da vertente que ele vem mostrando nos últimos tempos. Aliás, isto é algo que já aconteceu em seu mais recente disco de estúdio, o ótimo Kisses on the Bottom, que traz uma série de canções dos anos 30 e 40 que Paul ouvia na infância e adolescência no rádio da casa de seus pais. Foi então que percebi o que aconteceu...

De uma maneira absolutamente sórdida e mal-intencionada, algumas pessoas na mídia – inclusive jornalistas ditos “sérios” – resolveram espalhar a história de que Paul McCartney iria gravar um disco de “funk carioca”!!! Um absurdo tão inacreditável e mentiroso que chega a me dar náuseas.

Eu nem deveria ficar surpreso, já que há nas redações de jornais, revistas e sites especializados em fofocas de subcelebridades uma forte corrente midiática que, “$abe-$e” lá por “quai$” motivos, trata de ‘bombar’ todo tipo de informação, verdadeira ou não, a respeito de qualquer coisa relacionada ao mundo do “funk carioca”. Sem qualquer tipo de veracidade, “funkeiros” vomitam besteiras e bravatas a torto e a direito, que são imediatamente divulgadas na imprensa. E foi exatamente o que aconteceu no caso “Paul McCartney agora é funkeiro”. Mais um caso em que o sensacionalismo barato e mentiroso veio avacalhar ainda mais o estado de indigência intelectual que o Brasil vive atualmente.

Não vejo o menor problema de Paul usar a “energia” que, indubitavelmente, existe nas músicas ruins que o Bonde do Rolê faz, mas daí a “brigada midiática do funk carioca” sair cantando tal cascata aos quatro ventos é de uma desonestidade fétida. Para você ter uma ideia, teve um grande portal de notícias “globais” que chegou a promover uma matéria em que várias “celebridades” do "funk carioca" deram "sugestões" daquilo que Paul tem que ouvir para "renovar sua energia" na hora de botar seu novo show na estrada. Teve energúmeno que sugeriu a infame "Passinho do Volante", do horrível MC Federado & Os Lelekes. Não imagino quem poderia inventar algo mais estúpido que isto.

Nada é mais significativo do processo de emburrecimento coletivo que vivemos nos dias de hoje do que o tal de "funk carioca". O simples fato de pseudointelectuais defenderem uma veia "socializante" desta porcaria já mostra a falta de escrúpulos desta turma. Auxiliados por um “reforço” financeiro vindo de gente graúda deste meio, essa gente não tem pudor em criar contextos mirabolantes, oportunistas e risíveis, a ponto de elevar boatos e interpretações de textos canhestramente deturpadas a patamares de “fatos” que devem ser levados a sério.

Torço para que você e milhões de outras pessoas esclarecidas continuem repudiando este tipo de trapaça.

domingo, 5 de maio de 2013

REVISTA CARAS DIZ QUE MICHELLE PFEIFFER "ESTÁ SOLTEIRA"


A edição recente da revista Caras, nas notícias publicadas na semana passada, conforme se vê no portal, há um texto sobre comportamento que fala dos 55 anos da atriz norte-americana Michelle Pfeiffer, completados há alguns dias.

O que se nota é que a reportagem, conforme se vê no fragmento da imagem acima, credita a atriz como "solteira", informação que não consta em qualquer sítio da Internet com alguma notícia sobre ela, apesar da atriz aparecer sozinha em quase todos os eventos registrados.

Não há qualquer informação de que Michelle Pfeiffer esteja mesmo solteira. Nem mesmo através de palavras-chave comuns como "husband split", "are dunzo", "call it quits" e "files for divorce", referentes à separação de celebridades. Nem sequer o Who Dated Who, dedicado a registrar a situação amorosa dos famosos, ou o portal Just Jared, fizeram qualquer tipo de menção.

Aparentemente, Michelle continua casada com o produtor David Kelley, conhecido pela criação do seriado Alli McBeal, que marcou a televisão dos anos 90. É o segundo casamento da atriz, estável apesar de rumores eventuais de crises conjugais. E o caso de Michelle não é o único.

Duas celebridades tiveram também seus casamentos em sérias crises, como a supermodelo Cindy Crawford e Angie Harmon (esta conhecida pelo seriado Rizzoli & Isles). Ambas tiveram notícias de traições amorosas de seus maridos, em incidentes que, dizem, não são muito amigáveis.

Cindy, traída várias vezes pelo marido, o empresário Rande Gerber, teria dito uma vez que seu casamento "acabou", mas depois desmentiu em outra entrevista, afirmando que, pelo menos aparentemente, a relação conjugal dela e dele continuam de pé.

No caso de Angie Harmon, casada com o ex-jogador de futebol americano Jason Seehorn, a traição chegou a render comentários agressivos contra ele, em fóruns da Internet. E há rumores de que Angie estaria mesmo solteira, mas evita dar a notícia para não abalar a privacidade das três filhas, uma delas com apenas cinco anos.

Afinal, o mercado fofoqueiro é cruel não só no Brasil, como também no exterior. Lá se tem o TMZ, que, embora lance alguns furos de reportagens, é conhecido pelo seu forte sensacionalismo e pelo humor cínico de muitos factoides que anuncia.

E a imprensa norte-americana é tão cruel que, depois que a atriz Brittany Murphy faleceu, a mídia se preocupou muito mais com a causa de seu óbito e de muitos rumores associados do que em lembrar o maravilhoso talento de cantora e atriz, que deveria ser considerado, até porque no final da vida Brittany se esforçava para ser reconhecida pelo seu talento versátil para além de comédias românticas e seriados infantis.

No que se diz à suposta solteirice de Michelle, a situação é duvidosa. Evidentemente faltam solteiras como Michelle Pfeiffer, Cindy Crawford e Angie Harmon, embora tenhamos uma Eva Longoria livre, leve e solta para nos alegrar. Só que até nos EUA o grosso das "solteiras" está nas mulheres de reality shows, como as real housewives que agora nada têm mais de wives.

Cabe à redação de Caras corrigir o texto ou tirar alguma satisfação. De preferência tentando explicar, se isso for possível, para a imprensa norte-americana por que Michelle Pfeiffer "está solteira" e quase ninguém percebeu.

sábado, 4 de maio de 2013

ATRIZ E ÍDOLO ADOLESCENTE FAZ DIFERENCIAL NO GOSTO MUSICAL


Esta é uma grande lição para as chamadas "descoladas" brasileiras. Se aqui há muita moça "bacana" descobrindo as porcarias musicais do brega-popularesco (sobretudo "sertanejo" o "funk carioca"), lá fora a coisa é bem diferente.

É o caso da jovem atriz Debby Ryan, estrela do Disney Channel e protagoniza o seriado Jessie. Ela é um dos ídolos adolescentes mais prestigiados dos EUA, embora sua beleza remeta a uma estética que se via muito no final dos anos 50 e começo dos 60 no século passado.

Em sua visita a uma loja de discos nos EUA, a gatinha, além de encarar discos de vinil - vistos com preconceito pela tecnocrática sociedade brasileira, que acredita que vinil é "coisa de DJ" - , pesquisou discos de artistas de qualidade, como Velvet Underground, Doors, Stevie Wonder, Radiohead e Munford & Sons.

Deve-se prestar atenção aos dois primeiros nomes: Velvet Underground e Doors, dois nomes da psicodelia norte-americana que se ascenderam em 1967, e que são considerados difíceis até pelos bobos-alegres que se acham alternativos e só fazem "EMoPB" (Emo Popular Brasileiro), tipo Kitsch Pop Cult, Gang da Eletro, Bonde do Rolê, Dudu Pererê e outros mais preocupados em misturar visual do que fazer algo importante.

Isso sem falar de pessoas "mais adultas" que estão "descobrindo o brega", acreditando estarem cansadas de tanto ouvir música de qualidade. Na verdade, não estão cansadas de ouvir música de qualidade. É excesso de cerveja que devorou os neurônios que precisam ser amortecidos pela água-com-açúcar de Odair José, Mr. Catra, Wando, Michel Teló, Zezé di Camargo & Luciano e derivados.

Portanto, é vergonha para os "descolados" daqui depender de uma atriz da Disney para aprender a ouvir música de verdade. Mas, em todo caso, valeu mesmo, Debby!!